O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, juntou-se esta quarta-feira (11 de fevereiro) oficialmente ao Conselho da Paz de Donald Trump, que terá a sua reunião inaugural a 19 de fevereiro, em Washington. O documento foi assinado numa reunião com o secretário de Estado Marco Rubio, prévia ao encontro com o presidente na Casa Branca. O Conselho da Paz, inicialmente pensado no âmbito do acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza em outubro mas que entretanto ganhou fôlego a pensar noutros conflitos a nível global, foi oficializado a 22 de janeiro durante o Fórum Económico de Davos, na Suíça. .Trump assina criação do Conselho da Paz sem aliados europeus e promete trabalhar com a ONU.27 países, dos Emirados Árabes Unidos à Argentina, passando pela Hungria ou a Turquia, aderiram à iniciativa. Mas outros levantaram reticências, temendo que fosse posto em causa o papel das Nações Unidas e questionando o convite à Rússia. Itália e Polónia confirmaram esta quarta-feira (11 de fevereiro) que não vão juntar-se. Na primeira reunião, na próxima semana, a ideia será discutir a próxima fase do cessar-fogo na Faixa de Gaza - que todos os dias continua em risco, com bombardeamentos israelitas. Na agenda estará ainda uma angariação de fundos para a reconstrução do enclave palestiniano. Não é claro se Netanyahu, que antecipou a sua viagem a Washington para esta semana, estará presente na reunião inicial. Alguns alegam que antecipou a viagem precisamente para evitar a possibilidade de partilhar o palco com vários líderes árabes - seria a primeira vez desde os ataques terroristas do Hamas de 7 de outubro de 2023. A última vez que houve essa possibilidade, lembra o The Times of Israel, foi em Sharm-el-Sheikh, no Egito, para celebrar o cessar-fogo e alguns líderes, como o turco Recep Tayyip Erdogan, ameaçaram boicotar o evento se ele estivesse presente. Entretanto, apesar de estar em Washington, Netanyahu conseguiu causar polémica em Israel. Tudo porque o seu gabinete forçou a retirada da palavra “massacre” do título de uma proposta de lei que visa criar uma cerimónia oficial anual para assinalar o ataque do Hamas, que fez mais de 1200 mortos em Israel. A palavra está no interior do texto, mas Netanyahu não o queria no título, com as famílias das vítimas a acusarem-no de querer “apagar” a história.