O ministro da Saúde britânico, Wes Streeting, apresentou a sua demissão esta quinta-feira (14 de maio), mas não lançou oficialmente a corrida à liderança do Partido Trabalhista. Os aliados do ministro alegam que ele tem os 81 para desafiar o primeiro-ministro Keir Starmer, mas Streeting não avança para já..Numa carta a Starmer, Streeting escreveu que, embora os sucessos na melhoria do desempenho do Serviço Nacional de Saúde "sejam boas razões para que eu permaneça no cargo", o facto de ter "perdido a confiança" na liderança do primeiro-ministro faz com que seja "desonroso e pouco ético fazê-lo"."Agora é claro que o senhor não vai liderar o Partido Trabalhista nas próximas eleições gerais e que os parlamentares e os sindicatos trabalhistas querem que o debate sobre o que vem a seguir seja uma batalha de ideias, não de personalidades ou de faccionalismo mesquinho", referiu."É necessário que seja amplo e que conte com o melhor grupo possível de candidatos. Apoio esta abordagem e espero que o senhor continue a facilitá-la", referiu.Em relação às razões para se demitir, fala do desaire eleitoral da semana passada, no qual a “impopularidade” do governo foi “um factor importante” , assim como a ameaça do Reform UK e os “erros” políticos."Onde precisamos de visão, há vácuo. Onde precisamos de direção, há deriva. Isso ficou evidente no seu discurso de segunda-feira”, escreveu Streeting, referindo-se a um discurso que deveria ter sido de relançamento do governo e que só lançou uma onda de contestação entre os deputados do partido (quase 90 já defenderam publicamente a demissão de Starmer)..Streeting pronto a desafiar Starmer após “trégua” para o Discurso do Rei .Angela Rayner livra-se dos problemas com o fisco e tem a porta aberta para desafiar Starmer