Mais de sete milhões de israelitas votam esta terça-feira. Eisenkot é o principal rival de Netanyahu
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Mais de sete milhões de israelitas votam esta terça-feira. Eisenkot é o principal rival de Netanyahu

As últimas sondagens indicam que o Yashar! de Eisenkot tem ligeira vantagem sobre o Likud de Netanyahu, mas nenhum consegue atingir o “número mágico” dos 61 assentos parlamentares.
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Mais de sete milhões de eleitores são esta terça-feira, 27 de outubro, chamados às urnas para eleger uma nova composição do parlamento israelita (Knesset), o primeiro ato eleitoral desde os ataques do Hamas que em 2023 atingiram Israel e destabilizaram o Médio Oriente.

Em jogo nestas eleições, já classificadas como uma das mais incertas de sempre em Israel, estão os 120 lugares do Knesset e a consequente governação do país.

Para governar com maioria absoluta, um partido ou coligação precisa de reunir pelo menos 61 lugares parlamentares.

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Um total de 38 partidos concorre às eleições, embora se espere que apenas 11 ultrapassem o limiar de 3,25% dos votos necessários para obter representação parlamentar.

Estas eleições são consideradas decisivas para o futuro político de Israel, após três anos marcados pela guerra em Gaza, tensões regionais e um intenso debate interno sobre segurança, governação e condução do conflito com o Hamas.

A eventual necessidade de apoio dos partidos árabes poderá voltar a conferir a estas formações um papel determinante na formação do próximo Governo.

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As atenções estão centradas em dois nomes: o atual primeiro-ministro Benjamin Netanyahu (partido Likud) e o antigo general das Forças de Defesa de Israel Gadi Eisenkot (partido Yashar!), um recém-chegado à política israelita.

As últimas sondagens indicam que o Yashar! de Eisenkot tem ligeira vantagem sobre o Likud de Netanyahu, mas nenhum consegue atingir o “número mágico” dos 61 assentos parlamentares, nem através de alianças pós-eleitorais com forças pró-governamentais ou do chamado bloco da mudança, a não ser que este último se entenda com os partidos árabes.

De acordo com as últimas sondagens das três principais cadeias de televisão, publicadas três dias antes das eleições, a coligação liderada por Eisenkot obtém entre 52 e 56 assentos, contra 50 do bloco de Netanyahu.

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No entanto, o primeiro a votar foi, às 08:00 locais (06:00, hora de Lisboa), o líder dos Democratas, Yair Golan, que depositou o seu voto na cidade de Rosh HaAyin, no centro de Israel, confirmou o partido.

Netanyahu deverá votar às 11:00 locais (09:00 hora de Lisboa) numa assembleia de voto em Jerusalém Ocidental, num ato cuja cobertura foi limitada a um número restrito de órgãos de comunicação social selecionados.

Já Eisenkot deverá votar na cidade costeira de Herzliya, a norte de Telavive, às 13:45 locais (11:45, em Lisboa).

Antes e depois de votar, numa agenda que se estende desde a abertura das urnas até às 17:45 locais (15:45, em Lisboa), Eisenkot visitará várias assembleias de voto, incluindo uma situada num kibutz junto à fronteira com a Faixa de Gaza.

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Três anos depois do ataque mais mortífero da história de Israel, que mergulhou o país numa guerra na Faixa de Gaza e em outras frentes de conflito, as eleições desta terça-feira decorrem num contexto de profundas divisões internas sobre várias questões, que incluem a responsabilização pelas falhas que permitiram o ataque do grupo extremista Hamas naquela manhã de 07 de outubro de 2023, o peso do serviço militar e a independência das instituições democráticas e do poder judicial.

A capacidade de Israel para preservar a sua prosperidade económica e as suas alianças internacionais, num contexto de polarização interna cada vez mais acentuada e de isolamento global, foram outros temas a dominar o debate político.

A votação decorre entre as 07:00 e as 22:00 locais (mais duas horas em relação ao fuso horário de Lisboa).

Os resultados são confirmados até 04 de novembro, mas podem ser apresentados recursos até ao dia 18, sendo porém raro que sejam aceites ou que possam alterar o desfecho eleitoral.

Cabe depois ao Presidente israelita, Isaac Herzog, indicar o líder de um dos partidos, geralmente o mais votado, para constituir governo. A partir desse momento, segundo um explicador do Instituto da Democracia de Israel, decorrem 28 dias para negociações e formação de um executivo, prorrogáveis por mais 14.

Se o candidato não for bem sucedido, o processo volta à estaca zero e Herzog deverá indicar outro nome para formar governo no máximo de outros 28 dias, mas sem possibilidade de prorrogação. Caso o impasse persista, um grupo de deputados eleitos pode fazer uma terceira tentativa, num prazo de 14 dias.

Na sua história, os governos costumam ser constituídos logo à primeira, mas, se todas as três possibilidades falharem, o Knesset é dissolvido automaticamente e terá de haver novas eleições.

O voto não é obrigatório e a lei eleitoral israelita não permite que cidadãos residentes fora de Israel votem no estrangeiro, com exceção dos funcionários consulares e militares.

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Por todo o país e também nos colonatos ilegais da Cisjordânia ocupada, 12.018 secções de voto abriram as portas a 7.332.000 eleitores, de acordo com os dados da Comissão Eleitoral Central israelita.

O porta-voz da Comissão Eleitoral Central de Israel, Dean Livne, disse a quando da abertura desta jornada eleitoral que se trata de uma “celebração da democracia israelita, na qual participarão pela primeira vez cerca de 330 mil jovens israelitas".

O porta-voz acrescentou que, "ao longo do dia, é possível que circulem na Internet rumores, desinformação ou notícias enganosas", pelo que exortou os cidadãos "a verificarem a fonte e o contexto de qualquer notícia, imagem ou vídeo antes de os partilharem, e a confiarem apenas nas informações publicadas pelas autoridades oficiais".

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