O novo primeiro-ministro da Hungria, Péter Magyar, irá esta semana a Bruxelas para tentar chegar a um acordo com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, para desbloquear 10,4 mil milhões de euros em fundos da UE congelados a Budapeste durante o mandato do seu antecessor.Estes 10,4 mil milhões de euros fazem parte de um fundo de recuperação pós-pandemia e representam apenas uma parte do dinheiro que a Hungria pretende descongelar, mas é a parcela mais urgente - Budapeste tem até 31 de agosto para pedir formalmente este financiamento, enquanto a Comissão Europeia tem até 31 de dezembro para efetuar os pagamentos.Para atingir esse objetivo, a Hungria precisa de desenvolver rapidamente uma série de reformas exigidas pela UE que, por sua vez, implicam “projetos bem estruturados que cumpram todos os critérios de transparência e legalidade”, conforme explicou este sábado a líder da diplomacia húngara, Anita Orbán. Em síntese, “trata-se de restaurar o Estado de Direito, e isso significa garantir que o dinheiro é gasto de forma transparente e livre de corrupção”, acrescentou.Este fim de semana, numa entrevista à RTL, Magyar adiantou que as negociações sobre os fundos da UE suspensos estão “a progredir bem” e que planeia assinar um acordo em Bruxelas na quinta-feira para os libertar. O líder húngaro vai ainda aproveitar a viagem a Bruxelas para se reunir com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte. .Magyar propõe emenda constitucional que impede regresso de Orbán ao poder.Da aproximação à UE ao custo de vida: o que os húngaros esperam do governo de Péter Magyar