A presidência russa, que tinha no ainda chefe do governo de Budapeste, Viktor Orbán, um aliado, mostrou-se esta terça-feira, 14 de abril, agradada com o facto de o primeiro-ministro eleito da Hungria, Péter Magyar, se ter mostrado disponível para um diálogo com Moscovo. “Por ora, podemos observar com satisfação, tanto quanto entendemos, a sua disposição para se envolver num diálogo pragmático”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov. “Neste caso, existe uma disposição mútua da nossa parte e, em seguida, procederemos seguindo as orientações das medidas específicas tomadas pelo novo governo húngaro”. Uma mudança de tom em relação à primeira reação de Moscovo à vitória de Magyar, com Peskov a dizer à televisão estatal russa que ainda não era claro qual seria a posição do novo governo húngaro e que o Kremlin não iria felicitar Magyar pela sua vitória devido à designação formal da Hungria como “país hostil”, dado o seu apoio anterior às sanções da UE contra Moscovo. Definição que não impediu uma relação próxima entre os governos de Orbán e Vladimir Putin. Na segunda-feira, Péter Magyar reconheceu que a Rússia é um risco de segurança para a Europa e que devia pôr fim à guerra na Ucrânia, mas admitiu ter “relações pragmáticas” com Moscovo pois a Hungria “não pode mudar a sua geografia” e ainda depende da energia russa. .Magyar quer Hungria mais democrática e próxima da UE, mas mantém algumas das críticas de Orbán