Kim Jong Un, líder da Coreia do Norte
Kim Jong Un, líder da Coreia do NorteEPA/KCNA

Kim Jong-un elogia tropas norte-coreanas que combatem "em solo estrangeiro"

Segundo os serviços de informação sul-coreanos e ocidentais, Pyongyang enviou milhares de soldados para combater ao lado de Moscovo durante a invasão da Ucrânia, que começou há quase quatro anos.
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O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, elogiou as tropas que combatem em "solo estrangeiro" e fez alusão à aliança com a Rússia, numa mensagem de Ano Novo às forças armadas, publicada esta quinta-feira, 1 de janeiro.

"Enquanto todo o país está imerso numa atmosfera festiva para celebrar o Ano Novo, sinto ainda mais saudades de vocês, que lutam bravamente em campos de batalha em solo estrangeiro, mesmo agora, fiéis à ordem da vossa pátria", disse Kim, citado pela agência de notícias oficial norte-coreana KCNA.

"Pyongyang e Moscovo estão convosco", acrescentou.

Segundo os serviços de informação sul-coreanos e ocidentais, Pyongyang enviou milhares de soldados para combater ao lado de Moscovo durante a invasão da Ucrânia, que começou há quase quatro anos.

Em troca, a Rússia envia à Coreia do Norte ajuda financeira, tecnologia militar e fornecimentos de alimentos e energia, de acordo com analistas.

Na sua mensagem, o líder norte-coreano felicitou os soldados por fortalecerem a "amizade e aliança inquebrável" com a Rússia, apelando a que lutem "pelo povo irmão russo".

Sem mencionar diretamente a Ucrânia, Kim antecipou os "feitos notáveis" dos soldados nos "campos de batalha no estrangeiro" durante 2026.

Em 26 de dezembro, numa mensagem de Ano Novo ao Presidente russo, Vladimir Putin, Kim disse que a Coreia do Norte e a Rússia partilham "sangue, vida e morte" na guerra na Ucrânia.

Em mensagem publicada pela KCNA, Kim afirmou que 2025 foi um "ano verdadeiramente significativo" para a aliança entre Pyongyang e Moscovo, fortalecida por terem "partilhado sangue, vida e morte na mesma trincheira".

Na mensagem de Ano Novo de Vladimir Putin a Kim Jong-un, o líder russo comemorou a "entrada heroica" dos soldados norte-coreanos na guerra da Ucrânia.

A felicitação, enviada no passado dia 18 de dezembro, destaca ainda o tratado de parceria estratégica assinado entre os líderes no ano passado e apela ao reforço da "relação de amizade e aliança" bilateral.

A Coreia do Norte só em abril confirmou o envio de tropas para apoiar a campanha militar russa contra a Ucrânia e a morte de soldados norte-coreanos em combate.

No início de dezembro, Pyongyang admitiu ter enviado, em agosto de 2025, tropas para a região de Kursk, na Rússia, perto da fronteira com a Ucrânia e na altura sob ocupação de forças ucranianas.

A presença de militares norte-coreanos permitiu à Rússia passar à ofensiva para desalojar as tropas ocupantes ucranianas.

Pelo menos nove soldados de um regimento de engenharia foram mortos durante este destacamento de 120 dias, como reconheceu Kim Jong Un num discurso proferido em 13 de dezembro, após o regresso da unidade.

As estimativas de baixas divulgadas pelos serviços de informações sul-coreanos apontam para dois mil mortos entre as unidades de Pyongyang, que terão chegado a ter no terreno entre 15 mil e 20 mil soldados.

Além de enviar tropas para combater pela Rússia, Pyongyang fornece a Moscovo projéteis de artilharia, mísseis e sistemas de foguetes de longo alcance.

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