O comandante da força de drones da Ucrânia, Robert Brovdi, alegou esta segunda-feira (13 de abril) no Telegram que “ovos da Páscoa caseiros” foram entregues à Rússia, reivindicando o ataque contra uma fábrica de químicos em Cherepovets, na região russa de Vologda, a 800 quilómetros da fronteira. O ataque surge depois de ter terminado a trégua de 32 horas declarada na Páscoa Ortodoxa, que se assinalou no domingo (12 de abril), e que ambos os lados se acusam mutuamente de ter violado. A fábrica de Cherepovets foi descrita por Brovdi como “um gigante verme químico que produz centenas de milhares de toneladas de amoníaco, nitrato de amónio e ácido nítrico por ano”, explicando que estes produtos “servem de matéria-prima para o TNT, hexogeno e outros componentes no fabrico de munições”. O ataque terá decorrido durante a noite, com testemunhas citadas pelo site de notícias militares ucraniano Militarnyi a indicar que fumo negro saía de duas das três unidades de produção. O cessar-fogo de 32 horas, durante a Páscoa Ortodoxa, terminou na noite de domingo com acusações mútuas de violações. Os ucranianos alegam que pelo menos duas pessoas morreram e seis ficaram feridas nos ataques russos contra a Ucrânia durante esse tempo, contabilizando 10.721 violações da trégua.A agência de notícias TASS escreveu contudo que “as tropas russas observaram rigorosamente o cessar-fogo durante a trégua da Páscoa” desde as 16.00 de sábado e o final de domingo, com o Ministério da Defesa da Rússia a contabilizar 6558 violações da trégua do lado da Ucrânia. “As formações armadas ucranianas continuaram a realizar ataques com veículos aéreos não tripulados e armas de artilharia contra as nossas posições de tropas e instalações civis nas áreas fronteiriças das regiões de Belgorod e Kursk da Federação Russa”, indicou o ministério.A suposta pausa nos combates durante a Páscoa Ortodoxa foi declarada por Vladimir Putin depois de múltiplos apelos nesse sentido da parte de Volodymyr Zelensky. O presidente russo disse que iria parar os combates, dizendo esperar que os ucranianos “seguissem o exemplo” mas dando ordens para os seus militares estarem preparados para intercetar “possíveis provocações do inimigo”. O homólogo ucraniano respondeu que estava preparado para dar “passos simétricos”, alegando que Moscovo tinha uma oportunidade de não voltar aos ataques depois da Páscoa. O que Putin rejeitou.No Dia do Trabalhador da Indústria de Defesa, Zelensky elogiou as armas que a Ucrânia tem desenvolvido ao longo de quatro anos de conflito com a Rússia e que hoje não só usa como disponibiliza para ajudar outros - como é o caso mais recente do apoio dado a vários países do Médio Oriente.