Kiev acusa exército russo de executar centenas de soldados ucranianos
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Kiev acusa exército russo de executar centenas de soldados ucranianos

Relatório da ONU, que data do final de junho, indica 129 casos confirmados de execuções de prisioneiros de guerra ucranianos e a evidência de um “aumento acentuado” nesses casos a partir de 2025.
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A Ucrânia já abriu 116 investigações à morte de 306 soldados prisioneiros do exército russo, embora haja estimativas de números mais altos, segundo as autoridades de Kiev, citadas pela Agence France-Presse (AFP).

Na sequência das 116 investigações abertas a propósito de execuções a tiro de prisioneiros de guerra desarmados, a Procuradoria-Geral da Ucrânia realça que o número de execuções por tropas russas começou a aumentar em 2023, embora o número exato de vítimas seja desconhecido.

“Isso decorre de uma política russa que, na prática, incentivou e possibilitou tais crimes, com comandantes a emitirem ordens posteriores nesse sentido", disse à AFP na segunda-feira Andrii Atamanchuk, advogado ucraniano que está a supervisionar as investigações sobre tais incidentes.

Já os serviços de informações ucranianos estimam que "mais de 900 soldados" foram mortos em "mais de 340" incidentes desde 2022, com um dos funcionários desses organismos, em declarações à AFP sob a condição de anonimato, a reconhecer que esse número representa “entre 25% e 40%” do total de casos.

Questionados pela AFP sobre a discrepância entre as estatísticas, ambos os órgãos citaram diferenças de metodologia, com a procuradoria-geral a basear-se em "fatos documentados e comprovados" e os serviços de informações a alegarem a receção de "informações mais rapidamente" por unidades posicionadas na linha da frente da guerra.

Já um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), que data do final de junho, indica 129 casos confirmados de execuções de prisioneiros de guerra ucranianos e a evidência de um “aumento acentuado” nesses casos a partir de 2025.

As autoridades russas não responderam aos pedidos da AFP para comentarem as alegações ucranianas, mas Moscovo rejeita sistematicamente as acusações de crimes de guerra e contra-ataca, acusando as forças ucranianas de os cometerem.

Segundo Atamanchuk, cinco soldados russos foram até agora condenados na Ucrânia pela execução de prisioneiros ucranianos, no âmbito da invasão em larga escala movida pela Federação Russa, em 24 de fevereiro de 2022.

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