Trump avisa o Irão: "É melhor levarem isto a sério em breve, antes que seja tarde demais"

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão afirmou que o país não tem “intenção de negociar”, mas sim de “continuar a resistir”. Trump disse que liderança em Teerão nega negociações por medo.
Trump avisa o Irão: "É melhor levarem isto a sério em breve, antes que seja tarde demais"
EPA/WAEL HAMZEH

Paquistão diz que "estão a decorrer negociações indiretas entre os EUA e o Irão"

O ministro dos Negócios Estrangeiros paquistanês afirma esta quinta-feira que "estão a decorrer negociações indiretas entre os EUA e o Irão". Ishaq Dar refere que o Islamabad está a servir de intermediário nestas conversações.

Governante lamenta "especulações desnecessárias" sobre "negociações de paz para pôr fim ao conflito em curso no Médio Oriente" e esclarece: "Na realidade, estão a decorrer conversações indiretas entre os EUA e o Irão através de mensagens transmitidas pelo Paquistão. Neste contexto, os Estados Unidos partilharam 15 pontos, que estão a ser debatidos pelo Irão".

Na mensagem divulgada nas redes sociais, Ishaq Dar refere que a Turquia e o Egito, "entre outros", estão "a manifestar o seu apoio" a esta iniciativa diplomática para acabar com a guerra. "O diálogo e a diplomacia são o único caminho a seguir!", sublinha o ministro paquistanês.

Trump avisa o Irão: "É melhor levarem isto a sério em breve, antes que seja tarde demais"

O presidente dos EUA voltou a usar as redes sociais para deixar um aviso ao regime de Teerão e afirmar que os negociadores do Irão "são muitos diferentes e 'estranhos'".

"Estão a 'implorar' para que façamos um acordo, o que deveriam estar a fazer, uma vez que foram militarmente aniquilados, sem qualquer hipótese de recuperação, e ainda assim declaram publicamente que estão apenas a 'analisar a nossa proposta'. Errado!!!", escreveu Donald Trump.

Na mensagem publicada na Truth Social, o presidente norte-americano voltou a deixar um aviso ao regime de Teerão: "É melhor levarem isto a sério em breve, antes que seja tarde demais, porque quando isso acontecer, não haverá volta a dar, e não será bonito".

Israel confirma morte de comandante da Marinha da Guarda Revolucionária do Irão e avisa: "As IDF vão eliminá-los um a um" 

O ministro da Defesa Israelita confirmou a morte do comandante da Marinha da Guarda Revolucionária do Irão, Alireza Tangsiri, num ataque em Bandar Abbas.

“As Forças de Defesa de Israel [IDF, na sigla em inglês] eliminaram o comandante da Marinha do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, a pessoa diretamente responsável pela operação terrorista de minagem e bloqueio do estreito de Ormuz ao tráfego marítimo”, afirmou Israel Katz, citado pelo Times of Israel.

O governante afirmou que o ataque é uma “mensagem” para a Guarda Revolucionária do Irão: “As Forças de Defesa de Israel vão caçá-los e eliminá-los um a um”, avisou.

O ministro acrescentou que Israel vai continuar a operação militar no Irão "com toda a força para alcançar os objetivos da guerra”.

Países da NATO "não fizeram absolutamente nada" para ajudar EUA na guerra contra o Irão, diz Trump 

O presidente norte-americano voltou a criticar a atuação dos aliados da Aliança Atlântica no conflito do Médio Oriente.

Segundo Donald Trump, "os países da NATO não fizeram absolutamente nada para ajudar com a nação insana, agora militarmente dizimada, do Irão".

Na mensagem publicada na Truth Social, reiterou, no entanto, que "os EUA não precisam de nada da NATO". "Mas 'nunca se esqueçam' deste momento importantíssimo!", escreveu, o presidente dos Estados Unidos.

Pentágono pondera desviar a ajuda militar à Ucrânia para o Médio Oriente, diz o "Washington Post"

O Pentágono está a ponderar desviar a ajuda militar à Ucrânia para o Médio Oriente, noticia esta quinta-feira o Washington Post, que cita três fontes familiarizadas com este assunto.

O Departamento de Defesa "vai garantir que as forças norte-americanas e as dos nossos aliados e parceiros têm o que precisam para lutar e vencer", disse um porta-voz do Pentágono ao jornal.

As armas que poderão ser redirecionadas para o conflito no Médio Oriente incluem mísseis de defesa aérea usados pelas forças ucranianas para intercetar mísseis e drones lançados pela Rússia.

Preço do gás natural sobe mais de 4% e ultrapassa os 54 euros

O preço do gás natural para entrega no prazo de um mês no mercado TTF dos Países Baixos, referência na Europa, aumentou hoje 4% e ultrapassou os 54 euros por megawatt-hora (MWh), devido ao conflito no Médio Oriente.

De acordo com dados da Bloomberg, citados pela agência EFE, após quatro sessões de quedas, o preço do gás natural voltou a subir, registando um aumento de 4,43%, para 54,37 euros por MWh.

Desta forma, o preço do gás afasta-se dos 31,6 euros registados no dia 27 de fevereiro, um dia antes de os Estados Unidos e Israel terem iniciado a guerra contra o Irão.

Após vários dias de otimismo face à possibilidade do conflito no Médio Oriente começar a acalmar, o ânimo do mercado voltou a arrefecer.

Lusa

Trump avisa o Irão: "É melhor levarem isto a sério em breve, antes que seja tarde demais"
Ormuz a ferro e fogo. Petróleo sobe 3% e barril volta a superar os 100 dólares

Rússia prepara envio de drones e alimentos para o Irão, avança o "Financial Times"

A Rússia está prestes a concluir o envio gradual de drones, medicamentos e alimentos para o Irão noticiou hoje o jornal Financial Times citando fontes dos "serviços de informações ocidentais".

Segundo o jornal britânico, altos funcionários iranianos e russos iniciaram conversações secretas sobre a entrega de drones poucos dias após os primeiros ataques contra Teerão, que começaram no passado dia 28 de fevereiro.

"Espera-se que os envios estejam concluídos até ao final deste mês", indicou a edição de hoje do Financial Times.

A confirmar-se, a entrega de aparelhos aéreos não tripulados (drones) passa a ser "a primeira prova" do apoio bélico de Moscovo a Teerão.

O porta-voz da presidência da Rússia, Dmitri Peskov, afirmou que "estão a circular muitas falsidades", mas acrescentou que Moscovo mantém um "diálogo contínuo com a liderança iraniana".

Moscovo reconheceu ainda o envio de ajuda humanitária, incluindo mais de 13 toneladas de medicamentos entregues via Azerbaijão, segundo o jornal.

Especialistas citados pelo Financial Times, disseram que o Irão lançou mais de três mil drones de ataque unidirecionais desde o início do conflito e procura modernizar os sistemas com tecnologia russa.

A Rússia já forneceu a Teerão "informações, imagens captadas por satélite e dados sobre alvos" e, desde 2023, tem vindo a produzir drones baseados em projetos iranianos, modificados para contornar as defesas aéreas e transportar cargas mais pesadas, acrescentou o jornal britânico.

O Irão terá também solicitado sistemas de defesa aérea mais avançados, incluindo o S-400, mas Moscovo terá rejeitado o pedido por receio de "uma escalada das tensões com os Estados Unidos", além da complexidade do treino militar necessário, disseram as mesmas fontes ao Financial Times.

Lusa

Soldado israelita morto no sul do Líbano 

Um soldado das Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) foi morto na última noite numa troca de tiros com operacionais do Hezbollah no sul do Líbano, segundo fonte do exército israelita, citada pelo Times of Israel.

Ori Greenberg, de 21 anos, é o terceiro soldado das IDF que foi morto na ofensiva terrestre israelita contra o Hezbollah no sul do Líbano.

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Israel terá matado principal responsável pelo encerramento do estreito de Ormuz

O comandante da Marinha da Guarda Revolucionária do Irão, Alireza Tangsiri, foi morto num ataque em Bandar Abbas, informou um responsável israelita, segundo avançou esta quinta-feira o jornal Times of Israel.

De acordo com a mesma fonte, trata-se do responsável pelo encerramento do estreito de Ormuz.

Até ao momento, não foram divulgadas posições oficiais do Irão e de Israel sobre este ataque.

Embaixada dos EUA no Iraque pede aos cidadãos norte-americanos para deixar o país "agora"

A embaixada dos Estados Unidos no Iraque lançou um novo alerta de segurança, no qual afirma que "milícias terroristas alinhadas com o Irão têm conduzido ataques generalizados contra cidadãos dos EUA" e alvos associados a Washington "em todo o Iraque", incluindo a região curda. "Os cidadãos americanos deviam deixar o Iraque agora", lê-se no alerta.

A representação diplomática refere que a missão dos EUA no Iraque permanece aberta para ajudar os cidadãos norte-americanos no Iraque. "Não tente dirigir-se à embaixada em Bagdade ou ao consulado-geral em Erbil devido ao risco contínuo de mísseis, drones e rockets no espaço aéreo iraquiano", indica a embaixada.

A embaixada dos EUA aconselha os cidadãos a usar rotas terrestres para sair do país. "O espaço aéreo está encerrado e não há voos comerciais a operar no Iraque. Estão abertas rotas terrestres para a Jordânia, Kuwait, Arábia Saudita e Turquia", refere a representa,ção diplomática.

Dois mortos e três feridos por estilhaços de míssil intercetado nos EAU

Pelo menos duas pessoas morreram hoje e outras três ficaram feridas por estilhaços de um míssil intercetado por armas de defesas antiaérea em Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos (EAU), anunciaram as autoridades locais.

“O incidente resultou na morte de duas pessoas não identificadas, três feridos e danos em vários carros", lê-se numa mensagem oficial na rede social X.

O Irão, em retaliação à ofensiva conjunta israelo-americana começada em 28 de fevereiro, encerrou a importante via comercial marítima do estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região: EAU, Arábia Saudita, Bahrein, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre, na Turquia e no Azerbaijão.

Lusa

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Renováveis reduzem impacto em Portugal de instabilidade energética mundial

O presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), José Pimenta Machado, indicou hoje que a aposta de Portugal em fontes de energia renovável permite mitigar os impactos da crise energética global decorrente do conflito no Médio Oriente.

As hostilidades iniciadas no final de fevereiro com ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão fez disparar os preços do petróleo e do gás, devido ao encerramento quase total do estreito de Ormuz e ataques contra alvos energéticos no Golfo Pérsico.

"Nós não temos petróleo, nem gás, mas há uma coisa que nós temos em abundância: temos sol, temos vento e temos água", destacou à Lusa Machado, que se encontra em Macau a participar no Fórum e Exposição Internacional de Cooperação Ambiental 2026 (MIECF, na sigla inglesa).

Portugal é líder na União Europeia em energias renováveis, com mais de 80% da eletricidade gerada nos primeiros dois meses de 2026 a provir de fontes limpas, de acordo com informação disponível no portal da Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN).

As principais fontes são a hídrica (36,8%) e a eólica (35%), com crescente destaque para a solar (5,2%), ainda de acordo com a APREN.

Este desempenho, aponta Machado, foi impulsionado, em grande parte, pela intensa chuva que permitiu encher as albufeiras nacionais.

"Este ano enchemos as barragens todas. Aliás, enchemos e tivemos que fazer descargas de superfície porque elas estavam literalmente cheias", apontou o dirigente.

Para Machado, esta estratégia de aproveitar os recursos que o país possui "não dependendo do exterior" tem-se provado a correta para limitar a escalada de preços para os consumidores.

"O caminho de Portugal nas renováveis é um caminho certo. E este ano mostrou que é mesmo esse caminho e até porque limitou os custos da energia", concluiu, defendendo a necessidade de "acentuar" e "acelerar" esta transição.

Lusa

Parlamento iraniano quer cobrar portagem para passagem pelo estreito de Ormuz

 O parlamento iraniano pretende aprovar uma lei para cobrar portagem aos navios que transitam pelo estreito de Ormuz, passagem estratégica por onde circula 20% do petróleo mundial, informou a agência de notícias Tasnim.

"Procuramos um projeto de lei que reconheça legalmente a soberania, o domínio e a supervisão do Irão sobre o estreito de Ormuz e que, além disso, seja uma fonte de receitas para o país através da cobrança de uma portagem", afirmou o presidente da comissão de Assuntos Civis do parlamento, Mohamad Reza Rezaei Kochi, de acordo com a Tasnim.

A mesma fonte indicou que está a ser elaborado um projeto de lei para "cobrar uma taxa pela prestação de segurança aos navios que transitam pelo estreito de Ormuz".

O responsável afirmou que se espera que o projeto seja finalizado na próxima semana — o início da semana iraniana é no sábado — e, em seguida, vai ser apresentado ao parlamento para discussão.

Lusa

MNE da China apela aos países do Médio Oriente para “manter a calma”

O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, exortou os países do Médio Oriente a “responderem com racionalidade” à situação causada pela guerra do Irão, durante duas chamadas telefónicas realizadas com os homólogos do Egito e da Turquia.

Durante a conversa com o ministro dos Negócios Estrangeiros egípcio, Badr Abdelatty, Wang reiterou que “a comunidade internacional deve promover ativamente o diálogo entre as partes em conflito” e sublinhou o papel do Conselho de Segurança da ONU neste sentido, segundo um comunicado da diplomacia chinesa.

As ações deste organismo “devem contribuir para aliviar as tensões e promover o diálogo, ajudando a prevenir a escalada do conflito, e não devem dar cobertura ao uso da força”, apontou.

Wang manifestou ainda apoio ao papel mediador do Egito com vista à retoma das conversações de paz e declarou que a China “está disposta a continuar a desenvolver esforços construtivos nesse sentido”.

O responsável egípcio, por sua vez, expressou “profunda preocupação” do seu país com a situação, “em particular com o potencial de ataques contra infraestruturas energéticas, que poderão gerar caos em toda a região”, e mostrou-se disponível para “manter uma estreita coordenação com a China” na tentativa de reduzir as tensões regionais.

Na conversa com o homólogo turco, Hakan Fidan, o chefe da diplomacia chinesa considerou que “os acertos e erros” do conflito são claros, ao mesmo tempo que insistiu que, dada a rapidez com que a crise se está a propagar na região, a prioridade deve ser “promover o diálogo de paz e trabalhar para alcançar uma redução das tensões”.

Lusa

China aponta existência de “sinais” iranianos a favor de negociações de paz

O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, referiu a existência de “sinais” por parte do Irão a favor de negociações com os Estados Unidos para pôr fim à guerra, os quais constituem, “uma luz de esperança”.

O presidente norte-americano, Donald Trump, passou, nos últimos dias, de ameaçar uma escalada da sua guerra contra o Irão para anunciar conversações com a República Islâmica. A afirmação foi, no entanto, energicamente desmentida por Teerão.

“Os Estados Unidos e o Irão emitiram ambos sinais a favor de negociações, deixando entrever uma luz de esperança para a paz”, declarou na quarta-feira Wang Yi, durante uma chamada telefónica com o homólogo egípcio, Badr Abdelatty.

A comunidade internacional deve incentivar ativamente as partes em conflito a encetar o diálogo. A partir do momento em que se começa a falar, a paz volta a ser possível”, sublinhou, segundo um comunicado do seu ministério.

Wang Yi não especificou a que “sinais” iranianos se referia.

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, afirmou ainda na quarta-feira que o Irão não tem “intenção de negociar”, mas sim de “continuar a resistir”.

Persistem muitas incertezas quanto à eventualidade de negociações entre Teerão e Washington.

Lusa

Filipinas recebem petróleo russo dias após declarar "estado de emergência energética"

Um navio com mais de 700.000 barris de petróleo bruto russo chegou às Filipinas, revelou hoje uma fonte filipina, poucos dias depois de o país ter declarado "estado de emergência energética" devido à guerra no Médio Oriente.

O Sara Sky, com pavilhão da Serra Leoa, chegou na segunda-feira com petróleo bruto de alta qualidade proveniente do oleoduto russo Sibéria-Pacífico (ESPO) destinado à Petron, a única refinaria de petróleo das Filipinas, precisou a fonte em declarações à AFP, que não a identificou.

O arquipélago depende em grande medida das importações de combustível, cujo custo disparou desde o início da guerra no Médio Oriente, desencadeada pelos ataques americano-israelitas ao Irão em 28 de fevereiro.

O Irão está desde então a bloquear, de facto, o estreito de Ormuz, por onde transita 20% da produção mundial de hidrocarbonetos, grande parte dos quais se destina ao continente asiático.

Um jornalista da AFP constatou a presença do Sara Sky ancorado no porto de Limay, perto de Manila, onde se situa a refinaria Petron.

Trata-se da primeira entrega de petróleo russo às Filipinas em cinco anos, segundo vários meios de comunicação locais.

A Petron recusou-se hoje a confirmar a chegada da carga. O seu diretor-geral, Ramon Ang, tinha afirmado na semana passada à AFP que a empresa estava "em negociações" para uma eventual compra de petróleo russo.

Lusa

Japão começa a colocar no mercado reservas estatais de crude

As autoridades japonesas começaram a colocar no mercado milhões de barris das suas reservas estatais de petróleo bruto para compensar as perdas de abastecimento decorrentes da interrupção do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz.

Os barris, correspondentes a um mês de consumo nacional, serão entregues nos próximos dias a quatro grandes petrolíferas japonesas, que os adquiriram por um preço de 540 mil milhões de ienes (cerca de 2,9 mil milhões de euros), avança o diário económico japonês Nikkei.

A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, tinha antecipado esta terça-feira, numa mensagem na rede social X, que o país começaria a colocar no mercado as reservas estatais, depois de, no passado dia 16 de março, ter sido libertado o equivalente a 15 dias de abastecimento das reservas privadas das petrolíferas japonesas.

Além disso, Takaichi afirmou que, ao longo do mês, começaria a ser libertado petróleo bruto das reservas que o arquipélago mantém em conjunto com países produtores de petróleo, como a Arábia Saudita ou o Kuwait.

O Japão importa do Médio Oriente 90% do petróleo bruto que consome, e, desde o início da guerra, as autoridades têm salientado a importância de garantir o abastecimento e limitar o impacto da guerra nos preços dos combustíveis.

O Governo de Takaichi aprovou também subsídios às petrolíferas para tentar manter o preço da gasolina em cerca de 170 ienes (0,92 euros) por litro, depois deste combustível ter atingido na semana passada um máximo de 190,8 ienes (1,04 euros).

Esta quarta-feira, a primeira-ministra reuniu-se em Tóquio com o diretor executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, e pediu-lhe que preparasse "possíveis libertações coordenadas adicionais" de petróleo bruto, caso a guerra no Irão se prolongue.

Birol reiterou que a agência está disposta a colocar no mercado reservas adicionais, se necessário, e agradeceu ao Japão pelo apoio à decisão de libertar centenas de milhões de barris das reservas estratégicas dos seus países membros para compensar as perdas de abastecimento.

Lusa

Trump afirma que liderança em Teerão nega negociações por medo

O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a liderança do Irão está a negociar um acordo de cessar-fogo, mas que o nega publicamente por receio de "ser assassinada pelos seus". 

"Eles (líderes iranianos) estão a negociar, querem mesmo chegar a um acordo. Mas têm medo de o dizer, porque acham que, caso contrário, serão mortos pelos seus”, declarou Donald Trump na quarta-feira perante deputados republicanos do Congresso durante o jantar anual do Comité Nacional Republicano, em Washington. 

Desde início dos ataques israelo-norte-americanos contra o Irão, a 28 de fevereiro, foram eliminados alguns dos principais dirigentes da República Islâmica, incluindo o Líder Supremo ‘Ayatollah’ Ali Khamenei, sendo declarado como sucessor deste o filho Mojtaba Khamenei, que não é visto em público há várias semanas, alimentando rumores sobre o seu estado de saúde.

Lusa

Acompanhe aqui os desenvolvimentos sobre a guerra no Médio Oriente

Bom dia,

Siga aqui os principais desenvolvimentos sobre a guerra contra o Irão, desencadeada a 28 de fevereiro por uma operação conjunta dos Estados Unidos e Israel.

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EUA “desencadearão o inferno” se Irão cometer “um erro de cálculo”. Teerão diz que vai "continuar a resistir"
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