Irão terá suspendido negociações com os EUA devido aos ataques contra o Líbano
Os ataques de Israel contra o Líbano terão levado o Irão a decidir-se pela suspensão das negociações com os EUA. A informação está a ser avançada esta segunda-feira, 1 de junho, pela agência de notícias iraniana Tasnim, associada à Guarda Revolucionária do Irão.
A equipa de negociação do Irão terá decidido suspender "as conversações e a troca de mensagens, através de intermediários", com a delegação norte-americana, informou a agência de notícias iraniana, citada pela Sky News. As autoridades iranianas exigem o fim da ofensiva israelita contra o Líbano e a retirada total das zonas ocupadas.
É ainda reforçado que "não haverá diálogo" até que as reivindicações do Irão sejam atendidas, acrescenta a Tasnim.
É noticiado que, "tendo em conta os crimes contínuos do regime sionista (Israel) no Líbano, e considerando que a situação no Líbano era uma das condições prévias para o cessar-fogo e que este cessar-fogo foi agora violado em todas as frentes, a equipa de negociação iraniana está a suspender os diálogos e a troca de textos através de mediadores".
Segundo a agência de notícias, o Irão quer bloquear completamente o estreito de Ormuz e avança que o estreito de Bab el-Mandeb será uma "frente de resistência", referindo-se à rota marítima que liga o Mar Vermelho ao oceano Índico.
Anteriormente, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Teerão já tinha alertado que o fim das hostilidades contra o Irão era um dos pontos cruciais para que fosse possível alcançar um acordo para acabar com o conflito, em curso há mais de três meses.
“Insistimos que um cessar-fogo no Líbano é uma condição essencial para qualquer acordo que vise pôr fim à guerra”, sublinhou Esmaeil Baqaei, em conferência de imprensa, numa altura em que Israel intensifica os ataques contra o território libanês.
Esta segunda-feira, o primeiro‑ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ordenou às forças armadas que atacassem alvos nos subúrbios sul de Beirute Líbano, conhecidos como Dahiyeh, considerado um reduto do grupo xiita libanês Hezbollah.
A decisão surge depois de "repetidas violações do cessar‑fogo no Líbano pelo grupo terrorista Hezbollah e os ataques contra as nossas cidades e cidadãos", refere o gabinete de Netanyahu em comunicado, adiantando que o primeiro‑ministro e o ministro da Defesa, Israel Katz, instruíram as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) a atacar "alvos terroristas" nesse distrito.

