Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Conselho de Segurança das Nações Unidas.EPA/EDUARDO MUNOZ

Conselho de Segurança da ONU reúne-se de emergência devido à ofensiva israelita no Líbano

A captura da fortaleza de Beaufort representa a incursão israelita mais profunda em território libanês em mais de duas décadas.
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O Conselho de Segurança das Nações Unidas reúne-se de emergência esta segunda-feira (1 de junho), a pedido da França, para analisar o agravamento da situação no Líbano, após as forças israelitas terem assumido o controlo da fortaleza medieval de Beaufort, no sul do país.

A reunião surge numa altura em que Israel intensifica a sua ofensiva terrestre e aérea contra o Hezbollah, apesar do cessar-fogo em vigor desde 17 de abril. Segundo fontes diplomáticas citadas pela AFP, o encontro decorrerá após outra sessão de emergência dedicada ao impacto de um drone russo num edifício residencial na Roménia.

O ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Jean-Noël Barrot, criticou o avanço israelita, considerando que “nada justifica o prolongamento das operações militares” nem uma ocupação cada vez mais profunda do território libanês. Paris defende que a ofensiva viola os compromissos assumidos no acordo de cessar-fogo e aumenta o risco de instabilidade regional.

Israel confirmou ter atravessado o rio Litani, cerca de 30 quilómetros a norte da fronteira, e anunciou o alargamento das operações militares contra posições do Hezbollah. O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, afirmou que o objetivo é destruir a capacidade militar do movimento xiita e garantir a segurança das comunidades do norte de Israel.

A captura da fortaleza de Beaufort representa a incursão israelita mais profunda em território libanês em mais de duas décadas. O conflito, intensificado desde março num contexto de crescentes tensões entre Israel, os Estados Unidos e o Irão, já provocou milhares de mortos e mais de um milhão de deslocados, segundo as autoridades libanesas.

* com agências

Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Beaufort, o castelo dos Cruzados que Israel ocupou para ter controlo sobre sul do Líbano
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