Interpol detém 5800 pessoas e apreende 300 milhões de dólares em operação mundial contra fraude
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Interpol detém 5800 pessoas e apreende 300 milhões de dólares em operação mundial contra fraude

Operação envolveu forças policiais de 97 países e visou esquemas fraudulentos como o desvio de e-mails profissionais, a 'sextorsão', a usurpação de identidade ou fraudes relacionadas com investimentos
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Cerca de 5800 pessoas foram detidas e cerca de 300 milhões de dólares (262,45 milhões de euros) apreendidos no âmbito de uma operação mundial de combate à fraude com manipulação psicológica, anunciou esta quinta-feira, 9 de julho, a Interpol.

A operação, realizada entre janeiro e abril, que envolveu forças policiais de 97 países, visou especialmente os esquemas fraudulentos que se aproveitam da confiança das pessoas para obter dinheiro ou informações confidenciais.

Trata-se, por exemplo, do desvio de e-mails profissionais, da 'sextorsão', de fraudes sentimentais online, da usurpação de identidade ou de fraudes relacionadas com investimentos, detalhou num comunicado a Interpol, que coordenou esta ação denominada "First Light 2026".

O número muito elevado de vítimas identificadas (142.000) "salienta até que ponto" este tipo de fraude "se tornou uma ameaça transnacional de grande dimensão, afetando indivíduos, empresas e governos", assinala a Interpol.

Apreensão de "réplica realista de uma esquadra de polícia brasileira, com uniformes falsos"

A organização internacional de polícia criminal sediada em Lyon relata, por exemplo, ter detido 82 pessoas em Eswatini (antiga Suazilândia) e "desmantelado uma rede criminosa que geria jogos de azar online ilegais e lavava dinheiro" proveniente de fraudes "sofisticadas por usurpação de identidade".

A operação levou ainda à apreensão de "uma réplica realista de uma esquadra de polícia brasileira, com uniformes falsos": "fazendo-se passar pela Polícia Federal do Brasil através de videochamadas, os burlões convenciam as vítimas de que estas eram alvo de um crime, levando-as a transferir fundos para os colocar 'em segurança', fundos esses que eram posteriormente desviados".

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Outro caso citado: uma empresa de comercialização de matérias-primas sediada em Singapura, alvo de criminosos que se faziam passar por um fornecedor; ou também, em Macau, falsos funcionários públicos que convenceram uma vítima a transferir dinheiro sob o pretexto de uma investigação por fraude, tendo sido detidos pouco antes de esta lhes transferir cerca de 372.000 dólares norte-americanos (325.440 euros).

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