Há pelo menos 1372 mortos nas inundações no Nepal e na China, segundo autoridades
Pelo menos 1.372 morreram no Nepal e na região do Tibete após as cheias devastadoras que atingiram os Himalaias, declararam hoje as autoridades nepalesas e chinesas. Operações de busca e salvamento em grande escala continuam este domingo, 6 de setembro, a procurar mais de 5.500 pessoas desaparecidas em ambos os lados da fronteira.
No Nepal, a Autoridade Nacional de Redução e Gestão de Riscos de Desastres (NDRRMA) atualizou o seu número oficial de mortos para 1.341. Este número representa uma ligeira descida em relação aos 1.344 reportados no dia anterior, uma flutuação que as autoridades atribuem à complexidade logística dos trabalhos forenses e à contagem em curso dos restos mortais recuperados dos escombros.
O número de pessoas desaparecidas no Nepal subiu para 4.996. Entre os desaparecidos, estão pelo menos 589 estrangeiros.
A identificação continua a ser o maior desafio. Até ao momento, o governo nepalês conseguiu devolver apenas 98 corpos às suas famílias.
Entretanto, na região chinesa do Tibete, também severamente afetada pelo deslizamento de terras e rochas em 26 de agosto, as autoridades mantêm inalterado o balanço mais recente, com 31 mortos e 531 pessoas ainda desaparecidas.
Apesar do tempo decorrido desde o desastre, as esperanças na zona mais afetada foram reacendidas nos últimos dias após a descoberta de quatro pessoas com vida.
O ministro da Energia do Nepal reiterou hoje que os esforços de resgate continuam incansavelmente para encontrar mais sobreviventes, 11 dias após a inundação que devastou o norte do país.
No sábado, as equipas resgataram Chandrika Shrestha, uma mulher de 64 anos que sobreviveu 11 dias soterrada sob uma espessa camada de lama na sua casa, no mercado de Betrawat(Nuwakot).
Horas antes, um cidadão chinês foi resgatado com vida depois de ter passado onze dias preso num túnel da central hidroelétrica de Upper Trishuli-1 (Rasuwa).
Estas duas operações bem-sucedidas seguem-se o resgate, na sexta-feira, de outros dois trabalhadores que passaram dez dias soterrados num túnel da central 3A de Trishuli, nas proximidades.
O Governo nepalês mantém um destacamento sem precedentes, com 21.465 militares de diversas forças de segurança (Exército, Polícia e Forças Armadas) a atuar no terreno. Estes esforços permitiram-lhes auxiliar e resgatar 13.104 pessoas até à data.
De acordo com o último relatório oficial, 6.075 feridos receberam cuidados médicos, enquanto 3.652 deslocados permanecem alojados em 39 centros de acolhimento temporário distribuídos por distritos duramente atingidos, como Rasuwa, Nuwakot e Dhading.

