Mau tempo e risco de novas inundações. Equipas de resgate enfrentam condições complexas
NARENDRA SHRESTHA/EPA

Mau tempo e risco de novas inundações. Equipas de resgate enfrentam condições complexas

O balanço mais recente da enxurrada no Nepal e Tibete eleva para 800 o número total de vítimas mortais. Há mais de 3000 desparecidos.
Publicado a
Atualizado a

O balanço provisório da enxurrada ocorrida na quarta-feira no Nepal, na fronteira com a China, subiu este domingo, 30 de agosto, para 797 mortos e 3.048 desaparecidos nos dois territórios.

No Nepal, o número de mortos aumentou para 781 e o de desaparecidos para 2.502, anunciou a autoridade nacional responsável pela gestão de emergências. Já a imprensa estatal chinesa relatou o registo de 16 mortos e 546 desaparecidos na região autónoma do Tibete.

O balanço das autoridades nepalesas e chinesas dá conta de mais de três mil pessoas desaparecidas, entre elas três portugueses.

As equipas de resgate correm contra o tempo, em operações de resgate muito complexas, enfrentando condições meteorológicas adversas e a subida do nível de água do rio Trishuli, aumentando os receios de novas inundações.

Nós últimos dias, as operações de resgate foram suspensas várias vezes também devido à preocupação de que um lago formado na fronteira entre o Nepal e a China pelo desastre possa provocar novas inundações, depois de ter começado a transbordar para os rios Lhende Khola e Trishuli, no Nepal.

O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, disse ao seu homólogo nepalês durante um telefonema no sábado que o deslizamento de lama foi o "desastre transfronteiriço mais grave" dos últimos anos e que as operações de resgate atingiram um nível de dificuldade e complexidade sem precedentes.

Segundo as autoridades nepalesas, há pelo menos 239 feridos, tendo as equipas de socorro conseguido resgatar 8.730 pessoas, numa altura em que, ao quinto dia das operações, estão envolvidos mais de 19.800 operacionais do exército e forças policiais.

Nas centrais hidroelétricas, em concreto, crê-se que estejam presos perto de mil trabalhadores.

A saturação das morgues e a rápida deterioração dos cadáveres recuperados nos rios obrigaram as autoridades locais a iniciar a recolha de amostras de ADN antes de enterrar corpos não identificados ou irreconhecíveis em zonas florestais comunitárias.

O Governo solicitou assistência internacional em matéria forense e de conservação de cadáveres, bem como o envio de equipas técnicas para tentar resgatar os trabalhadores que se teme estarem presos em túneis inundados das centrais hidroelétricas.

Mau tempo e risco de novas inundações. Equipas de resgate enfrentam condições complexas
Ajuda técnica, meios médico-legais e milhares de milhões de dólares. Nepal apela ao apoio da comunidade internacional
Diário de Notícias
www.dn.pt