Restaurante Balzi Rossi foi o palco do atentado em Moscovo
Restaurante Balzi Rossi foi o palco do atentado em MoscovoSERGEI ILNITSKY/EPA

General russo ligado à matança de Bucha seria o alvo de atentado em Moscovo. Número de mortos sobe para cinco

Engenho explosivo detonou quando uma mulher tentou entregar uma caixa, alegadamente um presente, à entrada de um restaurante na capital russa.
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Subiu para cinco o número de mortos provocados pela explosão de uma bomba artesanal, na noite de sábado, num restaurante no centro de Moscovo. As autoridades russas ainda não identificaram oficialmente o alvo do ataque, mas vários meios de comunicação russos e canais na aplicação Telegram indicam que o atentado teria como objetivo uma festa privada de aniversário de um general da Força Aeroespacial Russa.

Segundo essas informações, o evento assinalava o 55.º aniversário de Alexander Chayko, uma hipótese reforçada pela inscrição "Alexander 55", visível no palco do restaurante. O general foi alvo de sanções da União Europeia devido ao seu papel na guerra na Ucrânia e é apontado por investigações internacionais como um dos líderes na cadeia de comando das unidades envolvidas no massacre de Bucha, em 2022.

De acordo com as autoridades de saúde russas, duas das vítimas morreram este domingo (2 de agosto) no hospital, elevando para cinco o número de mortos. Há ainda mais de duas dezenas de feridos, vários dos quais em estado grave.

O presidente da Câmara de Moscovo, Serguei Sobianin, classificou a explosão como um "brutal ato terrorista". "Os responsáveis serão, sem dúvida, identificados e receberão o castigo que merecem", escreveu nas redes sociais, acrescentando que a investigação está em curso.

De acordo com relatos divulgados pela imprensa russa e citados pelo jornal El Mundo, o engenho explosivo detonou quando uma mulher tentou entregar uma caixa, alegadamente um presente, à entrada do restaurante. Um agente de segurança intercetou-a para inspeção e a explosão ocorreu nesse momento. As informações preliminares apontam para a possibilidade de o explosivo ter sido acionado à distância e indicam que a mulher poderá não ter conhecimento do conteúdo da encomenda.

A Ucrânia não reivindicou o ataque. O caso está a ser investigado pelas autoridades russas como um ato de terrorismo.

Este é o mais recente de uma série de atentados contra figuras ligadas ao aparelho político e militar russo desde o início da invasão da Ucrânia. Em agosto de 2022, a comentadora e propagandista Daria Dugina morreu na explosão de uma bomba colocada no automóvel em que seguia. Em abril de 2023, o blogger militar Vladlen Tatarsky foi morto em São Petersburgo por um engenho explosivo escondido numa estatueta entregue durante um evento público.

No mesmo ano, o escritor nacionalista Zakhar Prilepin ficou gravemente ferido e o seu motorista morreu na sequência da explosão de um engenho colocado sob o veículo em que viajavam. Já em dezembro de 2024, o tenente-general Igor Kirillov, então comandante das tropas russas de defesa radiológica, química e biológica, morreu em Moscovo na explosão de um engenho escondido numa trotineta elétrica.

A Rússia tem atribuído estes ataques aos serviços secretos ucranianos, ao passo que Kiev raramente reivindica oficialmente este tipo de operações.

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