EUA oferecem recompensa de 10 milhões de dólares por Mojtaba Khamenei e outros líderes iranianos
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EUA oferecem recompensa de 10 milhões de dólares por Mojtaba Khamenei e outros líderes iranianos

Leia aqui as principais notícias desta sexta-feira sobre a guerra no Médio Oriente.
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Os Estados Unidos (EUA) estão a oferecer uma recompensa de 10 milhões de dólares (8,7 milhões de euros) por informações sobre a localização de altos dirigentes iranianos, incluindo o líder supremo, Mojtaba Khamenei, anunciou hoje o Departamento de Estado.

Em comunicado, a diplomacia de Washington especificou que a recompensa visa em particular a cúpula da Guarda Revolucionária Islâmica, o exército ideológico do Irão, mas também Mojtaba Khamenei e o chefe do Conselho de Segurança Nacional, Ali Larijani.

O ministro do Interior iraniano, Eskandar Momeni, e o ministro das Informações e Segurança, Esmail Khatib, também estão entre as dez pessoas da lista do Departamento de Estado.

"Estes indivíduos comandam e dirigem vários elementos da Guarda Revolucionária Islâmica do Irão, que planeia, organiza e realiza atos terroristas em todo o mundo", justificou a entidade norte-americana.

O Departamento de Estado incentiva os potenciais interessados a enviarem informações através do Signal, entre outros canais, referindo que podem vir a beneficiar de “uma reinstalação e uma recompensa".

A oferta surge ao fim de quase duas semanas desde o início da ofensiva aérea dos Estados Unidos e Israel contra o Irão, que matou, logo no primeiro dia dos bombardeamentos em Teerão, o líder supremo, Ali Khamenei.

Lusa

Israel diz ter matado membro do Hezbollah que lecionava na Universidade Libanesa em Beirute

As Forças Armadas israelitas anunciaram hoje ter morto na quinta-feira um membro de uma unidade aérea do Hezbollah, também professor na Universidade Libanesa de Beirute, "um perito na área da fabricação de armas" do movimento islamista libanês.

"Ontem (quinta-feira), a força aérea israelita (...) atacou e eliminou o terrorista Murtada Hussein Srour, membro da unidade aérea da organização terrorista Hezbollah, na área da Universidade Libanesa, em Beirute", escreveram as Forças Armadas de Israel num comunicado.

Este elemento do Hezbollah trabalhava, segundo o exército, "como professor de química na Universidade Libanesa de Beirute" e era "um perito na área da fabricação de armas" dentro daquele movimento apoiado pelo Irão.

Na quinta-feira, um ataque de drone israelita causou a morte de dois professores num campus da Universidade Pública Libanesa, na periferia dos subúrbios do sul de Beirute - um reduto do Hezbollah -, anunciou a Agência Nacional de Informação Libanesa.

Lusa

ONU apela à passagem segura de ajuda humanitária pelo estreito de Ormuz

O responsável humanitário da ONU, Tom Fletcher, instou hoje "todas as partes envolvidas no conflito" no Médio Oriente a permitirem a passagem segura dos navios de ajuda humanitária pelo estreito de Ormuz.

"As cadeias de abastecimento humanitário são frágeis. Quando as rotas se fecham e os custos disparam, a ajuda que podemos entregar diminui, e aqueles que mais precisam são os primeiros a ser privados dela", destacou Tom Fletcher, citado num comunicado.

O subsecretário-geral da organização para os Assuntos Humanitários e Coordenador da Ajuda de Emergência vincou que "milhões de pessoas estão em risco".

"As consequências da guerra no Médio Oriente não se limitam às linhas da frente. Para além do impacto nos civis, os efeitos alastrar-se-ão pelos mercados, rotas marítimas e aéreas e preços dos alimentos - em toda a região e em todo o mundo", frisou.

Tom Fletcher defendeu que o impacto nas populações já está a ocorrer: "Os preços dos combustíveis dispararam, elevando os custos globais de transporte marítimo. As interrupções nos voos e no transporte marítimo diminuíram a circulação de mercadorias e de pessoas, colocando os fornecimentos humanitários em risco de atrasos até seis meses. As cadeias de abastecimento globais estão sob pressão".

O responsável da ONU apontou que as consequências do fecho do estreito "propagam-se rapidamente" e "os alimentos, medicamentos, fertilizantes e outros fornecimentos tornam-se mais difíceis de transportar e mais caros de entregar".

"Estamos a fazer todo o possível para nos anteciparmos a estas interrupções. As equipas humanitárias preposicionaram stocks. Estão a ativar rotas de abastecimento alternativas e a trabalhar incansavelmente para garantir que a ajuda humanitária vital continua a fluir. Estou a falar diretamente com as principais partes envolvidas, fazendo pressão para que os mantimentos humanitários possam continuar a circular sem obstruções pelo Estreito", garantiu.

Fletcher lembrou que as "cadeias de abastecimento humanitário são frágeis" e que "quando as rotas se fecham e os custos aumentam, a ajuda (…) diminui e as pessoas que mais precisam dela são as primeiras a perdê-la".

Lusa

Brent disparou mais de 42% desde início do conflito

O preço do petróleo Brent, uma referência na Europa, disparou mais de 42% desde o início do conflito no Médio Oriente, atingindo hoje 103,14 dólares (cerca de 89,41 euros).

Em 27 de fevereiro, um dia antes do início do conflito, o preço do Brent estava em 72,48 dólares (quase 63 euros) e hoje atingiu os 103,14 dólares, um crescimento de mais de 42%.

Só na última semana, o preço do petróleo Brent aumentou 11%.

Já o valor do petróleo WTI (West Texas Intermediate), referência nos EUA, cresceu 47%, desde o início do conflito, para 98,71 dólares (85,57 euros).

Lusa

Trump espera revolta popular em Teerão mas não agora

O Presidente norte-americano, Donald Trump, espera uma revolta popular no Irão, mas "talvez não imediatamente", disse hoje numa entrevista à estação Fox News, na qual admitiu que a Rússia possa estar “a ajudar um pouco” a República Islâmica.

"Quando andam por aí com metralhadoras, a disparar sobre as pessoas e a dizer: 'Todos que estão a protestar, vamos apanhar-vos nas ruas', acho que isso é um grande obstáculo para quem não tem armas", considerou o líder norte-americano, que em janeiro prometeu aos manifestantes iranianos que a ajuda de Washington estava "a caminho".

Durante a entrevista, Donald Trump admitiu que o Presidente russo, Vladimir Putin, estivesse a "ajudar um pouco o Irão", que é um aliado próximo de Moscovo, mas sugeriu não ter objeções quanto a isso.

"Acho possível que ele os esteja a ajudar um pouco, sim, imagino", disse o Presidente norte-americano, antes de acrescentar: "E ele provavelmente pensa que estamos a ajudar a Ucrânia, certo? Eles pensam, e nós também”.

O dirigente republicano destacou ainda que os Estados Unidos não precisam da ajuda de ninguém para se defenderem dos drones iranianos, em alusão ao envio proposto pelo homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, de especialistas do seu país para o Médio Oriente.

"Não, não precisamos de ajuda com a defesa contra drones. Sabemos mais sobre drones do que qualquer outra pessoa. Na verdade, temos os melhores drones do mundo", comentou, quando questionado sobre a assistência ucraniana.

Nos últimos dias, Zelensky tem sublinhado repetidamente que Kiev recebeu pedidos de vários países do Golfo, além dos próprios Estados Unidos, para colaborar na defesa contra os drones iranianos, amplamente utilizados pelas forças russas durante os quatro anos de guerra na Ucrânia.

Nas mesmas declarações à Fox News, o líder da Casa Branca avisou que os Estados Unidos vão atacar o Irão "com muita força na próxima semana", no seguimento da ofensiva aérea conjunta com Israel, iniciada em 28 de fevereiro.

Na sua resposta, as forças iranianas têm lançado desde então bombardeamentos contra Israel e infraestruturas, sobretudo energéticas, e bases militares norte-americanas nos países vizinhos do Médio Oriente, além de terem colocado sob ameaça o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial.

O Presidente norte-americano afirmou que a Marinha norte-americana poderá escoltar os petroleiros ao longo do estreito , mas mais uma vez deu a entender que não será já.

"Faremos isso se fosse necessário. Mas, sabe, estamos a torcer para que tudo corra bem", acrescentou.

O chefe do Estado-Maior norte-americano, Dan Caine, descreveu hoje o Estreito de Ormuz como “um ambiente taticamente complexo”, reconhecendo implicitamente que não será possível impedir, a curto prazo, os ataques iranianos contra navios.

O bloqueio do Estreito de Ormuz fez disparar os preços do petróleo para valores acima dos 100 dólares por barril, o que não acontecia desde 2022, quando a Rússia invadiu a Ucrânia.

Os Estados Unidos têm sido erráticos em relação aos objetivos e duração do conflito desencadeado contra o Irão, mas, tal como Israel, têm indicado nos últimos dias que procuram deter o programa nuclear iraniano.

Ao mesmo tempo os dois países convidam a população iraniana a levantar-se e derrubar o regime teocrático, cujo líder supremo, Ali Khamenei, foi morto no primeiro dia de bombardeamentos em Teerão, ferindo também o seu filho e sucessor, Mojtaba Khamenei, que não é visto em público desde que foi eleito há quase uma semana.

Manifestações antigovernamentais em todo o país durante o mês de janeiro foram brutamente reprimidas, tendo resultado em dezenas de milhares de mortos e detidos.

Já numa mensagem publicada na sua rede social, Truth Social, o líder norte-americano sugeriu que o conflito não terminará num futuro próximo.

"Temos um poder de fogo incomparável, munições ilimitadas e todo o tempo do mundo", escreveu Donald Trump, depois de ter indicado repetidamente nos últimos dias que a ofensiva militar terminaria "em breve".

O líder da Casa Branca também afastou, para já, o envio de tropas para território iraniano para atingir dois objetivos que considera secundários: a captura de urânio enriquecido iraniano e da ilha estratégica de Jark, um dos centros da indústria petrolífera do país.

"Neste momento não estamos focados nisso, mas talvez em algum momento estejamos", afirmou de modo evasivo sobre o urânio durante a entrevista à Fox News, em que passou grande parte a defender a sua estratégia no Irão, ao insistir que os Estados Unidos estão a exercer um esforço de contenção porque podem destruir todo o país.

"A verdade é que acho que estou a fazer um bom trabalho. Podia ter destruído as instalações nucleares deles. Podia ter destruído o país inteiro. Por enquanto, decidimos não o fazer", declarou.

A ilha de Jark, no sudoeste do Irão, também não é um alvo prioritário.

"Não está no topo da minha lista de prioridades", explicou à Fox News, antes de criticar este tipo de questões por afetar as suas decisões estratégicas.

Lusa

77 navios atravessaram o Estreito de Ormuz desde o início da guerra

Cerca de 77 navios atravessaram o estreito de Ormuz desde o início da guerra no Médio Oriente, na sua maioria embarcações pertencentes à 'frota fantasma', disse hoje a empresa de dados marítimos Lloyd's List Intelligence.

A expressão 'frota fantasma' designa o conjunto de navios que operam fora dos circuitos tradicionais de seguros e monitorização marítima, nomeadamente para transportar petróleo sujeito a sanções ou contornar certas regulamentações.

O Irão e a Rússia recorrem, em particular, a este tipo de frota. Esta inclui também navios operados por armadores oportunistas sem afiliação política clara.

“Registámos 77 travessias” desde o início do mês através do estreito, que os Guardas da Revolução iranianos pretendem manter fechado, afirmou Bridget Diakun, analista da Lloyd's List Intelligence, citada pela agência AFP.

Entre 01 e 11 de março de 2025, foram registadas 1.229 passagens pelo estreito, salienta, a título de comparação, esta empresa de dados ligada à revista marítima especializada Lloyd's List.

“Sem surpresa, as pessoas tentam sair do Golfo, mas mesmo assim acompanhámos 22 navios a dirigirem-se” para o interior da região, precisou Diakun.

Situado entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, este braço de mar é particularmente estratégico para a exportação de hidrocarbonetos dos países do Golfo: um quinto da produção mundial de petróleo e um quinto do gás natural liquefeito transitam por lá.

Teerão tem como alvo o estreito de Ormuz em retaliação aos ataques de Israel e dos EUA, com o objetivo de o tornar intransitável, uma estratégia que visa prejudicar a economia mundial para pressionar Washington.

Desde 01 de março, 20 navios comerciais, incluindo nove petroleiros, foram atacados ou relataram incidentes na região, de acordo com a agência britânica de segurança marítima UKMTO.

A Organização Marítima Internacional (OMI) confirma, por seu lado, 16 incidentes, dos quais oito envolvendo petroleiros.

Segundo Diakun, “mais de metade dos petroleiros e metaneiros que transitam por Ormuz fazem parte da frota fantasma”.

Estes “navios estão realmente habituados às perturbações”, pelo que são mais suscetíveis de tentar a passagem, sublinha a analista, para quem o Irão, que possui uma importante 'frota fantasma', “continua a exportar”.

A empresa de dados marítimos especifica que as passagens pelo Estreito de Ormuz foram, até agora, realizadas essencialmente por navios afiliados ao Irão (26%), à Grécia (13%) e à China (12%).

Por seu lado, a AFP contabilizou cerca de quarenta embarcações que atravessaram o estreito de Ormuz desde o início do conflito, tendo em conta apenas aquelas que mantiveram ativado o seu 'transponder' AIS, o sistema de identificação automática.

Lusa

Trump admite que Putin "pode estar a ajudar" o Irão

Donald Trump admite que Vladimir Putin "pode ​​estar a ajudar um pouco" o Irão na guerra com os EUA e Israel.

Numa entrevista à Fox News, o presidente dos EUA acrescentou que o líder russo "pensará provavelmente" que os norte-americanos estão também a ajudar a Ucrânia.

Esta declaração de Trump surge depois de o secretário de Defesa do Reino Unido, John Healey, ter dito que a "mão invisível" de Putin poder estar a dar uma ajuda aos iranianos.

Brasil, Colômbia e México pedem “cessar-fogo imediato”

Os governos do Brasil, Colômbia e México apelaram hoje a um “cessar-fogo imediato” no Médio Oriente para que seja possível a abertura de negociações entre as partes envolvidas no conflito.

Numa declaração conjunta, os três países com maior população na América Latina “reiteram a necessidade de que as divergências entre Estados sejam resolvidas por meio da diplomacia internacional, em consonância com os princípios da solução pacífica das controvérsias”.

Dessa forma, consideraram “indispensável que, no atual conflito no Médio Oriente, seja declarado um cessar-fogo imediato, a fim de abrir espaços efetivos para o diálogo e a negociação”.

A guerra no Irão começou a 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel iniciaram bombardeamentos contra instalações militares e complexos governamentais em Teerão e noutras cidades. O Irão respondeu com ataques com mísseis e drones contra Israel e vários países árabes vizinhos, o que ampliou o alcance do conflito.

Segundo números preliminares, os ataques já provocaram mais de 1.300 mortos no Irão, pelo menos dez em Israel e 14 militares norte-americanos mortos em diferentes países devido aos ataques iranianos.

Lusa

Cancelados os Grandes Prémios de Fórmula 1 no Bahrein e na Arábia Saudita

Os Grandes Prémios de Fórmula 1 no Bahrein e na Arábia Saudita não vão realizar-se, de acordo com uma informação da estação de televisão britânica Sky Sports News.

A corrida no Bahrein estava prevista para 12 de abril, sendo que no fim de semana seguinte (19 de abril) seria na Arábia Saudita.

Ainda de acordo com aquela estação de televisão, o anúncio oficial da decisão deverá acontecer nas próximas 48 horas. Para já, a Fórmula 1 e a Federação Internacional de Automobilismo não fizeram qualquer comentário sobre o assunto.

Refira-se que o Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão, é uma forte alternativa para receber um GP de Fórmula 1 em 2026 no caso de as provas no Médio Oriente não se poderem realizar devido à guerra.

Paulo Rangel diz que a utilização da base das Lajes pelos EUA não está na ordem do dia

O ministro dos Negócios Estrangeiros português considerou hoje que a utilização da base militar das Lajes por parte da Força Aérea dos Estados Unidos no ataque ao Irão “não está na ordem do dia”.

Em declarações aos jornalistas, à margem da apresentação pública de um selo evocativo dos 40 anos da entrada de Portugal na então Comunidade Económica Europeia (CEE, atual UE), que decorreu no Palácio das Necessidades, em Lisboa, Paulo Rangel respondia à questão de se saber se o acordo existente com os Estados Unidos em relação à base militar nos Açores ainda é válido.

A ONU afirmou já que o ataque norte-americano ao Irão viola o direito internacional. Por outro lado, vários analistas consideraram que um dos pressupostos da utilização da Base das Lajes é a de ser usada apenas em caso de defesa, pelo que podia haver uma reavaliação da posição do Governo português, mas Rangel desdramatizou.

“Sinceramente, nem sei a que propósito é que se põe essa questão, porque isso não é matéria que esteja na ordem do dia”, afirmou.

“A sua pergunta parte de pressupostos errados, lamento dizer-lhe, mas parte porque, de facto, o enquadramento do acordo prevê justamente este tipo de situação, no número 4 do artigo 1.º do acordo técnico que está lá previsto”, respondeu a uma jornalista.

“Nós fomos, aliás, patrocinadores da resolução 2817 do Conselho de Segurança, que foi aprovada na quarta-feira, que condena o Irão pelos ataques a Estados Terceiros. Foi adiantada pelo Bahrein e teve o patrocínio de Portugal. Aliás, teve mais de 126 patrocinadores, uma coisa que julgo que até nem tinha nenhum histórico igual, ou muito dificilmente haverá precedentes iguais, no âmbito das Nações Unidas. Toda a matéria relativa a este conflito já foi devidamente explicada, está claríssima do meu ponto de vista. Depois, claro, que há pessoas que concordam, pessoas que discordam. Agora, os fundamentos jurídicos são à prova de bala”, acrescentou.

Questionado pelos jornalistas sobre o novo Presidente português, António José Seguro, ter afirmado ser eventualmente favorável a uma revisão do acordo, o chefe da diplomacia portuguesa disse nunca ter ouvido nada nesse sentido.

“Nunca ouvi essa declaração. […] Fui professor de Direito Constitucional há muitos anos e, portanto, conheço muito bem e sou um grande defensor […] da coabitação. Acho que ela tem sido positiva para Portugal e tenho a certeza que esta também vai ser”, concluiu Rangel, escusando-se a prestar mais declarações.

Lusa

Trump avisa que EUA vão intensificar ofensiva contra o Irão na próxima semana

O presidente dos EUA afirmou que as forças norte-americanas vão intensificar os ataques contra o Irão na próxima semana, noticia a Reuters.

Em entrevista a um programa da Fox News Radio, o "The Brian Kilmeade Show", emitida esta sexta-feira, Donald Trump afirmou: "Vamos atacá-los com muita força na próxima semana".

Trump voltou a admitir a possibilidade de os EUA ajudarem os petroleiros a atravessar o estreito de Ormuz, "se necessário". "Vamos ver o que acontece", afirmou.

Morreram os seis militares que seguiam a bordo do avião dos EUA que se despenhou no Iraque

O Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos acabou de confirmar que morreram todos os seis tripulantes que seguiam a bordo do avião de reabastecimento que se despenhou no Iraque.

Antes, os EUA tinham confirmado a morte de quatro dos seis militares que estavam a bordo do avião.

"Está agora confirmada a morte dos seis tripulantes a bordo do avião de reabastecimento KC-135 norte-americano que se despenhou no oeste do Iraque. A aeronave despenhou-se enquanto sobrevoava espaço aéreo amigo", na quinta-feira, durante a operação Fúria Épica, informou o Comando Central.

Os EUA reiteraram que as "circunstâncias do incidente estão a ser investigadas", mas que "a perda da aeronave não se deveu a fogo inimigo nem a fogo amigo".

Sobe, assim, para 13 o número de militares norte-americanos mortos desde que este conflito do Médio Oriente começou, a 28 de fevereiro, numa operação conjunta dos EUA e de Israel contra o Irão.

EUA reconhecem dificuldades em garantir segurança no estreito de Ormuz. "É um ambiente taticamente complexo"

O chefe do Estado-Maior norte-americano, Dan Caine, descreveu hoje o estreito de Ormuz como “um ambiente taticamente complexo”, reconhecendo implicitamente que não será possível impedir, a curto prazo, os ataques iranianos contra navios.

“É um ambiente taticamente complexo”, respondeu o general Caine a uma questão sobre a proteção dos navios no estreito de Ormuz durante uma conferência de imprensa com o secretário da Defesa, Pete Hegseth, em Washington.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu a possibilidade de escoltas a navios no estreito, mas o secretário da Energia, Chris Wright, disse na quinta-feira que as forças norte-americanas ainda não tinham condições para o fazer.

Wright admitiu que tal pudesse acontecer até ao final de março.

O bloqueio do estreito de Ormuz obriga os países do Golfo Pérsico a reduzir drasticamente a produção, diminuindo a oferta mundial em petróleo em 7,5%, de acordo com a Agência Internacional de Energia (IEA).

Lusa

Caças britânicos patrulham céus sobre o Bahrein à procura de drones iranianos

Caças britânicos realizaram missões de patrulhamento nos céus sobre o Bahrein à procura de drones iranianos, noticiou esta sexta-feira a Sky News, que cita Downing Street.

Um porta-voz do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que, "durante a noite, os caças britânicos realizaram missões de defesa aérea especificamente em defesa do Bahrein pela primeira vez".

As missões da Força Aérea britânica incluíram caças "Typhoon", que patrulharam "os céus à procura de drones iranianos que se dirigiam para o Bahrein".

Guterres apela ao Hezbollah e a Israel para pararem a guerra

O secretário-geral da ONU, António Guterres, exortou hoje Israel e o movimento pró-iraniano Hezbollah a “pararem a guerra” no Líbano, onde o exército israelita está a intensificar os ataques.

“Apelo veementemente a ambas as partes, Hezbollah e Israel, a [concluírem] um cessar-fogo para pararem a guerra”, declarou Guterres durante uma visita a Beirute.

“Não é o momento para grupos armados, é o momento para Estados fortes”, afirmou Guterres, citado pela agência de notícias AFP.

O Líbano é um dos países mais afetados pela guerra em curso no Médio Oriente, para a qual foi arrastado pelo movimento xiita libanês Hezbollah quando lançou mísseis contra Israel em 2 de março.

O grupo apoiado pelo Irão justificou o ataque com o objetivo de vingar o ex-guia supremo iraniano Ali Khamenei, morto no primeiro ataque de Israel e dos Estados Unidos contra Teerão, em 28 de fevereiro.

A intervenção do Hezbollah desencadeou represálias israelitas, com bombardeamentos contra Beirute e o sul do Líbano que causaram 687 mortos e mais de 800 mil deslocados desde 02 de março, de acordo com o Ministério da Saúde libanês.

“Espero sinceramente que, na minha próxima visita (...), possa ver um Líbano em paz”, disse Guterres, antes de um encontro com o presidente libanês, Joseph Aoun.

“Que possa visitar um Líbano onde o Estado detenha o monopólio da força e onde a integridade territorial esteja plenamente restabelecida e seja respeitada”, acrescentou.

Pouco depois de ter aterrado em Beirute, Guterres assinalara que os libaneses estavam “a sofrer enormemente” por o Líbano ter sido “arrastado para uma guerra que o povo nunca quis”.

Enquanto Guterres fazia o apelo à cessação das hostilidades, o ministro da Defesa israelita, Israel Katz, ameaçava fazer o Líbano pagar um preço elevado em infraestruturas devido aos ataques do Hezbollah.

Katz disse, numa mensagem de vídeo, que as forças israelitas destruíram durante a noite “uma ponte (...) sobre o rio Litani, que servia de passagem para os terroristas do Hezbollah e para a transferência de armas” para o sul do Líbano.

“O Governo e o Estado libanês pagarão um preço crescente em danos causados às infraestruturas nacionais libanesas utilizadas pelos terroristas do Hezbollah”, afirmou Katz, referindo que o ataque de contra a ponte era “apenas o início”.

Lusa

Costa diz que "é muito preocupante" a suspensão de sanções dos EUA a petróleo russo. "Tem impacto na segurança europeia"

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, admitiu esta sexta-feira que "a decisão unilateral dos EUA de levantar as sanções às exportações de petróleo russo é muito preocupante". "Tem impacto na segurança europeia", indicou numa mensagem divulgada nas redes sociais.

Costa considerou que "o aumento da pressão económica sobre a Rússia é decisivo para que esta aceite uma negociação séria com vista a uma paz justa e duradoura".

“Enfraquecer as sanções aumenta os recursos da Rússia para levar a cabo a guerra de agressão contra a Ucrânia”, afirmou o antigo primeiro-ministro português.

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Hungria pede à UE para suspender sanções ao petróleo russo como os EUA

Queda de avião dos EUA no Iraque tratada como "operação ativa de resgate e recuperação" 

Em conferência de imprensa, o chefe do Estado-Maior Conjunto, General Dan Caine, lamentou a morte de quatro tripulantes do avião de reabastecimento dos EUA que se despenhou no Iraque. Dois militares que seguiam a bordo estão desaparecidos, estando a decorrer operações de resgate.

"O incidente ocorreu sobre território amigo no oeste do Iraque, enquanto a tripulação estava em missão de combate e, mais uma vez, não foi o resultado de fogo hostil ou amigo. Ainda estamos a tratá-lo como uma operação ativa de resgate e recuperação", disse Caine, ao lado do secretário da Defesa dos EUA.

O responsável militar afirmou também que os Estados Unidos conseguiram tornar a marinha iraniana "ineficaz em combate" em menos de duas semanas de guerra, mas disse que o Irão mantém a "capacidade de prejudicar" e de causar danos a "forças amigas" e à "navegação comercial".

Secretário da Defesa dos EUA: Novo líder supremo do Irão "está ferido e provavelmente desfigurado"

O novo líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, "está ferido e provavelmente desfigurado", afirmou o secretário da Defesa norte-americano, Pete Hegseth.

"Ele divulgou uma declaração ontem - uma declaração fraca, na verdade -, mas não havia áudio nem vídeo. Era uma declaração escrita", referiu durante um ponto da situação da operação Fúria Épica.

"O pai dele está morto. Está assustado, ferido, em fuga e sem legitimidade. É uma confusão para eles”, reforçou.

Adiantou ainda que na operação conjunta dos Estados Unidos e de Israel "mais de 15.000 alvos inimigos foram atingidos".

Membros da liderança iraniana estão "desesperados e a esconderem-se" nos subterrâneos. "É o que fazem os ratos", diz Hegseth

Secretário da Defesa norte-americano, Pete Hegseth, afirmou esta sexta-feira que o Irão "não tem defesas aéreas, não tem Força Aérea" e "não tem Marinha", na sequência da ofensiva militar conjunta dos Estados Unidos e Israel.

No ponto da situação sobre a operação Fúria Épica, Hegseth disse que o volume de mísseis do Irão caiu 90%. "Os seus drones de ataque de sentido único diminuíram ontem 95% e, como o mundo está a ver, estão a agir com puro desespero no Estreito de Ormuz, algo com que estamos a lidar", afirmou Hegseth, referindo que Teerão não tem capacidade para construir armamento. "Em breve, as empresas de defesa do Irão vão ser destruídas", assegurou.

"Estamos a cumprir o plano de derrotar, destruir e incapacitar todas as suas capacidades militares significativas a um ritmo que o mundo nunca viu antes", sublinhou.

De acordo com Hegseth, os elementos da liderança iraniana estão "desesperados e a esconderem-se". "Foram para os subterrâneos, acobardando-se. É o que fazem os ratos", declarou.

Aumenta para 11 o número de soldados dos EUA mortos no conflito do Médio Oriente

Com a morte de quatro tripulantes na queda de um avião dos EUA no Iraque aumenta para 11 o número de soldados norte-americanos que perderam a vida desde que a guerra contra o Irão começou, a 28 de fevereiro.

Na quinta-feira, um avião de reabastecimento norte-americano KC-135 despenhou-se no oeste do Iraque. Quatro tripulantes morreram e dois continuam desaparecidos, estando a decorrer operações de resgate.

Anteriormente, o Comando Central das forças armadas dos Estados Unidos já tinham confirmado que sete soldados norte-americanos foram mortos no Kuwait e na Arábia Saudita.

Guterres está em Beirute em "solidariedade" com o povo do Líbano 

O secretário-geral da ONU acaba de revelar que chegou a Beirute para uma "visita de solidariedade" com o povo do Líbano.

Numa mensagem publicada nas redes sociais, António Guterres afirma que os libaneses "não escolheram esta guerra" e que "foram arrastados" para este conflito no Médio Oriente

"A ONU e eu não pouparemos esforços para alcançar o futuro pacífico que o Líbano e esta região tanto merecem", lê-se na nota partilhada na rede social X.

A visita de Guterres acontece numa altura em que o Líbano está a ser alvo de ataques levados a cabo pelas forças de Israel, que dizem querer atingir infraestruturas usadas pelo Hezbollah no país.

Turquia diz que defesas da NATO intercetaram novo míssil lançado pelo Irão

O Ministério da Defesa da Turquia revelou esta sexta-feira que as defesas da NATO intercetaram, no Mediterrâneo Oriental, um novo míssil lançado a partir do Irão contra território turco.

Este é já o terceiro míssil a ser intercetado pela defesa aérea da Aliança Atlântica no espaço aéreo turco desde que o conflito no Médio Oriente começou.

De acordo com a Reuters, a Turquia já pediu explicações a Teerão.

Comunicado do Ministério da Defesa da Turquia faz saber que “todas as medidas necessárias estão a ser tomadas de forma decisiva e sem hesitação contra qualquer ameaça” ao território e espaço aéreo turcos.

Morreram quatro dos seis tripulantes a bordo do avião dos EUA que se despenhou no Iraque

O Comando Central das Forças Armadas dos EUA confirmou esta sexta-feira a morte de quatro dos seis tripulantes que seguiam a bordo do avião de reabastecimento norte- americano que se despenhou no Iraque.

Na quinta-feira, "um avião de reabastecimento americano KC-135 despenhou-se no oeste do Iraque" e "quatro dos seis tripulantes a bordo foram confirmados como mortos, enquanto as operações de resgate prosseguem", informou o Comando Central, referindo-se às buscas pelos outros dois militares que estavam na aeronave.

É ainda referido que "as circunstâncias do incidente estão a ser investigadas", mas os EUA indicam que a "queda da aeronave não foi provocada por fogo inimigo ou amigo".

De referir, no entanto, que o Irão afirmou que o avião norte-americano foi "atingido por um míssil disparado por grupos de resistência no oeste do Iraque".

Israel pede a evacuação de alguns bairros em Teerão

O Exército israelita disse hoje que vai atacar a região de Teerão alertando para a evacuação de bairros no centro da capital iraniana nas próximas horas, incluindo um local perto de uma Universidade onde se realiza hoje uma manifestação.

O alerta foi publicado numa mensagem em persa nas redes sociais, acompanhada de mapas que destacam os alvos a vermelho.

Nesse sentido, o Exército israelita pediu a evacuação imediata de vários edifícios residenciais nos bairros de Villa e Moniriyeh, Teerão.

Uma das áreas visadas situa-se perto da Universidade de Teerão, onde se espera que milhares de pessoas participem na manifestação que assinala a última sexta-feira do Ramadão - o mês sagrado do Islão - em apoio do povo palestiniano.

Uma mensagem semelhante foi enviada aos residentes de uma zona industrial na cidade de Qazvin, a cerca de 120 quilómetros a noroeste de Teerão.

Antes do alerta de ataque várias explosões abalaram Teerão hoje de manhã, de acordo com jornalistas da Agência France Presse. 

Lusa

Teerão reivindicou ataques contra Israel e bases dos EUA no Bahrein

A Guarda Revolucionária do Irão reivindicou hoje uma nova vaga de ataques contra bases militares dos Estados Unidos e de Israel em território israelita e outros locais do Médio Oriente, comprometendo-se com a libertação de Jerusalém.

"A libertação de Jerusalém está próxima e a vitória está ao alcance dos oprimidos e dos que procuram a liberdade no mundo", afirmou a Guarda Revolucionária em comunicado, sublinhando que os últimos ataques coincidiram com o Dia Internacional de Jerusalém, celebrado hoje, a última sexta-feira do Ramadão.

A Guarda Revolucionária especificou que o ataque, utilizou mísseis de precisão e drones contra as cidades israelitas de Kiryat Shmona, Jedrela e Haifa, bem como contra uma base dos Estados Unidos no Bahrein.

Até ao momento, a ofensiva de Israel e dos Estados Unidos fez mais de 1200 mortos no Irão, de acordo com as autoridades de Teerão.

Entre os mortos estão o líder supremo iraniano, ayatollah Ali Khamenei, bem como vários ministros e oficiais de alta patente das Forças Armadas iranianas.

Lusa

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Combustíveis voltam a aumentar na próxima semana

Austrália ordenou que todos os funcionários não essenciais abandonem o Líbano. “Não esperem até que seja tarde demais"

O Governo de Austrália ordenou que todos os funcionários considerados “não essenciais” abandonem o Líbano "devido à deterioração da situação de segurança", noticia o The Guardian, que cita a ministra dos Negócios Estrangeiros australiana, Penny Wong.

É referido que um pequeno número de funcionários australianos irá permanecer no país para prestar assistência consular aos cidadãos australianos.

"Continuamos a aconselhar os australianos a não viajarem para o Líbano", lê-se na mensagem da ministra publicada esta sexta-feira nas redes sociais. "Não esperem até que seja tarde demais. Esta pode ser a última oportunidade durante um bom tempo", alertou Penny Wong.

Série de fortes explosões em Teerão após anúncio israelita de nova ofensiva

Uma série de fortes explosões abalou hoje Teerão, segundo jornalistas da agência noticiosa francesa AFP, após Israel anunciar nova onda de ataques, neste 14.º dia de ofensiva conjunta com os Estados Unidos contra a República Islâmica.

Os impactos e deflagrações, descritos como fora do normal, aconteceram pelas 10h00 horas locais (06h30 de Lisboa), e sentidos em localizações diferentes a quilómetros uma da outra, no norte e no centro da capital iraniana.

A AFP relatou pelo menos duas colunas de fumo no perímetro da cidade iraniana, sem identificar os alvos atingidos, uma vez que a chuva que se faz sentir dificulta a visibilidade.

As Forças da Defesa de Israel (IDF) anunciaram, já pelas 07h00 horas de Lisboa, ter lançado uma nova onda de ataques de larga escala contra Teerão, visando “as infraestruturas do regime terrorista iraniano", segundo comunicado militar.

Lusa

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Irão sacode pressão para os EUA em mensagem atribuída ao novo líder

Preço do petróleo Brent cai ligeiramente mas em torno dos 100 dólares por barril

O preço do petróleo Brent para entrega em maio, referência europeia, abriu hoje com uma ligeira queda de 0,33%, mantendo-se em torno dos 100 dólares por barril.

Às 07:00 de hoje (06:00 hora em Lisboa), o preço do petróleo Brent caiu para 100,13 dólares depois de o Departamento do Tesouro dos EUA ter anunciado que iria autorizar temporariamente os países a comprar petróleo russo em trânsito, a fim de conter a subida dos preços do petróleo bruto provocada pela guerra no Irão.

Entretanto, o crude West Texas Intermediate (WTI) também recuava 0,66% para 95,10 dólares, nas negociações pré-mercado antes da abertura oficial do mercado norte-americano.

Lusa

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Irão: APED pede ao Governo para que mexa na fiscalidade dos combustíveis

Duas pessoas mortas em ataque com drone em Omã

Duas pessoas morreram num ataque com um drone no norte de Omã, informou hoje a imprensa estatal, numa altura em que o Irão continuava os ataques de retaliação em países vizinhos.

"Dois drones caíram na província de Sohar. Um deles caiu na zona industrial de Al-Awahi, matando dois trabalhadores estrangeiros e ferindo vários outros. O segundo caiu numa zona aberta sem causar vítimas", informou a agência de notícias de Omã, citando uma fonte das forças de segurança.

Lusa

Soldado francês morto "durante um ataque" na região de Erbil, no Iraque

Um soldado francês morreu "durante um ataque" na região de Erbil, no Curdistão iraquiano, anunciou o presidente da França, Emmanuel Macron, marcando a primeira morte registada no exército francês durante a guerra do Médio Oriente.

"O suboficial Arnaud Frion, do 7º Batalhão de Caçadores Alpinos em Varces, morreu pela França durante um ataque na região de Erbil, no Iraque", escreveu Macron, na noite de quinta-feira, confirmando que vários soldados franceses ficaram feridos.

O conflito no Médio Oriente começou com ataques israelitas e norte-americanos contra o Irão a 28 de Fevereiro e desde então se alastrou a vários países da região.

Desde o início da guerra, sete soldados norte-americanos foram mortos no Kuwait e na Arábia Saudita, de acordo com o Comando Central das forças armadas dos Estados Unidos (EUA).

O ataque em Erbil teve como alvo as forças antiterroristas, disse o presidente francês.

No âmbito de uma coligação internacional de combate ao fundamentalismo islâmico, liderada por Washington, militares de diversos países, incluindo Itália e França, estão a treinar membros das forças de segurança curdas no Curdistão iraquiano.

"A guerra no Irão não justifica tais ataques", enfatizou Macron.

O grupo armado iraquiano Ashab al-Kahf anunciou hoje, na plataforma de mensagens Telegram, que estava a atacar os interesses franceses na região, após o envio do porta-aviões francês Charles de Gaulle para o Golfo.

"Após a chegada do porta-aviões francês à área de operações do Comando Central dos EUA e o seu envolvimento em operações, anunciamos que, a partir desta noite, todos os interesses franceses no Iraque e na região serão visados", declarou o grupo pró-Irão.

O Ashab al-Kahf instou as forças de segurança a manterem uma distância de, pelo menos, 500 metros de uma base em Kirkuk (norte do Iraque), onde alegou estarem destacados militares franceses.

No entanto, o grupo não reivindicou explicitamente a autoria do ataque.

Lusa

"Canalhas desvairados". Donald Trump volta a ameaçar Teerão

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, lançou uma nova ameaça ao Irão, escrevendo: “Observem o que vai acontecer a estes canalhas desvairados hoje”.

A Marinha do Irão acabou, a sua Força Aérea já não existe, mísseis, drones e tudo o resto estão a ser dizimados, e os seus líderes foram varridos da face da Terra”, acrescentou o líder norte-americano, na rede social que detém, a Truth Social.

“Há 47 anos que matam pessoas inocentes em todo o mundo, e agora eu, como 47.º presidente dos Estados Unidos da América, estou a matá-los”, escreveu Trump. “Que grande honra é fazê-lo!”, acrescentou.

A ameaça do líder dos EUA surgiu horas depois do Irão ter dito que um míssil disparado por grupos iraquianos pró-Teerão atingiu um avião de reabastecimento norte-americano que se despenhou no oeste do Iraque, com seis tripulantes a bordo.

Lusa

Moscovo diz que mercado de energia não pode "manter-se estável" sem petróleo russo

Um enviado do presidente da Rússia afirmou hoje que o mercado global de energia "não pode permanecer estável" sem petróleo russo, depois de Washington ter autorizado temporariamente a venda de petróleo russo armazenado em navios.

"Os Estados Unidos estão, na verdade, a reconhecer o óbvio: sem petróleo russo, o mercado global de energia não pode manter-se estável", escreveu Kirill Dmitriev, na plataforma de mensagens Telegram.

Os Estados Unidos autorizaram temporariamente a venda de petróleo russo armazenado em navios, devido à subida dos preços desde o início da guerra no Irão, anunciou na quinta-feira o Departamento do Tesouro norte-americano.

O departamento emitiu uma licença que autoriza a venda, até 11 de abril, de petróleo bruto e derivados russos carregados em navios antes da 00:01 do dia 12 de março (quinta-feira).

No inicio da semana, o presidente norte-americano, Donald Trump, tinha anunciado que ia suspender algumas sanções sobre o petróleo "para baixar os preços", depois de uma conversa telefónica com o Presidente russo, Vladimir Putin.

Anteriormente, o Tesouro anunciou que permitiria à Índia comercializar, durante 30 dias, petróleo russo retido no mar.

Lusa

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Piratas informáticos ligados ao Irão paralisam gigante médica dos EUA

Teerão diz que grupos iraquianos atacaram avião de reabastecimento dos EUA

O Irão afirmou hoje que um avião de reabastecimento dos Estados Unidos (EUA) que se despenhou no oeste do Iraque foi atingido por um míssil disparado por grupos iraquianos e que os seis tripulantes morreram.

De acordo com declarações divulgadas por agências de notícias iraniana, o porta-voz do Comando de Operações Unificadas do Irão, Khatam al-Anbiya, disse que o avião foi "atingido por um míssil disparado por grupos de resistência no oeste do Iraque".

Posteriormente, a Guarda Revolucionária iraniana emitiu um comunicado alegando que o ataque de quinta-feira, que resultou na morte de toda a tripulação, ocorreu enquanto o avião reabastecia um caça dos EUA.

Horas antes, o Comando Central das Forças Armadas dos EUA (conhecido como Centcom) anunciou que um avião de reabastecimento se tinha despenhado no oeste do Iraque, mas adiantou que a perda do KC-135 "não foi causada por fogo inimigo ou amigo".

"As operações de resgate estão em curso", acrescentou o Centcom, em comunicado, referindo que outra aeronave envolvida no acidente aterrou em segurança.

O Centcom referiu ainda que o incidente "ocorreu em espaço aéreo amigo durante a Operação Epic Fury", em que os EUA e Israel têm atacado o Irão.

Não foram fornecidos detalhes sobre o número de pessoas a bordo da aeronave ou o seu estado de saúde atual.

"Mais informações serão fornecidas à medida que os destacamentos ocorrerem", concluiu o Centcom, solicitando paciência enquanto "reúne detalhes adicionais e presta esclarecimentos às famílias dos militares" envolvidos.

A perda do KC-135 marca o quarto acidente aéreo de aeronaves norte-americanas desde o início da guerra contra o Irão, após o abate de três caças F-15 por fogo amigo do Kuwait.

Lusa

14.º dia de guerra no Irão

Bom dia,

Acompanhe aqui os principais desenvolvimentos da operação militar conjunta dos EUA e de Israel contra o Irão, um conflito que entra esta sexta-feira no 14.º dia.

Veja como foi o dia de ontem no link abaixo:

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Militares franceses feridos em ataque a base iraquiana. Avião de reabastecimento dos EUA despenha-se no Iraque

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