EUA e Irão devem voltar a negociar na próxima semana. Governo de Israel vai discutir cessar-fogo no Líbano

O bloqueio ocorreu dois dias após negociações em Islamabade, onde as delegações dos dois países não conseguiram chegar a acordo para pôr fim à guerra.
EUA e Irão devem voltar a negociar na próxima semana. Governo de Israel vai discutir cessar-fogo no Líbano
FOTO: STRINGER/EPA

Navio desaparece ao se aproximar do Estreito de Ormuz 

Um navio que aparenta ser uma embarcação "fantasma", usando o nome de outro que foi desativado, desapareceu sem deixar rastos ao se aproximar do Estreito de Ormuz.

A notícia está a ser avançada pela Sky News, acrescentando que o navio-tanque Race, de 7600 toneladas e com bandeira das Comores, navegava do Golfo Pérsico para o Estreito de Ormuz, e tinha como destino "Pipavav", na Índia, quando ontem desligou o sinal do Sistema de Identificação Automática (AIS) às 10h12.

O Race consta como um navio "desaparecido", indicando que outra embarcação pode ter usado o mesmo nome. A embarcação terá partido de um porto no Iraque a 5 de abril. 

Chefe do exército paquistanês em Teerão com o objetivo de retomar as negociações entre Irão e EUA  

O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, recebeu esta quarta-feira, em Teerão, o chefe do exército paquistanês, Asim Munir.

Trata-se de mais uma iniciativa diplomática com vista ao regresso das negociações entre os Estados Unidos e o Irão, segundo a Sky News, que cita a agência de notícias estatal iraniana Fars.

De acordo com a emissora britânica, as delegações de Washington e Teerão devem voltar a reunir-se na próxima semana.

O mundo deve preparar-se para enfrentar "tempos difíceis", diz diretora FMI

A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, sublinhou hoje que, se a guerra no Irão persistir e a inflação continuar a subir a nível global, todo o mundo deve preparar-se para enfrentar "tempos difíceis".

"Se o conflito persistir e todos os preços se mantiverem elevados durante um período prolongado, deve-se preparar para tempos difíceis", afirmou Kristalina Georgieva numa conferência de imprensa realizada no terceiro dia das reuniões da primavera do FMI e do Grupo do Banco Mundial (BM) em Washington, nos Estados Unidos. 

Georgieva salientou que o impacto da guerra na economia mundial “já é considerável, mesmo que o conflito venha a ser de curta duração”, devido aos danos extensos sofridos pelas infraestruturas de produção de hidrocarbonetos no Médio Oriente e às interrupções nas cadeias de abastecimento causadas pelo encerramento do Estreito de Ormuz, que estão a impulsionar a subida dos preços e a desacelerar o crescimento global.

Nesse sentido, recordou que o novo relatório de Perspetivas Económicas Globais (WEO), publicado na terça-feira pela entidade, refletiu uma redução nas previsões de crescimento global de pelo menos duas décimas para este ano.

O FMI está preocupado com “a rutura física nas cadeias de abastecimento que já se observa, especialmente na Ásia, uma região altamente dependente das importações provenientes do Golfo”, assinalou a economista búlgara.

“Estão a ocorrer situações de escassez, não só de petróleo e gás, mas também de nafta ou hélio, que já estão a gerar certas perturbações. E temos de reconhecer que esta situação não se dissipará da noite para o dia, nem mesmo se a guerra terminar amanhã”, argumentou Georgieva, que salientou que os navios de carga são um meio de transporte muito lento.

A diretora do FMI voltou a insistir nos efeitos assimétricos do conflito, que deixa economias emergentes altamente dependentes das exportações energéticas muito mais expostas.

A responsável reiterou também a mensagem que já começou a enviar com insistência na semana passada aos bancos centrais, para que se mantenham muito atentos à evolução dos preços e a não se precipitem no endurecimento das políticas monetárias.

Lusa

EUA e Irão devem voltar a negociar na próxima semana. Governo de Israel vai discutir cessar-fogo no Líbano
FMI prevê défices consecutivos de Portugal a agravarem até 2031

Oficial do Hezbollah admite cessar-fogo no Líbano "em breve"

Um oficial do Hezbollah revelou à agência Reuters que um cessar-fogo no Líbano poderá acontecer "em breve".

Ibrahim al Mousawi, grupo xiita libanês apoiado pelo Irão, adiantou que os esforços diplomáticos do Irão e de outros países do Médio Oriente tornaram possível a possibilidade de um cessar-fogo num futuro próximo.

"Os iranianos estão a exercer forte pressão sobre os americanos e impuseram como condição que os a inclusão do Líbano no cessar-fogo", disse, deixando um aviso: "Se não fizerem isso, vão continuar com o bloqueio de Ormuz. É a carta na manga da economia."

Governo israelita reúne-se para discutir possível cessar-fogo no Líbano

O governo israelita vai reunir-se esta quarta-feira para discutir a possibilidade de um cessar-fogo no Líbano.

A informação foi adiantada por um alto funcionário de Israel, adiantando que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu vai reunir-se com seu gabinete de segurança às 20h00 locais (18h00, em Lisboa).

Por sua vez, dois altos funcionários libaneses disseram à agência Reuters que foram informados de que estão a ser feitos esforços para se alcançar um acordo de cessar-fogo, que no entanto deverá estar ligado ao que poderá ser alcançado na próxima semana entre EUA e Irão.

EUA e Irão devem voltar a reunir-se na próxima semana

Os Estados Unidos e o Irão devem voltar a reunir-se no Paquistão na próxima semana, de acordo com uma informação revelada pela Sky News.

As duas partes vão voltar a negociar o fim da guerra em Islamabad, uma semana depois do fracasso dos primeiros encontros.

Por sua vez, o Wall Street Journal confirma que EUA e Irão concordaram em encontrar-se, mas adianta que ainda não definiram uma data ou local.

Estas duas notícias surgem um dia depois de Donald Trump ter dito que "algo pode acontecer nos próximos dois dias".

Teerão ameaça bloquear mar Vermelho se prosseguir bloqueio norte-americano

O Irão ameaçou hoje bloquear o tráfego no mar Vermelho, com o qual não faz fronteira, e todo o comércio no Golfo Pérsico se os Estados Unidos mantiverem o bloqueio aos portos iranianos.

As poderosas forças armadas da República Islâmica não permitirão nenhuma exportação ou importação no Golfo Pérsico, no mar de Omã ou no mar Vermelho”, afirmou o chefe das forças iranianas, general Ali Abdollahi, num comunicado divulgado pela televisão estatal.

Se os Estados Unidos mantiverem o bloqueio e “criarem insegurança para os navios comerciais do Irão e petroleiros”, tal constituirá o prelúdio para uma violação do cessar-fogo, acrescentou Abdollahi, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

O Irão não faz fronteira com o mar Vermelho, mas pode contar com os aliados no Iémen, os rebeldes huthis, que ameaçaram atacar navios naquele setor a partir de posições montanhosas no país do sudoeste da península da Arábia.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impôs um bloqueio a “navios de todas as nacionalidades que entrem ou saiam dos portos e zonas costeiras iranianos”, que entrou em vigor na segunda-feira.

O Irão bloqueia o Estreito de Ormuz desde o início da guerra, desencadeada a 28 de fevereiro por um ataque israelo-americano, a que Teerão respondeu com ataques contra Israel e os países da região.

Um cessar-fogo de duas semanas entrou em vigor em 08 de abril para permitir negociações entre os Estados Unidos e o Irão sob mediação do Paquistão.

As duas partes não conseguiram chegar a um acordo no fim de semana em Islamabad, mas as autoridades paquistaneses anunciaram que estavam a desenvolver esforços para novas negociações.

O bloqueio aos portos iranianos foi imposto devido à ausência de acordo em Islamabad após 21 horas de reuniões entre delegações chefiadas pelo vice-presidente norte-americano, JD Vance, e o presidente do parlamento do Irão, Mohammad Bagher Ghalibaf.

Apesar do bloqueio, alguns navios provenientes de portos iranianos atravessaram o estreito na terça-feira, indicam dados de monitorização marítima.

Europa prepara plano para desbloquear Ormuz sem EUA

O jornal The Wall Street Journal noticiou hoje que a França e o Reino Unido estão a preparar um plano para desbloquear o Estreito de Ormuz após o fim da guerra com o Irão, sem envolver os Estados Unidos.

Segundo o jornal norte-americano, a Alemanha poderá juntar-se ao projeto, que poderá necessitar de um mandato da ONU ou da União Europeia.

O Wall Street Journal, que publica hoje detalhes do plano, adianta que o Palácio do Eliseu anunciou que irá discutir uma estratégia na sexta-feira, numa videoconferência presidida pelo Presidente francês, Emmanuel Macron, e pelo primeiro-ministro britânico, Keir Starmer.

Esta missão será “puramente defensiva”, procurando restaurar a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz e envolvendo países “não-beligerantes”, o que exclui os Estados Unidos, Israel e o Irão, especificou o gabinete de Macron.

Segundo o WSJ, a missão consistirá, em primeiro lugar, em ajudar as centenas de navios presos no estreito a sair, passando depois para uma operação para remover as minas colocadas no local pelo Irão no início da guerra. Por fim, serão fornecidas escoltas militares regulares e vigilância para proteger as embarcações comerciais.

Embora a lista dos países que participam na reunião de sexta-feira ainda não seja clara, o jornal refere que tanto a China como a Índia foram convidadas — mas ainda não confirmaram a sua presença — e que a Alemanha fará provavelmente parte do plano, de acordo com um responsável alemão que pediu o anonimato.

A operação terá um perfil mais impactante se conseguir incorporar a Alemanha, que tem recursos essenciais e mais espaço fiscal para a financiar.

No entanto, Berlim enfrenta muitos obstáculos políticos e legais para entrar em missões militares no estrangeiro, observa o jornal nova-iorquino.

Para participar na operação, o Governo alemão necessitaria de aprovação parlamentar, o que, por sua vez, exige um mandato internacional específico.

Esta autoridade poderia vir do Conselho de Segurança da ONU, cujo capítulo IV autoriza o uso da força para além da legítima defesa, mas cuja ativação é complexa.

Em alternativa, a União Europeia poderá optar por alargar o mandato da sua missão EUNavfor ‘Aspides’, que pode operar desde o Mar Vermelho até ao Golfo Pérsico e parte do Oceano Índico, e que visa proteger os navios de ataques por via marítima ou aérea.

Há um mês, a Espanha manifestou a sua oposição à expansão desta missão devido ao bloqueio do Estreito de Ormuz, mas o WSJ afirma que a operação proposta por Paris e Londres seria modelada a partir da ‘Aspides’, bem como da ‘coligação de aliados’ constituída em resposta à guerra na Ucrânia.

O Reino Unido está preocupado, no entanto, com a possibilidade de o residente norte-americano, Donald Trump, se opor à operação - por não ter sido incluído -, limitando o âmbito da missão, depois de os líderes europeus se terem recusado a ajudá-lo primeiro a desbloquear o Estreito de Ormuz através da força e depois a bloquear os portos iranianos, indica o jornal.

Lusa

Agência de Energia Atómica apela à chegada a acordo quanto ao enriquecimento de urânio

O diretor da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), o argentino Rafael Grossi, frisou hoje a necessidade de ser atingido um qualquer acordo entre Estados Unidos da América (EUA) e Irão sobre o processo de enriquecimento de urânio.

Para o responsável daquela instituição, uma possível suspensão do programa nuclear da República Islâmica iraniana é uma "decisão política", em declarações reproduzidas pelo jornal sul-coreano Chosun Ilbo.

"Sem verificação, todos os acordos não passam de papelada", disse Grossi, adiantando que, se Washington e Teerão chegarem a um entendimento, a AIEA "vai solicitar cooperação na verificação e nas salvaguardas".

Questionado sobre uma possível paragem no processo de enriquecimento de urânio, o líder da AIEA limitou-se a afirmar que tal seria "uma decisão política", sem exprimir a posição da entidade que dirige.

A questão do urânio enriquecido foi a justificação para a primeira guerra de 12 dias, em junho, e para a ofensiva conjunta de Israel e EUA, em 28 de fevereiro, já que Washington exige "enriquecimento zero", enquanto Teerão defende o seu direito de mantê-lo para uso civil.

O vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, afirmou recentemente que os EUA estão prontos para ajudar economicamente o Irão se aquele país do Médio Oriente se comprometer a não desenvolver armas nucleares, após a suspensão das negociações falhadas no fim de semana, no Paquistão.

Lusa

Ministra britânica classifica como loucura a guerra dos EUA no Irão

A ministra da Economia britânica classificou a guerra iniciada pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, no Irão como uma loucura devido à falta de um plano claro para colocar fim ao conflito, dizendo-se frustrada e irritada com a situação.

"Obviamente, nenhuma pessoa sensata apoia o regime iraniano, mas iniciar um conflito sem um objetivo claro ou um plano para o resolver parece-me uma loucura que está a afetar as famílias aqui no Reino Unido, mas também as famílias nos Estados Unidos e em todo o mundo. Não acredito que tenha sido a decisão correta”, declarou Rachel Reeves numa entrevista divulgada hoje pelo jornal The Mirror.

"Esta é uma guerra que não começámos. Foi uma guerra que não queríamos. Sinto-me muito frustrada e irritada com o facto de os Estados Unidos terem entrado nesta guerra sem um plano de saída claro, sem uma ideia clara do que pretendiam alcançar", afirmou.

A ministra referiu ainda que, como resultado desta situação, “o Estreito de Ormuz está agora bloqueado”.

"Não vamos aderir ao bloqueio dos Estados Unidos, não acreditamos que seja a abordagem correta. Ao longo de todo este conflito, temos dito: 'Desescalar, desescalar'", enfatizou.

Para Reeves, a decisão do primeiro-ministro britânicos de manter-se à margem deste conflito foi “absolutamente correta”.

Reeves disse ainda estar frustrada porque, antes do conflito, o Reino Unido caminhava para uma descida da inflação e das taxas de juro, enquanto a dívida estava a diminuir.

Lusa

Hezbollah lança 25 foguetes contra Israel após negociações com Líbano

O grupo armado xiita Hezbollah disparou hoje aproximadamente 25 foguetes contra Israel, após a primeira reunião entre representantes dos governos libanês e israelita em Washington, na quarta-feira, para discutir um cessar-fogo.

De acordo com o exército de Israel, o Hezbollah lançou "aproximadamente 25 foguetes" em direção a cidades no norte do país, onde sirenes têm soado continuamente nas últimas horas.

Os militares informaram que cerca de metade dos projéteis foram intercetados pelo sistema de defesa aérea, enquanto o restante caiu em áreas desabitadas.

O serviço de emergência israelita Magen David Adom anunciou que o lançamento de foguetes causou pelo menos um ferimento ligeiro.

O exército israelita alertou na terça-feira, em comunicado, que era possível "um aumento dos ataques vindos do Líbano", tendo em vista o início das negociações entre os representantes do Líbano e de Israel em Washington, nas quais o Hezbollah não participou.

Minutos após o anúncio, teve início a primeira salva de foguetes, que coincidiu com o início da reunião e incluiu cerca de cinco projéteis.

Ao iniciar o encontro, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, classificou a reunião como uma "oportunidade histórica" e afirmou que não se trata apenas de abordar um possível cessar-fogo, mas "uma solução permanente para 20 ou 30 anos de influência do Hezbollah" na região, da qual, segundo o responsável, tanto os israelitas como os libaneses têm sido vítimas.

Lusa

EUA declaram ter "paralisado por completo" comércio marítimo do Irão

O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) anunciou na terça-feira ter implementado um bloqueio total dos portos do Irão e “paralisado por completo” o comércio marítimo da República Islâmica.

Num comunicado divulgado na rede social X, o almirante Brad Cooper, responsável pelo CENTCOM, afirmou que as forças armadas norte-americanas conseguiram bloquear totalmente os portos iranianos.

Cooper acrescentou que cerca de 90% do comércio do Irão depende da via marítima, pelo que considera ter “paralisado por completo” a atividade económica iraniana, numa medida de pressão anunciada anteriormente pela Administração de Donald Trump.

O bloqueio ocorreu dois dias após negociações em Islamabade, onde as delegações dos dois países não conseguiram chegar a acordo para pôr fim à guerra que se prolonga há sete semanas no Médio Oriente.

A nova medida norte-americana tinha sido antecipada por Trump, que criticou Teerão por alegadamente não ter reaberto o estreito de Ormuz nos termos acordados durante o cessar-fogo de duas semanas iniciado há oito dias.

Apesar da decisão, Trump assegurou na terça-feira à Fox News que “a guerra está prestes a terminar”, afirmando que Teerão procura “desesperadamente um acordo”.

O líder norte-americano já tinha indicado que as negociações presenciais poderiam ser retomadas dentro de dois dias.

Lusa

Acompanhe aqui as principaisincidências relaciobadas com a guerra no Irão

Bom dia,

Iniiams aqui um liveblogue onde poderá acompanhar as principais incidência relacionadas com a guerra no Irão.

Ontem, 14 de abril, Donald Trump confirmou informações do Paquistão de que um segundo encontro está para breve entre EUA e Irão. Noutra reunião histórica, embaixador de Israel saúdou a posição do governo libanês contra o Hezbollah.

EUA e Irão devem voltar a negociar na próxima semana. Governo de Israel vai discutir cessar-fogo no Líbano
Nova ronda de negociações a caminho um dia após início do bloqueio naval
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