O enviado especial dos Estados Unidos da América (EUA) para a resolução da guerra entre Rússia e Ucrânia, Steve Witkoff, afirmou esta quinta-feira, 22 de janeiro, que apenas resta uma questão por resolver entre as partes, registando-se “progressos significativos”."Acredito que só resta uma questão para ser resolvida. Discutimos diversas versões dessa questão, o que significa que ela pode ser resolvida. Portanto, se ambos os lados desejarem resolvê-la, nós vamos resolvê-la", disse, sem pormenorizar, num evento à margem do Fórum Económico Mundial, em Davos, Suíça.Witkoff viaja ainda esta quinta-feira para Moscovo, prevendo-se um encontro com a cúpula do Kremlin para transmitir o ponto da situação negocial com Kiev. .Enviado dos EUA vai encontrar-se com Putin esta quinta-feira. "Esperamos ter algo bom para anunciar em breve". A Rússia invadiu território ucraniano em 24 de fevereiro de 2022, na altura classificando as suas ações como uma “operação militar especial", supostamente para "desmilitarizar" e "desnazificar" o regime liderado por Volodymyr Zelenski, já depois de ter anexado a península Crimeia, em 2014.O conflito estendeu-se e já fez milhões de mortos e estragos materiais de ambos os lados e, ainda hoje, sistemas de defesa aérea russos abateram, nas últimas horas, um total de 31 drones ucranianos sobre diversas regiões da Federação Russa.A Ucrânia tem concentrado os ataques na infraestrutura energética russa, especialmente em refinarias nas regiões sul do país, numa tentativa de comprometer a capacidade de produção e abastecimento das forças armadas inimigas.Moscovo lançou uma série de ataques nas últimas semanas, bombardeando a infraestrutura civil do país vizinho e deixando milhões de ucranianos sem eletricidade e aquecimento, enquanto as temperaturas caem para entre 10 e 20 graus negativos..“Precisamos de paz”: dia D (de diplomacia) na guerra da Ucrânia .Ataque russo deixa parte de Kiev sem luz, água e aquecimento. Zelensky pede que "mundo não fique em silêncio"