Um novo ataque maciço russo contra infraestruturas energéticas ucranianas deixou esta terça-feira, 20 de janeiro, parte de Kiev sem eletricidade, água e aquecimento, numa altura em que as temperaturas na capital rondam os 12 graus negativos.Na capital ucraniana há "um número significativo de edifícios residenciais sem aquecimento", de acordo com o presidente ucraniano. "É importante que o mundo não fique em silêncio perante isto", sublinhou Volodymyr Zelensky numa mensagem partilhada nas redes sociais.Segundo informaram o presidente da câmara de Kiev, Vitali Klichkó, e o chefe da administração militar da região da capital, Timur Tkachenko, a margem oriental do rio Dniepre – que divide a cidade em duas – foi a mais afetada pelo bombardeamento.Segundo a Reuters, que cita autoridades regionais, uma pessoa morreu na área metropolitana de Kiev.Durante as primeiras horas da madrugada, antes de os responsáveis divulgarem os primeiros balanços, a Força Aérea ucraniana já tinha alertado, através do seu canal no Telegram, que veículos aéreos não tripulados (“drones”) e mísseis balísticos se dirigiam para a capital.Segundo o presidente ucraniano, o "ataque russo envolveu um número significativo de mísseis balísticos e de cruzeiro", além de "mais de 300 drones"..Ataque "maciço" russo a Kiev faz quatro mortos. Moscovo usa sistema de mísseis hipersónicos Oreshnik.Este é o terceiro grande ataque russo contra infraestruturas energéticas de Kiev desde 9 de janeiro, data em que um outro bombardeamento com mísseis e “drones” deixou grande parte da cidade sem luz nem aquecimento durante quase três dias, precisamente no início da vaga de frio que ainda se mantém.O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, alertou repetidamente nos últimos dias para a preparação de um novo ataque russo em larga escala contra o sistema energético da Ucrânia, com o objetivo de agravar a crise de fornecimento em plena vaga de frio, após os danos causados por bombardeamentos anteriores.Na semana passada, a Ucrânia recebeu um carregamento significativo de mísseis antiaéreos para reforçar as suas defesas e responder com maior eficácia aos ataques russos..Zelensky admite atrasos na entrega de mísseis ocidentais para o sistema de defesa aérea da Ucrânia