John Healey, ministro da Defesa britânico
John Healey, ministro da Defesa britânicoFOTO: EPA/HANNIBAL HANSCHKE

Avião onde seguia ministro britânico alvo de interferência no sinal de GPS perto da fronteira com a Rússia

"Trata-se de uma interferência russa imprudente", afirmou à Sky News fonte do Ministério da Defesa britânico.
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Um avião da Força Aérea Real Britânica (RAF), onde seguia o ministro da Defesa britânico, John Healey, foi alvo de uma interferência no sinal de GPS perto da fronteira com a Rússia, segundo avança esta segunda-feira, 25 de maio, o The Times, que tinha um jornalista a bordo da aeronave.

A interferência aconteceu na semana passada e, de acordo com a publicação, que cita fontes do governo britânico, suspeita-se de que a Rússia estará na origem deste incidente.

"Trata-se de uma interferência russa imprudente, mas a RAF está bem preparada para lidar com esta atividade", disse uma fonte do Ministério da Defesa à Sky News.

O ministro da Defesa estava a regressar de uma viagem à Estónia, onde esteve com os militares britânicos destacados no país, quando foi bloqueado o sinal do avião onde seguia, o que fez com que os smartphones e os computadores portáteis a bordo ficassem sem acesso à internet.

Sem sinal de GPS, os pilotos do Dassault Falcon 900LX foram obrigados a utilizar um sistema de navegação alternativo "para determinar a localização" do avião, que também é utilizado pelo rei Carlos III, durante um voo de três horas.

“Embora a atividade de interferência seja imprudente, não há comprometimento da segurança. Essas aeronaves possuem sistemas de navegação alternativos que fornecem informações de posicionamento e ajudam a mitigar", disse o ministério da Defesa britânico.

A bordo da aeronave estavam, entre outros passageiros, assessores, militares, fotógrafos e um jornalista. Foram informados de que o Dassault Falcon 900LX continuava a a operar em segurança, apesar da interferência no sinal de GPS, segundo refere o The Times dando conta que o trajeto do avião da RAF estava visível em sites de rastreamento de voos.

Esta não foi a primeira vez que uma interferência no sistema de navegação num avião foi atribuída à Rússia.

No ano passado, a aeronave onde seguia a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, foi alvo de uma alegada interferência russa, num aeroporto búlgaro, tendo sido obrigado a aterrar com recurso a mapas em papel, noticiou o Financial Times.

Os serviços de navegação foram desativados quando a aeronave se aproximava do aeroporto de Plovdiv, a segunda maior cidade da Bulgária, a cerca de 120 quilómetros a leste de Sófia. "Todo o GPS da zona do aeroporto deixou de funcionar", disse uma das fontes à publicação.

O executivo comunitário disse estar “ciente de que as ameaças e a intimidação são uma componente habitual das ações hostis” de Moscovo, segundo disse fonte da Comissão Europeia.

Esta ação “só reforça o compromisso inabalável de aumentar as capacidades de defesa e o apoio à Ucrânia”, salientou, na altura, a fonte ao Financial Times.

Ursula von der Leyen sentiu “na primeira pessoa a ameaça diária que a Rússia e os seus 'proxies' [intermediários] representam”, adiantou a mesma fonte. A Rússia negou o envolvimento na interferência no avião onde seguia Von der Leyen.

No ano anterior, em 2024, o sinal de GPS do avião onde seguia Grant Shapps, o ministro da Defesa britânico da altura, foi bloqueado durante cerca de 30 minutos ao sobrevoar o enclave russo de Kaliningrado, entre a Polónia e a Lituânia, recorda o Financial Times.

John Healey, ministro da Defesa britânico
Avião onde seguia Von der Leyen afetado por alegada interferência russa no sistema GPS
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