"Audiências maiores do que Elvis". Trump admite substituir concertos dos 250 anos dos EUA por comício político
ANNABELLE GORDON / POOL

"Audiências maiores do que Elvis". Trump admite substituir concertos dos 250 anos dos EUA por comício político

Presidente reagiu a desistências de vários artistas de evento organizado pela Freedom 250.
Publicado a
Atualizado a

Confrontado na sexta-feira com a desistência de Bret Michaels, o vocalista dos Poison, o quinto artista a desistir da sua participação nos espectáculos musicais de celebração dos 250 anos da independência dos Estados Unidos, o presidente Donald Trump admitiu no sábado cancelar todos os concertos e substituí-los antes por um comício político.

“Estou a pensar trazer a atração número um do mundo, o homem que atrai audiências muito maiores do que Elvis no auge da carreira, e que o faz sem precisar de uma guitarra, o homem que ama o nosso país mais do que qualquer outra pessoa, e o homem que alguns dizem ser o maior presidente da história (O MAIOR DE TODOS!), DONALD J. TRUMP, para substituir estes ‘artistas’ de terceira categoria e altamente remunerados, e fazer um grande discurso, mobilizando o país para a frente, tal como tenho feito desde que sou presidente!”, escreveu o presidente na sua rede Truth Social.

E acrescentou: “Estou a dar instruções aos meus representantes para que analisem a viabilidade de realizar uma manifestação ‘AMERICA IS BACK’, em Washington, D.C., à mesma hora e no mesmo local. Apenas grandes patriotas estão convidados – será uma celebração emocionante e magnífica da América!”

Os concertos estavam previstos para dia 24 de junho, no âmbito da abertura da Great American State Fair, que está a ser organizada para comemorar o 250.º aniversário da Declaração de Independência, a 4 de julho de 1776.

Além de Bret Michaels, também Martina McBride e The Commodores anunciaram que não irão participar nas celebrações que estão a ser organizadas pelo grupo Freedom 250. Apesar de ser descrito como “não partidário”, este foi lançado no ano passado por Donald Trump e é atualmente liderado por Keith Krach , nomeado pelo presidente para o Departamento de Estado durante o seu primeiro mandato na Casa Branca.

No Instagram, Michaels escreveu que pensava que o concerto iria “homenagear os nossos veteranos, militares no ativo, socorristas, professores e americanos trabalhadores de todas as classes sociais”, mas acabou por chegar à conclusão que o evento “evoluiu para se tornar algo muito mais divisivo.”

"Audiências maiores do que Elvis". Trump admite substituir concertos dos 250 anos dos EUA por comício político
Bruce Springsteen anuncia festival de protesto contra administração Trump
Diário de Notícias
www.dn.pt