Kiev foi uma das cidades atacadas pela Rússia na última semana.
Kiev foi uma das cidades atacadas pela Rússia na última semana.EPA/SERGEY DOLZHENKO

Atenções no conflito na Ucrânia viradas para a ajuda da Coreia do Norte à Rússia

Estados Unidos afirmam que Moscovo está também a negociar o fornecimento de mísseis de curto alcance com o Irão para usar em solo ucraniano.
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Washington e Kiev acusam Moscovo de estar a usar mísseis balísticos de Pyongyang para ataques em solo ucraniano, acusações ontem secundadas pelo Reino Unido que, através do seu ministro da Defesa, afirmou que “em conjunto com os nossos parceiros, garantiremos que a Coreia do Norte paga um preço elevado pelo apoio à Rússia”.

Na quinta-feira, os Estados Unidos acusaram a Rússia de usar mísseis fornecidos pela Coreia do Norte para atacar a Ucrânia, estabelecendo uma “consequente e preocupante escalada” do apoio de Pyongyang a Moscovo. “As nossas informações indicam que a Coreia do Norte forneceu recentemente à Rússia sistemas de lançamento de mísseis balísticos e vários mísseis balísticos”, afirmou o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, John Kirby, adiantando que alguns destes mísseis  foram usados, a 30 de dezembro e 2 de janeiro, em ataques russos contra a Ucrânia.

Segundo Kirby, a Rússia está também a tentar obter mísseis de curto alcance do Irão para reabastecer o seu stock de armas na guerra contra o país vizinho, mas que o acordo entre Moscovo e Teerão ainda não foi concluído. Mesmo assim, os Estados Unidos “estão preocupados com o facto de as negociações da Rússia para adquirir mísseis balísticos de curto alcance do Irão estarem a avançar ativamente”.

De referir que  a Casa Branca tem defendido que a Rússia se tornou dependente da Coreia do Norte e do Irão - que já fornece a Moscovo os drones Shahed - para obter as armas de que necessita para travar a sua guerra contra a Ucrânia. Em outubro, os Estados Unidos já haviam alertado que Pyongyang tinha entregue mais de mil contentores de equipamento militar e munições a Moscovo, após uma visita, no mês anterior, do presidente norte-coreano, Kim Jong Un, à Rússia, onde foi recebido por Vladimir Putin.

Também Mykhailo Podolyak, conselheiro da presidência ucraniana, através das redes sociais, acusou a Coreia do Norte, mas também o Irão, de fornecer armas a Moscovo para a guerra contra Kiev: “Nunca antes na história o clássico ‘eixo do mal’ pareceu tão óbvio e grotescamente vilão: #Rússia - #Irão - #Coreia do Norte”.

Ontem, o Reino Unido, através do seu ministro da Defesa, afirmou que “o mundo virou as costas à Rússia, forçando Putin à humilhação de ir de chapéu na mão à Coreia do Norte para manter a sua invasão ilegal”. “Ao fazê-lo, a Rússia violou múltiplas resoluções do Conselho de Segurança da ONU e colocou em risco a segurança de outra região do mundo. Isto deve parar agora. Em conjunto com os nossos parceiros, garantiremos que a Coreia do Norte paga um preço elevado pelo apoio à Rússia”, disse Grant Shapps. 

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