O Irão não irá permitir a passagem de mais de 15 navios por dia pelo estreito de Ormuz, indicou um responsável iraniano, citado pela agência de notícias russa TASS, avançou esta quinta-feira a Reuters.Este limite de embarcações é imposto pelo regime de Teerão ao abrigo do acordo de cessar-fogo com os EUA, informou a mesma fonte iraniana.Os constrangimentos no estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial, têm provocado impactos no mercado energético, tendo como consequência o aumento do preço dos combustíveis. .Apesar de vários países condenarem os ataques contra o Líbano, o exército israelita emitiu esta quinta-feira novas nova ordem de evacuação para o Líbano, mais concretamente para subúrbios a sul do país. As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) "continuam as suas operações e ataques à infraestrutura militar do Hezbollah em toda a região sul dos subúrbios", lê-se no aviso. "Para a vossa segurança, devem evacuar imediatamente", alertou o porta-voz das Forças Armadas das IDF, Avichay Adraee, na rede social X. .O ministro da Indústria dos Emirados Árabes Unidos, Sultan al Jaber, pediu hoje a abertura incondicional do estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irão, estimando que 230 navios carregados de petróleo estão prontos para zarpar.“O estreito deve estar aberto, plena, incondicionalmente e sem restrições. A segurança energética e a estabilidade económica mundial dependem disso. A militarização desta via marítima vital, sob qualquer forma, é inaceitável”, denunciou Al Jaber nas redes sociais.O também diretor executivo da Companhia Nacional de Petróleo de Abu Dhabi lamentou que Ormuz não estivesse aberto e que o acesso estivesse “condicionado e controlado”.Al Jaber referiu que a passagem estava “sujeita a permissões, condições e pressão política” por parte do Irão, que bloqueou o estreito desde que foi atacado pelos Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro.“Isso não é liberdade de navegação. Isso é coerção”, criticou na mensagem, citada pela agência de notícias espanhola EFE.Al Jaber recordou que o estreito é uma passagem natural regida pela Convenção da ONU sobre o Direito do Mar, que garante o trânsito como um direito, e não um privilégio “que se possa conceder, negar ou utilizar como arma”.Segundo o ministro dos emirados, “230 navios encontram-se carregados de petróleo e prontos para zarpar”, mas estão impedidos de o fazer devido ao bloqueio do estreito, por onde passa 20% do comércio mundial de energia.Al Jaber exigiu que todas as embarcações tenham liberdade de navegar pelo corredor sem restrições, porque “nenhum país tem direito legítimo a determinar quem pode passar e sob que condições”.Exigiu ainda que os produtores de energia “possam restabelecer a produção em larga escala de forma rápida e segura”.Anunciou que a companhia nacional de Abu Dhabi pela qual é responsável carregou petróleo e vai aumentar a produção “dentro das limitações impostas pelos danos sofridos” pelos ataques iranianos.Al Jaber alertou para a “encruzilhada crítica” em que se encontram os mercados, uma vez que os últimos carregamentos que transitaram pelo Estreito de Ormuz antes da guerra só estão agora a chegar aos destinos.“É aqui que os mercados financeiros enfrentam a realidade física, e o hiato de 40 dias nos fluxos energéticos mundiais fica claramente exposto”, afirmou Al Jaber, insistindo na necessidade de restabelecer o fluxo da energia que transita por Ormuz.O objetivo é “reequilibrar os mercados, aliviar a pressão sobre os preços e o custo de vida”, algo especialmente urgente para a Ásia, que depende em 80% dos carregamentos da região e onde reside metade da população mundial.“A estabilidade depende agora do restabelecimento de fluxos reais. Não de um acesso parcial, nem de medidas temporárias, nem de uma passagem controlada, mas de um fornecimento pleno e fiável”, acrescentou.Lusa.Brent pode superar 100 dólares por barril caso Estreito de Ormuz permaneça fechado outro mês.Os ministros das Finanças do G7 reúnem-se na próxima quarta-feira, em Washington (EUA), para coordenar a resposta ao impacto económico da crise no Médio Oriente, disse hoje o ministro da Economia francês.Numa entrevista à France Info, Roland Lescure informou que viajará na próxima semana para Washington, onde presidirá a uma reunião do G7 de ministros das Finanças na próxima quarta-feira, para reforçar a cooperação entre os membros: Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Reino Unido e Japão.Segundo o ministro, este encontro visa "coordenar, trocar informações, avaliar os diagnósticos e agir" face à volatilidade dos mercados energéticos.“Estamos perante uma situação extremamente volátil que exige coordenação internacional”, sublinhou.Roland Lescure considerou que esta reunião permitirá analisar as consequências económicas do conflito, incluindo o abastecimento energético, mas também a inflação e a estabilidade dos mercados.Além disso, espera que os ministros das Finanças do G7 avaliem medidas para atenuar o impacto sobre os consumidores e as empresas.Lusa.Para o presidente do Irão, os ataques israelitas contra o Líbano violam o cessar-fogo de duas semanas entre Washington e Teerão. A "agressão" de Israel contra o Líbano "viola de forma flagrante o cessar-fogo", considera Masoud Pezeshkian numa mensagem partilhada nas redes sociais. "Tais ações demonstram engano e incumprimento, tornando as negociações sem sentido", afirmou."Mantemos o dedo no gatilho. O Irão nunca abandonará os seus irmãos e irmãs libaneses", escreveu o chefe de Estado iraniano..Os ataques israelitas que visaram o Líbano na quarta-feira fizeram pelo menos 203 mortos, indicou o Ministério da Saúde libanês, tendo sido registados mais de mil feridos.Segundo a Associated Press, o número de mortos desta quarta-feira foi o mais elevado registado num só dia no Líbano desde o início da ofensiva militar israelita contra alvos do Hezbollah no país. O presidente do Líbano, Josef Aoun, já classificou os ataques como "bárbaros". O país decretou esta quinta-feira um dia de luto nacional. .Segurança aérea europeia prolonga restrições ao espaço aéreo do Médio Oriente.O presidente do parlamento iraniano deixou um aviso nas redes sociais sobre as violações do cessar-fogo acordado com os EUA. De acordo com a Associated Press, Mohammad Bagher Qalibaf afirmou que os ataques israelitas contra o Hezbollah no Líbano têm consequências, uma vez que, considera, o cessar-fogo de duas semanas abrange o Líbano."As violações do cessar-fogo acarretam respostas explícitas e fortes", escreveu na rede social X..O número de mortos nos ataques israelo-americanos desde 28 de fevereiro ascende a mais de três mil, anunciaram as autoridades iranianas, no dia seguinte ao cessar-fogo intermediado pelo Paquistão.“Registámos mais de 3000 mártires dos ataques inimigos em todo o país”, disse o diretor do instituto de medicina legal do Irão, Abbas Masjedi Arani, frisando que "quase 40% dos corpos não puderam ser identificados devido ao tipo de armamento usado pelo inimigo".O mesmo responsável destacou que a entidade que dirige já está a notificar as famílias das vítimas e a trabalhar para entregar os cadáveres "o mais rápido possível".Lusa.O primeiro-ministro israelita afirmou esta quinta-feira que o país vai continuar com os ataques visando alvos do Hezbollah no Líbano. A garantia de Benjamin Netanyahu acontece numa altura em que vários países defendem que o cessar-fogo entre Irão e EUA deve incluir o Líbano. "Continuamos a atacar o Hezbollah com força, precisão e determinação", assegura Netanyahu, que destacou a morte de Ali Youssef Harshi, sobrinho e secretário do secretário-geral do Hezbollah, Naim Qassem. Nas redes sociais, Netanyahu disse que nos ataques da última noite no sul do Líbano foram atingidas "infraestruturas terroristas", como "passagens de fronteira usadas para o transporte de milhares de armas, rockets e lançadores, bem como depósitos de armas, lançadores e quartéis-generais do Hezbollah". Os últimos ataques israelitas no Líbano fizeram mais de 180 mortos. "A nossa mensagem é clara: quem agir contra os cidadãos de Israel sofrerá as consequências. Continuaremos a atacar o Hezbollah onde quer que seja necessário", prometeu..A Air France prolongou a suspensão dos voos com origem e destino em Dubai, Riade, Beirute e Telavive até ao dia 03 de maio, anunciou hoje a companhia aérea francesa em comunicado. “Devido à situação de segurança no destino e ao encerramento contínuo do espaço aéreo aos voos comerciais, a companhia vê-se obrigada a prolongar a suspensão dos seus voos: com origem ou destino em Telavive [Israel], Beirute [Líbano], Dubai [Emirados Árabes Unidos] e Riade [Arábia Saudita] até 3 de maio de 2026, inclusive (ou seja, até 4 de maio de 2026 para os voos com partida de Dubai)”, indicou a Air France num comunicado.A filial ‘low-cost’ Transavia, que habitualmente opera voos para Telavive e Beirute, mantém a suspensão dos serviços até 5 de julho, alegando que a atual situação geopolítica não permite qualquer alternativa.A Air France começou a suspender os voos para o Médio Oriente a partir de 28 de fevereiro, perante a escalada militar dos Estados Unidos e de Israel no Irão.Em 1 de março, a companhia tinha anunciado a suspensão dos serviços para Telavive, Beirute, Dubai e Riade até 3 de março, com mais de 500 voos cancelados nos primeiros dias devido ao encerramento de vários espaços aéreos na região.Lusa.Kaja Kallas, chefe da diplomacia da União Europeia (UE), defende que o cessar-fogo entre EUA e Irão deve abranger também o Líbano."O Hezbollah arrastou o Líbano para a guerra, mas o direito de Israel se defender não justifica infligir tamanha destruição", começou por defender numa mensagem divulgada nas redes sociais.Kallas referiu-se aos ataques israelitas que "mataram centenas de pessoas na noite passada", o que torna "difícil argumentar que tais ações brutais se enquadram na legítima defesa"."As ações israelitas estão a colocar o cessar-fogo entre os EUA e o Irão sob forte pressão. A trégua com o Irão deverá estender-se ao Líbano", defende a chefe da diplomacia europeia.Kaja Kallas defende ainda que o "Hezbollah deve desarmar-se, como aceitou fazer"..O ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Gideon Saar, condenou esta quinta-feira reabertura da embaixada de Espanha em Teerão. "De mãos dadas" com o regime iraniano, "sem qualquer vergonha" e "para vergonha do mundo inteiro", escreveu Gideon Saar numa nota partilhada numa mensagem nas redes sociais. .Os ministros dos Negócios Estrangeiros da Arábia Saudita, o príncipe Faisal bin Farhan, e do Irão, Abbas Araghchi, tiveram uma conversa telefónica naquele foi o primeiro contacto oficial entre os dois países desde o início da guerra, segundo a AFP. "A conversa centrou-se na análise da evolução da situação e nas formas de abrandar o ritmo das tensões, de modo a ajudar a restaurar a segurança e a estabilidade na região", de acordo com o Ministério dos Negócios Estrangeiros saudita..As principais bolsas europeias abriram hoje sem tendência definida e o petróleo voltou a subir, devido à incerteza criada pelo Presidente dos EUA, Donald Trump, que ameaçou novas ofensivas no Irão se o cessar-fogo falhar.Cerca das 08h30 em Lisboa, o EuroStoxx 600 estava a baixar 0,17%, para 612,48 pontos.As bolsas de Londres e Milão subiam 0,18% e 0,05%, enquanto as de Paris, Frankfurt e Madrid recuavam 0,55%, 0,61% e 0,10%, respetivamente.A bolsa de Lisboa mantinha a tendência da abertura, com o principal índice, o PSI, a subir 0,47%, para 9.496,53 pontos, um novo máximo desde junho de 2008.O euro também subia, 0,02% para 1,1665 dólares, no mercado de câmbios de Frankfurt, contra 1,1663 dólares na quarta-feira.O preço do petróleo Brent, de referência na Europa, para entrega em junho, avançava 2,63%, para 97,24 dólares, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), para entrega em junho, de referência nos EUA, subia 3,07%, para 90,44 dólares.Lusa.Espanha vai reabrir a embaixada em Teerão atendendo ao cessar-fogo de duas semanas no Médio Oriente e ao início de negociações, disse hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE), José Manuel Albares.Segundo o ministro, Espanha quer juntar-se "a esse esforço pela paz" e vai reabrir a embaixada em Teerão, que fechou temporariamente em 7 de março, na sequência do início da guerra, desencadeada com ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irão."São duas semanas que temos pela frente, durante as quais esperemos que todos apostem pela negociação, como faz Espanha desde o primeiro dia", acrescentou Albares, que falava a jornalistas, em Madrid.Lusa.Os ataques israelitas de quarta-feira ao Líbano constituem uma "grave violação" do acordo de cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão, disse hoje o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Saeed Khatibzadeh, à BBC."Não se pode pedir um cessar-fogo, aceitar os termos e condições, aceitar todas as áreas em que se aplica, mencionar especificamente o Líbano e depois ter um aliado que inicia um massacre", disse Khatibzadeh ao programa Today da Radio 4 da BBC.Os Estados Unidos devem escolher entre a guerra e a paz porque "não se pode ter as duas ao mesmo tempo; são mutuamente exclusivas, isso é muito claro", acrescentou o vice-ministro, descrevendo os ataques israelitas ao Líbano como "uma espécie de genocídio".O vice-ministro iraniano sublinhou que o Irão apela "a todos no Médio Oriente para que respeitem este acordo”, esperando que “os norte-americanos façam o mesmo com os seus aliados".Lusa.As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) anunciaram esta quinta-feira a morte Ali Yusuf Harshi, sobrinho do líder do Hezbollah, Naim Qassem, num ataque contra Beirute na última madrugada. "Eliminado. Harshi era um colaborador próximo e conselheiro pessoal do secretário-geral do Hezbollah, Naim Qassem, e desempenhava um papel central na gestão e segurança do seu gabinete", afirmaram as IDF, citadas pela Sky News.Nos ataques ao sul do Líbano, cerca de 10 armazéns de armas, lançadores e centros de comando foram também atingidos, segundo o exército israelita..O primeiro-ministro britânico já se encontra nos Emirados Árabes Unidos, depois de ter estado na Arábia Saudita.Keir Starmer tem estado a reunir-se com os líderes de países aliados do Reino Unido no Golfo, numa altura em que foi anunciado um acordo de cessar-fogo entre Irão e EUA.Na quarta-feira, o chefe de Governo reuniu-se com o príncipe herdeiro, Mohammed bin Salman, e visitou uma base aérea, segundo a imprensa britânica. .A ministra dos Negócios Estrangeiros britânica, Yvette Cooper, defendeu hoje o alargamento do cessar-fogo entre Washington e Teerão ao Líbano demonstrando preocupação face aos recentes bombardeamentos de Israel. Cooper disse estar profundamente preocupada com o agravamento dos ataques realizados na quarta-feira por Israel contra o Líbano."Vimos as consequências humanitárias destes atos, incluindo a deslocação em massa de pessoas no Líbano", afirmou a chefe da diplomacia britânica à estação de televisão Sky News.Os ataques israelitas de quarta-feira fizeram 182 mortos e provocaram ferimentos a mais de mil pessoas, segundo as autoridades libanesas.Nas últimas 24 horas, a diplomacia de Paris defendeu igualmente a extensão do cessar-fogo ao Líbano.Hoje, o ministro dos Negócios Estrangeiros francês reiterou a posição considerando intoleráveis os ataques israelitas.Jean-Noel Barrot disse hoje à rádio France Inter que Paris já demonstrou total solidariedade com Beirute.O Governo do Líbano decretou hoje luto nacional.Por outro lado, Barrot disse que a introdução de um sistema de portagens no Estreito de Ormuz seria "inaceitável", sublinhando que a medida anunciada por Teerão sobre a via marítima pode violar o direito internacional.Para o ministro dos Negócios Estrangeiros francês a navegação em águas internacionais é um bem comum que não deve ser impedido por qualquer obstáculo ou direito de passagem."Ninguém aceitaria isto, simplesmente porque é ilegal. As águas internacionais são livres para a circulação de navios", acrescentou Jean-Noel Barrot. Lusa.Cessar-fogo em risco: EUA e Irão clamam vitória, mas Israel expande ataques ao Líbano e Ormuz volta a fechar.O presidente dos Estados Unidos advertiu nas redes sociais que vai manter forças militares destacadas em torno do Irão até que o acordo alcançado seja cumprido e ameaçou lançar uma ofensiva "maior e mais forte" em caso contrário.Donald Trump sublinhou que "todos os navios, aeronaves e pessoal militar dos EUA, juntamente com munições e armamento, permanecerão no Irão e arredores" até que seja cumprido "integralmente o acordo", insistindo que a mobilização responde à necessidade de garantir a estabilidade na zona, afirmou num mensagem divulgada na rede social que lhe pertence, Truth Social.Além disso, Trump advertiu que, se o pacto não for respeitado, "começará a melhor, maior e mais forte batalha que nunca", considerando embora esse cenário "muito improvável", e salientado que "não haverá armas nucleares" e que o Estreito de Ormuz "permanecerá aberto e seguro".Na mesma mensagem, o dirigente revelou que as Forças Armadas dos Estados Unidos se encontram "a preparar-se e a descansar", à espera da "próxima conquista".Trump afirmou que existe apenas um conjunto de pontos aceites por Washington na proposta de cessar-fogo acordada com o Irão e que serão esses pontos a ser discutidos durante as negociações nas próximas duas semanas, sem esclarecer quais."Existe um único conjunto de 'pontos” significativos que são aceitáveis para os Estados Unidos, e iremos discuti-los à porta fechada durante estas negociações", escreveu o presidente na Truth Social.Lusa.Tóquio está a ponderar uma libertação adicional de reservas de petróleo estratégicas, perante a incerteza quanto à aplicação do acordo de cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão e à reabertura do Estreito de Ormuz.O Governo japonês está a considerar libertar o equivalente a cerca de 20 dias de reservas nacionais a partir de maio, uma vez que, considera o Executivo de Sanae Takaichi, a retoma segura da navegação pelo estratégico estreito "continua a ser incerta" após o acordo de tréguas, avançou hoje a agência noticiosa japonesa Kyodo.As autoridades japonesas têm como objetivo estabilizar o abastecimento de petróleo com esta libertação adicional, considerando que o arquipélago, que está a ser afetado pelo bloqueio seletivo de Ormuz, importa do Médio Oriente cerca de 90% do crude que consome.Nos últimos dias, a primeira-ministra Takaichi garantiu que o Japão tem assegurado o abastecimento de petróleo para oito meses, ou seja, até ao final do ano; e acrescentou que a aquisição a fornecedores alternativos "avança de forma constante".Lusa.Os ataques israelitas ao Líbano representam um "grave perigo" para o cessar-fogo de duas semanas entre os Estados Unidos e o Irão, alertou hoje o porta-voz de António Guterres, secretário-geral da ONU."A continuação da atividade militar no Líbano representa um grave perigo para o cessar-fogo e para os esforços em prol de uma paz duradoura e geral na região", afirmou, num comunicado, o porta-voz de António Guterres, que reitera os apelos para um fim imediato das hostilidades.O Governo israelita anunciou que concordou com a interrupção dos ataques conjuntos com os Estados Unidos desde 28 de fevereiro contra a República Islâmica, mas esclareceu que a trégua não inclui o Líbano, onde mantém uma frente aberta desde o início de março contra o grupo xiita Hezbollah, aliado de Teerão.Também o Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou, entretanto, que o acordo de cessar-fogo entre Irão e Estados Unidos não se aplica ao Líbano, embora o Paquistão, país mediador, tenha reiterado que o acordo engloba o território libanês.Os ataques israelitas ao Líbano causaram 182 mortos na quarta-feira.Lusa.Aisha Farooqui: “Os Estados Unidos e o Irão confiaram no Paquistão pela sua capacidade de facilitar o diálogo”.A Guarda Revolucionária Iraniana partilhou hoje um mapa com rotas alternativas para a navegação no Estreito de Ormuz, após o presidente norte-americano aceitar o plano apresentado por Teerão e ter-se iniciado um cessar-fogo.Devido à guerra, que começou no passado dia 28 de fevereiro, e "face à presença de diversos tipos de minas antinavio" na zona, a agência Tasnim, ligada ao corpo de elite das forças armadas iranianas, indicou que os navios que transitarem pelo estreito "devem coordenar-se com a CGRI [Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica] e, até nova ordem, utilizar as rotas alternativas para a travessia" por esta via estratégica.De acordo com meios de comunicação social persas, será estabelecida uma rota de entrada e outra de saída: a primeira irá do mar de Omã para norte, até à ilha de Larak, e daí para o Golfo Pérsico, enquanto a segunda seguirá o percurso inverso, ambas de acordo com um mapa que a Tasnim partilhou na plataforma de mensagens Telegram.Após registar quedas drásticas no tráfego de até 97%, após o início da guerra, o movimento no Estreito de Ormuz foi sendo retomado com cautela na quarta-feira, depois de EUA e Irão terem acordado uma trégua de duas semanas que permitirá a "passagem segura" pela via.No entanto, ainda na quarta-feira, Teerão anunciou a interrupção da navegação de petroleiros em resposta aos bombardeamentos surpresa em grande escala que Israel lançou contra o Líbano, informação que foi desmentida pela Casa Branca.Horas antes do acordo, Teerão assegurou que o plano de dez pontos estipula um "protocolo de segurança" para garantir o controlo iraniano desta passagem estratégico, pela qual, antes da guerra, circulavam cerca de 20% das energias fósseis mundiais.A reabertura de Ormuz tem sido uma exigência da comunidade internacional e o principal trunfo estratégico de Teerão na guerra.Lusa.Bom dia,Siga aqui as principais notícias sobre a guerra no Irão, numa altura em que Washington e Teerão se preparam para o regresso à mesa das negociações, após ter sido anunciado um cessar-fogo de duas semanas. .Macron diz que cessar-fogo deve incluir Líbano para ser “credível e duradouro”