Ataque com drones incendeia refinaria de combustíveis em Moscovo. "É uma resposta justa aos ataques russos", diz Zelensky

Ataque com drones incendeia refinaria de combustíveis em Moscovo. "É uma resposta justa aos ataques russos", diz Zelensky

O presidente ucraniano refere que "a Rússia deve ser forçada a pôr fim" à guerra. "E as armas de longo alcance da Ucrânia são um dos componentes importantes desta pressão", defende Zelensky.
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As autoridades ucranianas anunciaram esta terça-feira, 16 de junho, ter atacado uma importante refinaria de combustíveis de Moscovo, que de manhã estava em chamas, segundo entidades locais, embora sem provocar vítimas.

"Desta vez, a região de Moscovo sentiu o alcance das capacidades de longo alcance da Ucrânia", afirmou Volodymyr Zelensky. O presidente ucraniano referiu que este ataque "é uma resposta justa aos ataques russos", mas também "ao prolongamento de uma guerra que tem de terminar".

Zelensky detalhou que a refinaria de petróleo "foi atingida a uma distância de 500 quilómetros", destacando a importância de manter a pressão contra Moscovo, ao mesmo tempo que agradeceu a todas as forças envolvidas no ataque pelo "trabalho eficaz".

"A Rússia deve ser forçada a pôr fim à sua guerra contra o nosso povo. E as armas de longo alcance da Ucrânia são um dos componentes importantes desta pressão", defendeu Zelensky na mensagem que partilhou nas redes sociais, onde publicou um vídeo que mostra a refinaria russa em chamas.

O autarca da capital russa, Sergei Sobyanin, afirmou nas redes sociais que "um dos drones danificou uma instalação na refinaria de Moscovo". "Não há vítimas. Equipas de emergência estão a trabalhar no local", continuou, sem fornecer mais informações.

Segundo a agência de notícias russa Interfax citando autoridades moscovitas, as chamas foram controladas e "não há risco de o fogo se alastrar".

Sobyanin também declarou que foram abatidos nas últimas horas 58 drones lançados pela Ucrânia contra aquela cidade russa, enquanto o ministério da Defesa da Rússia anunciou que foram intercetados 172 drones em várias regiões do país, no mar de Azov, no mar Negro e na península da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014.

“Moscovo sob ataque. Uma refinaria de Moscovo está em chamas”, escrevera antes, também numa plataforma digital, o oficial militar ucraniano Andriy Kovalenko.

Kovalenko publicou um vídeo de um canal russo no Telegram mostrando a infraestrutura atacada em chamas, acrescentando que os danos provocados vão forçar a refinaria a fechar ou, pelo menos, reduzir suas operações.

Ainda segundo a mesma fonte, a refinaria atingida processa aproximadamente 11 milhões de toneladas de petróleo anualmente e fornece quase 40% da procura de gasolina em Moscovo e metade da procura de gasóleo.

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