Todd Blanche (centro) e Kash Patel em conferência de imprensa após a tentativa de assassinato do presidente Trump.
Todd Blanche (centro) e Kash Patel em conferência de imprensa após a tentativa de assassinato do presidente Trump.EPA/WILL OLIVER

"As forças de segurança não falharam", afirma procurador-geral sobre tiroteio no Jantar de Correspondentes

Tanto Todd Blanche como Kash Patel (FBI) elogiam a resposta rápida que evitou uma tragédia maior. Suspeito Cole Allen enfrenta acusações federais enquanto a investigação se estende a vários estados.
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Numa conferência de imprensa realizada esta segunda-feira, o procurador-geral interino, Todd Blanche, defendeu categoricamente a atuação das autoridades durante o tiroteio ocorrido no passado sábado (já madrugada de domingo em Lisboa), no Jantar de Correspondentes da Casa Branca. Blanche assegurou que todos os presentes no evento estão em segurança e em fase de recuperação, sublinhando que o sistema de proteção funcionou como previsto.

"As forças de segurança não falharam", declarou Blanche aos jornalistas, refutando totalmente críticas sobre possíveis fragilidades na segurança do Washington Hilton, o hotel onde decorria o evento.

O procurador-geral explicou que o suspeito, identificado como Cole Tomas Allen, encontrava-se num andar acima do salão de baile, com centenas de agentes federais posicionados entre ele e o presidente Donald Trump. "Investigaremos este assunto exaustivamente. Aplicaremos a lei de forma justa e garantiremos que a responsabilização seja rápida e certa", acrescentou, antes de detalhar as acusações formais contra Allen.

Todd Blanche (centro) e Kash Patel em conferência de imprensa após a tentativa de assassinato do presidente Trump.
Vídeo mostra atirador a correr pelo meio dos seguranças

Resposta rápida evitou o pior

Já o diretor do FBI, Kash Patel, que também estava presente no jantar, admitiu que este incidente lhe "bate de forma um pouco diferente", uma vez que o testemunhou de perto.

Patel louvou o trabalho conjunto da polícia local, do Serviço Secreto e do Departamento de Segurança Interna (DHS).

"Eles fizeram exatamente o que foram treinados para fazer: impediram que um ataque massivo se tornasse ainda pior", afirmou o diretor do FBI.

Patel revelou ainda que a investigação já ultrapassou as fronteiras da capital, com buscas autorizadas pelo tribunal a decorrerem na Califórnia — estado de naturalidade e residência de Allen — e em Connecticut, além de Washington, D.C.

Os invólucros das balas recolhidos no local, juntamente com as armas apreendidas, já foram enviados para os laboratórios do FBI em Quantico, Virgínia, para análise imediata.

Todd Blanche (centro) e Kash Patel em conferência de imprensa após a tentativa de assassinato do presidente Trump.
Quem é Cole Tomas Allen, suspeito do tiroteio em Washington?

Detalhes sobre o suspeito

Apesar da gravidade da tentativa de ataque, os ferimentos sofridos pelo suspeito foram "ligeiros", afirmam as autoridades. Embora o depoimento inicial indicasse que Cole Allen teria caído após um agente disparar contra ele, a procuradora de D.C., Jeanine Pirro, esclareceu esta segunda-feira que o indivíduo não sofreu ferimentos graves, apresentando apenas "uma espécie de esfoladela no joelho".

Blanche, por sua vez, reforçou que os agentes do Serviço Secreto agiram com prontidão ao imobilizar e deter o suspeito assim que este tentou ultrapassar o perímetro de segurança com armas de fogo.

A investigação continua em curso para determinar as motivações exatas por detrás do atentado planeado.

Allen está para já acusado de tentativa de homicídio do presidente Donald Trump mas o procurador-geral já deixou claro que mais acusações formais serão proferidas nos próximos dias.

Todd Blanche (centro) e Kash Patel em conferência de imprensa após a tentativa de assassinato do presidente Trump.
Suspeito de atentado formalmente acusado de tentativa de homicídio de Donald Trump

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