Aliados de Putin reunidos. Lukashenko e Kim Jong-un encontram-se na Coreia do Norte
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Aliados de Putin reunidos. Lukashenko e Kim Jong-un encontram-se na Coreia do Norte

Presidente bielorrusso foi recebido com uma passadeira vermelha em Pyongyang.
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O presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko, iniciou esta quarta-feira, 25 de março, a sua primeira visita à Coreia do Norte para conversações de consolidação dos laços entre dois aliados próximos de Vladimir Putin, da Rússia.

Lukashenko foi recebido com uma passadeira vermelha em Pyongyang, onde foi saudado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros de Kim e por dezenas de crianças com bandeiras de ambos os países.

Mais tarde, o presidente da Bielorrússia encontrou-se com Kim Jong-un. Lukashenko prestou ainda a sua homenagem no Palácio do Sol de Kumsusan, um mausoléu onde estão expostos os corpos preservados dos antigos governantes Kim Il Sung e Kim Jong Il - avô e pai do atual líder.

A viagem de Lukashenko à Coreia do Norte acontece apenas seis dias depois de se ter reunido com o enviado de Trump, John Coale, e de ter anunciado a libertação de mais 250 detidos. O lado americano afirmou que Lukashenko poderá visitar a Casa Branca em breve.

Entretanto, o líder norte-coreano, Kim Jong-un, demonstrou a "vontade inabalável" de apoiar a Rússia, numa carta de agradecimento dirigida ao homólogo russo, Vladimir Putin, segundo informou esta quarta-feira a agência de notícias oficial da Coreia do Norte.

"Pyongyang estará sempre ao lado de Moscovo. É a nossa escolha e a nossa vontade inabalável", declarou Kim na carta enviada na terça-feira.

Os dois países celebraram em 2024 um acordo de defesa mútua, após a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, e Pyongyang enviou tropas terrestres e sistemas de armas para apoiar Moscovo.

O país isolado, empobrecido e muito vulnerável a catástrofes naturais, recebe em troca ajuda financeira, alimentos e energia, além de tecnologias militares, de acordo com analistas.

"Atualmente, a RPDC [República Popular Democrática da Coreia] e a Rússia cooperam estreitamente para defender a soberania de ambos os países", salientou Kim, referindo-se à Coreia do Norte pelo nome oficial do país.

Os serviços de inteligência sul-coreanos e ocidentais estimam que a Coreia do Norte enviou milhares de soldados para a Rússia, principalmente para a região de Kursk, bem como granadas, mísseis e sistemas de foguetes de longo alcance.

De acordo com Seul, pelo menos dois mil soldados norte-coreanos foram mortos e milhares de outros ficaram feridos durante este conflito.

Na carta, Kim Jong-un agradeceu ainda ao Kremlin que o felicitou pela reeleição, no domingo, para a presidência dos Assuntos de Estado, o cargo mais alto do poder na Coreia do Norte.

"Expresso os meus sinceros agradecimentos por me terem enviado as vossas calorosas e sinceras felicitações por ocasião da minha retoma das pesadas responsabilidades de presidente dos Assuntos de Estado", declarou.

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