Exclusivo "Chocou-me este coro unânime na morte de Eduardo Lourenço"

Oito meses após ter publicado O Olhar do Outro, uma visão sobre Portugal de visitantes estrangeiros a partir do século XVIII, Maria Filomena Mónica lança agora O Meu País, a sua opinião sobre a "nação", em contraponto com a de figuras nacionais que nos têm pensado. Dois livros gémeos.

O Meu País não é resultado do confinamento devido à pandemia, garante a investigadora Maria Filomena Mónica. Explica as razões deste livro gémeo do anterior numa entrevista em que se a ouviu rir mais do que é habitual e em que se lhe escutaram sucessivas referências a Eça de Queiroz como lhe são normais: "Não tem que ver com o confinamento e até começou a ser escrito antes de O Olhar do Outro. A minha intenção era escrever um livro sobre o que é ser português e a relação com a pátria. Então, comecei a ler uns vinte livros de autores portugueses, mas eram tão maus que nem valia a pena perder tempo com eles. Estou farta do Boaventura Sousa Santos, do Eduardo Lourenço e do José Gil, mesmo que entre os lidos fossem dos melhores, e deu-me para os atacar em vez de ao peixe miúdo. Então, optei por ir ver o que diziam os que passaram por cá e como nos olharam."

O método de trabalho foi diferente deste livro gémeo: "Naquele, decidi pegar em frases e colocá-las fora do contexto de onde estão, e da cabeça do autor, e ver o que dizem sobre Portugal. O que me deu muito trabalho e despesa, pois acho que comprei uns duzentos livros e pela certa gastei mais dinheiro do que receberei em direitos de autor. Queria ler as biografias sobre esses visitantes e tentar ver de que forma enviesavam o que tinham escrito sobre Portugal. O Olhar do Outro era para sair depois deste, mas como não fui capaz de avançar mudei a ordem em que os fiz."

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