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Opinião

Novas lanchas da GNR: polémica em tons de Guerra-Fria

Poucos temas despertam tanta emoção em Portugal como a nossa relação com o mar. Somos um país da frente marítima da Europa e foi através dos oceanos que edificamos um império, tendo as navegações dos portugueses sido determinantes para a afirmação do continente europeu no mundo. Fomos pioneiros da globalização, centrada no comércio de especiarias do extremo oriente, escravos do continente africano e açúcar do Brasil. A superioridade tecnológica na construção naval e o controlo dos estreitos de Malaca, Ormuz e Bab-el-Mandeb garantiram-nos o domínio do oceano Índico durante um século e definimos as bases da estratégia marítima. Fomos precursores e defensores do mare clausum e do direito de passagem inofensiva de embarcações num mar que dividimos com a Espanha em partes iguais no Tratado de Tordesilhas, legitimados pela autoridade internacional da época - o Vaticano.

Chef e gastrónomo Nuno Diniz

Louvados cozidos e todo o seu séquito de carnes

Chef e gastrónomo, Nuno Diniz fez-se andarilho de encontros com comeres preservados pelo sal, fumo, gordura e açúcar. Catorze anos de caminhos acomodaram em livro mais de cem enchidos e fumeiros nacionais. Elenco que encontra pouso nos cozidos da mesa nacional. Subtraiam-lhes, contudo, a menção à portuguesa, por não lhes reter toda a originalidade que abrigam, refere o também professor na Escola de Hotelaria e Turismo e Lisboa.

Paulo Baldaia

Assumir a culpa com desculpas esfarrapadas

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, iniciou o mês de novembro querendo assumir a culpa pelo que a Direção-Geral da Saúde e o Governo fizeram mal. O primeiro-ministro, António Costa, não chegou a agradecer, mas fechou a semana a assumir que a culpa da má comunicação é dele. A minha experiência diz-me que não se trata de humildade democrática, postura na vida que resiste ao teste do algodão quando se trata de pedir desculpa pela culpa que se sabe ter. Alguém ouviu Marcelo ou Costa pedirem desculpa?