Jesus

Anselmo Borges

O sentido da vida. 4. A morte e a esperança

1 A morte é o choque mortal com o sentido. Ela é a barreira inultrapassável, definitiva. Significativamente, os antropólogos são unânimes em reconhecer na sepultura, portanto, na consciência da morte e na procura de transcendê-la, o sinal decisivo, indesmentível, de que, na história gigantesca da evolução, estamos em presença do ser humano, de alguém, da pessoa. Essa consciência é sempre acompanhada da religião e, de um modo ou outro, da filosofia, como reconhece a história, de Platão - a filosofia é "o exercício de morrer e estar morto" - a Schopenhauer, que via na morte a "musa da filosofia", ou Martin Heidegger.

Natal

Antes do Pai Natal, havia as cartas ao Menino Jesus

Para os portugueses com mais de 45 anos, o Pai Natal é um estrangeirismo tardio. Até meados dos anos 1980, Portugal era um dos países europeus em que os pedidos natalícios das crianças eram dirigidos ao Menino Jesus. Punha-se a meia ou o sapatinho na chaminé (ou sob a árvore de Natal) e esperava-se até à manhã seguinte pela generosidade da criança nascida na manjedoura de Belém.