BEI Portugal. "Há aqui muito potencial na área da defesa, se surgirem projetos elegíveis, vamos avaliá-los"
João Fonseca Santos é chefe da representação do Banco Europeu de Investimento (BEI) em Portugal desde 2023. Entrou na instituição em 2014, antes disso, desde 2008, foi gestor de private equity e corporate finance, também em Portugal. É formado em Finanças e Gestão pela Universidade Nova de Lisboa (Nova SBE).
Nesta entrevista fala sobre a já longa relação do BEI e do grupo (onde se inclui o Fundo Europeu de Investimento) com a economia portuguesa.
Há meio século, em 1976, a instituição concedeu o seu primeiro empréstimo, para construir a Central Termoelétrica de Setúbal. Até hoje, o Grupo BEI já concedeu mais de 70 mil milhões de euros em financiamento à economia, num total superior a mil projetos diferentes.
Está em praticamente todas as áreas da economia, com destaque para energias renováveis, inovação, transportes, ambiente e apoio a pequenas e médias empresas (PME).
O BEI é, tradicionalmente, um banco grossista, endivida-se a taxas de juro muito baixas (tem um rating máximo de AAA), e depois canaliza esse dinheiro através dos bancos comerciais, os seus parceiros, que financiam diretamente as empresas, mas há projetos em que, dada a grande dimensão, a instituição europeia sediada no Luxemburgo concede financiamento de forma direta.
O gestor admite que em épocas de maior pressão nos juros, como nas crises passadas, o BEI foi muito requisitado por ser mais barato face ao que eram os preços de mercado oferecidos a Portugal. Vê nas áreas de computação, cibersegurança e defesa grande potencial de crescimento.
O grupo BEI marca oficialmente os 50 anos em Portugal numa conferência no Ministério das Finanças, na terça-feira 27 de outubro, que contará com a presença da presidente da instituição, Nadia Calviño, do antigo presidente da Comissão Europeia, José Durão Barroso, e do Presidente da República, António José Seguro.
O Grupo BEI faz este ano 50 anos em Portugal. Pode resumir meio século de forma breve?
É relativamente simples: viemos para apoiar projetos com impacto na vida das pessoas.
Por exemplo?
Viemos para aqui [para a sede do BEI, na Avenida da Liberdade, em Lisboa] no Metropolitano, uma infraestrutura de transportes e mobilidade tipicamente financiada pelo BEI. Temos um histórico grande. Falo, por exemplo, do Metropolitano de Lisboa, do Metro do Porto, da Ponte Vasco da Gama, todas obras emblemáticas na atividade do BEI em Portugal, para as quais contribuímos com financiamento. E, no setor da água e do saneamento básico, o BEI é talvez um dos maiores financiadores internacionais, senão o maior, em Portugal. Ao longo de todos estes anos, ajudámos a que a água potável chegasse a casa das pessoas neste país.
Acha que os portugueses sabem o que é o BEI?
Não somos um banco tão conhecido porque não temos balcões, não temos redes comerciais, mas trabalhamos muito com os bancos comerciais locais. Nesse sentido, temos impacto na vida das pessoas e contamos com uma atividade já considerável. Não gosto muito de falar dos milhares de milhões de financiamento, mas o Grupo investiu, através do BEI e do Fundo Europeu de Investimento, que é uma subsidiária, em mais de 1000 projetos ao longo deste tempo. O BEI conta com cerca de 520; o FEI, que tem muitas operações com os bancos comerciais para apoiar as PME, soma mais 500.
Quanto nestes 50 anos?
São 70 mil milhões de euros de financiamento do Grupo BEI em Portugal desde 1976. A atividade do BEI começa nesse ano, o ano da Constituição da República Portuguesa. Foi quando abrimos aqui o escritório no país.
Qual foi o primeiro projeto?
Uma central de produção de energia em Setúbal e, logo depois, umas linhas complementares de apoio às PME.
O BEI entra em projetos de investimento, completando o financiamento total. Ao todo, quanto foi mobilizado nos projetos em que participaram?
Vou-lhe dar o exemplo de 2025. Acho que espelha bem esta relação. Somos um banco de políticas públicas e o nosso objetivo é precisamente estar em sintonia com os objetivos das políticas europeias e das políticas nacionais. Estamos aqui para mobilizar capital. Ou seja, não é para financiar os projetos na totalidade. Queremos que um euro investido pelo BEI consiga trazer outros investidores, outros financiadores, para a mesma operação. Nós normalmente só financiamos até metade do investimento elegível do projeto. É o máximo.
Sem exceção?
Há algumas áreas específicas em que podemos fazer um pouco mais, sim. Mas, em média, se olharmos para os nossos números, dá cerca de um terço. Depois há áreas que às vezes precisam de mais apoio, nomeadamente o caso das energias renováveis. Aqui, avaliamos e podemos ir, no caso de projetos de eficiência energética, até 65%. Mas a nossa base de partida é até 50%.
Mas o que lhe perguntava é a relação entre o vosso financiamento e o investimento total gerado.
Por exemplo, em 2025, nós tivemos um ano muito positivo em Portugal. Financiámos três mil milhões de euros e mobilizámos cerca de 12 mil milhões de euros em investimento total associado, quase 4% do Produto Interno Bruto (PIB) da economia portuguesa.
Atualmente, está a ser negociado o novo Quadro Financeiro Plurianual, o envelope da União Europeia para os fundos europeus de 2028 a 2034. Temem-se cortes em certas áreas, por exemplo. Como o BEI se articula profundamente com estes fundos, o que esperar da vossa atividade? Podem compensar eventuais cortes no quadro de apoios, se estes existirem?
Vamos por partes. O BEI tem um modelo de negócio bastante consistente. Pertence aos 27 Estados-Membros, os nossos acionistas, e a maior parte do dinheiro que captamos é obtida nos mercados de capitais. Ou seja, o BEI, como banco tradicional, vai emitir em mercado aberto e tem uma gestão prudente do risco, na forma como gere e protege o balanço.
Têm um rating AAA, o máximo possível. O risco da vossa dívida é quase zero.
Sim, e a notação financeira AAA permite-nos emitir em mercado com condições vantajosas e depois emprestar com condições vantajosas também, em financiamentos de médio e longo prazo, aos diferentes parceiros com quem trabalhamos. Este modelo é um modelo autossustentável. Além disso, temos uma componente da nossa atividade que é parcialmente coberta por uma garantia, por um instrumento financeiro. Neste caso, estamos agora em implementação do InvestEU, que é uma garantia do quadro comunitário que nos permite também fazer mais e tomar mais risco naqueles projetos que são mais importantes também para os nossos objetivos comuns ao nível da União Europeia e dos diferentes Estados-Membros.
Atualmente, a dívida europeia e de alguns países voltou a ficar sob os holofotes. As taxas de juro soberanas têm subido. Se houver mais travões à dívida, isso pode ter efeito na vossa atividade? Vão emprestar mais?
A nossa atuação no mercado muitas vezes é contracíclica. O BEI empresta e não utiliza subsidiação a fundo perdido, como os fundos comunitários e, sim, isso encontra-se classificado como dívida. Mas a nossa vantagem é que financiamos tradicionalmente por toda a vida útil dos ativos em que estamos a investir. Por isso, damos prazos longos e temos condições financeiras muito vantajosas, sobretudo nos prazos mais alargados. A dívida do BEI é equilibrada nos calendários e muito sustentável para quem a toma, nomeadamente ao nível dos soberanos.
No caso de Portugal, durante a última crise e os anos do ajustamento, o BEI chegou a financiar projetos do país muito abaixo do custo que era aplicado à República. Há mais procura ou interesse no vosso financiamento quando os tempos estão mais complicados?
Como disse, temos uma atividade também contracíclica. Ou seja, cabe a um banco de políticas públicas ter um papel mais importante quando somos chamados a fazê-lo. Falou do caso do tempo do ajustamento, que foram sobretudo anos em que havia pouca liquidez no mercado. A minha resposta é: sim, os empréstimos do BEI trouxeram liquidez, por exemplo, através do nosso financiamento a linhas bancárias para as PME. O nosso modelo tradicional funcionou perfeitamente: o BEI empresta a um banco e o banco empresta a uma PME a uma taxa mais baixa porque foi buscar o financiamento ao BEI a uma taxa mais competitiva. Por isso, é um modelo com o qual nós trabalhamos muito há muitos anos nas diferentes geografias.
Também foram contracíclicos na pandemia?
É outro grande exemplo. Na altura da Covid, tivemos um ano muito positivo na nossa atividade financeira. Veja: em 2025, crescemos até um financiamento total de três mil milhões de euros à economia portuguesa, mas naquela situação de emergência da pandemia atingimos cinco mil milhões de euros. Foi o efeito contracíclico do BEI. Trabalhámos muito com os bancos nacionais, através não apenas de liquidez, mas também de garantias e, através dos bancos, reduzimos o custo de financiamento para as empresas, sobretudo as PME. Como referi, o Grupo BEI é constituído pelo Banco Europeu de Investimento e tem uma participação maioritária no Fundo Europeu de Investimento. Com as duas entidades em conjunto, conseguimos cobrir todas as áreas de atividade, desde os diferentes estágios de maturidade dos projetos e das empresas.
Disse que o vosso modelo tradicional é financiar através da banca comercial, mas o BEI também entra diretamente como parceiro de negócio, certo?
Sim, por exemplo, no caso da alta velocidade ferroviária, entramos diretamente. É a nossa outra frente de financiamento, a que chamamos project finance. É o modelo que seguimos nas infraestruturas, nas energias, mas aí naquela lógica de serem parcerias público-privadas (PPP), em que tem de se combinar InvestEU, garantias, instrumentos financeiros do quadro plurianual no âmbito da implementação do BEI.
Para conseguirem mobilizar mais dinheiro?
Sim, penso que a alta velocidade foi, até agora, o maior financiamento ao abrigo do InvestEU do BEI a nível europeu. Acaba por ser ilustrativo de como é que, conjugando uma garantia europeia com financiamento de uma instituição como o BEI, conseguimos também mobilizar tantos parceiros para financiar as primeiras tranches da PPP, que acabam por ser investimentos de grande dimensão.
Quanto é o vosso valor no TGV?
Cerca de três mil milhões de euros é a aprovação global que temos neste momento. O nosso financiamento específico para a primeira PPP foi de 885 milhões de euros.
As linhas das PME ainda são o vosso negócio principal?
Depende. Na altura da Covid, o volume foi de quase quatro mil milhões de euros só em garantias, por exemplo. Hoje em dia é uma atividade recorrente. Há anos em que as PME representam quase 50% da atividade do BEI em Portugal. Há outros anos em que representam menos. Acaba por ser também cíclico e varia consoante as necessidades da economia.
O vosso financiamento esgota? Ou seja, há procura que fica por responder?
Não temos mandatos fechados. Portanto, vamos atuando à medida das necessidades que os bancos sentem junto do mercado. Não é como os quadros europeus e os subsídios, que lançam os programas e depois têm que se executar e depois acabam. Os bancos avaliam consoante as necessidades, o que também nos permite ser mais ágeis. Quando é preciso fazer mais de determinada forma para apoiarmos a economia, fazêmo-lo. Quando foi a Covid, foram mais garantias e depois voltámos à atividade normal.
E hoje, qual o segmento mais dinâmico?
No caso de Portugal, estamos a sentir mais necessidade de financiamento para infraestruturas.
No ano passado, o financiamento do Grupo BEI aumentou 43%, para três mil milhões de euros. E em 2026?
Não lhe consigo dizer ainda, mas estamos com perspetivas positivas. Temos bastantes projetos já em carteira, em pipeline, muitos já aprovados e outros que continuam. Como já falámos, o BEI não só mobiliza capital privado, mas também fundos europeus e apoia a sua execução. Por exemplo, aprovámos 1000 milhões de euros para o apoio à reabilitação do parque de escolas públicas em Portugal, mas desse programa assinámos uma primeira tranche de 300 milhões de euros, salvo erro. Ou seja, nos próximos três, quatro anos poderão ser assinados mais contratos, mais tranches, até perfazermos os 1000 milhões aprovados, em linha com as necessidades de execução da República. Na habitação é parecido. O BEI tem uma mobilização de fundos para habitação, especialmente em Portugal, bastante elevada. É um projeto também que nos é muito próximo e nós temos dois grandes programas, num total de 2,84 mil milhões de euros para os próximos anos para Portugal, para a habitação social e a habitação acessível, e que complementa, neste caso, os programas do PRR, entre outras políticas públicas nacionais para o efeito.
Há novas grandes prioridades em Portugal e na Europa, como a área da defesa e da segurança. Foram chamados, já debateram isso com entidades portuguesas?
O BEI, a nível global e na Europa, definiu a segurança e defesa, já em 2024, como uma das suas áreas estratégicas e, desde então, estamos focados no apoio a projetos muitas vezes de duplo uso. Ou seja, projetos que têm uma utilização também civil e não só para fins militares ou de defesa. Até 2024, havia o limite de 50% do projeto ter de ser para fins civis, mas essa restrição foi levantada.
Pode servir para financiar um aeroporto, por exemplo?
Sim, componentes de um aeroporto ou de um porto, por exemplo. Na Dinamarca, há um projeto que financiámos e está no nosso site, em que os navios da NATO faziam alguns exercícios. Mas este modelo também se pode aplicar ao nível do setor da aeronáutica, da indústria aeroespacial, dos satélites, todas tecnologias que têm uma utilização de duplo uso. A própria cibersegurança e a área das tecnologias também podem ser elegíveis, porque pode haver utilização considerada de duplo uso. Há várias áreas que são interessantes para os diferentes países, não só na inovação de ponta. Também podem ser relevantes para as cadeias tradicionais.
Como assim?
Por exemplo, as PME em Portugal. Sendo um país de PME, com ótimas empresas de menor dimensão que fornecem, por exemplo, o setor automóvel, o setor aeronáutico e o setor aeroespacial, neste novo contexto, todas essas cadeias de valor também podem ser apoiadas ao abrigo dos nossos objetivos. Por isso, em Portugal, temos muito por onde apoiar e daí não apenas vermos a questão da utilização pura e simplesmente militar. Há aqui muito potencial na área da defesa, se surgirem projetos elegíveis, nós vamos avaliá-los como fazemos com os outros.
A prioridade da defesa aumenta a atividade do BEI?
O BEI, ao nível global, já aumentou muito a sua participação na área da defesa. O ano passado também foi um ano não só bastante importante para Portugal, mas também para o BEI a nível global. Nós atingimos pela primeira vez os 100 mil milhões de euros, com o peso do setor da defesa a subir de 1,2 ou 1,3 mil milhões para quatro mil milhões de euros. Mas também aumentámos em todas as outras áreas tradicionais, a parte da sustentabilidade ambiental, a parte da coesão, a parte das infraestruturas sociais, que também mantiveram um peso bastante forte no mix de financiamento do BEI.
O vosso financiamento oferece condições vantajosas de forma transversal ou há alguma diferenciação consoante áreas ou setores?
Depende.
Há vários níveis de risco assumidos?
Sim, exatamente. Ou seja, financiamos como um banco, aí podemos dizer que o nosso modelo é parecido com o de um banco tradicional. Ou seja, o BEI incorpora na sua análise a componente de risco de cada mutuário. Financiar, por exemplo, ao melhor risco que temos, que é o da República, é diferente de financiar uma empresa de menor dimensão. Como qualquer banco tradicional, que segue um modelo de risco e de alocação de capital e de recursos para diferentes projetos e, com isso, cobra um preço diferente, uma taxa de juro diferente, com base na avaliação que fazemos. Nós somos parecidos.
Financiar PME é mais arriscado do que um projeto em project finance, como a alta velocidade?
Como dizemos sempre, depende sempre dos prazos e do tipo de financiamento que estamos a fazer. Mas não lhe consigo dizer, comparando, porque, aliás, nós não financiamos uma única PME. Nós financiamos portefólios que por si já são diversificados e têm maturidades diferentes. Mas dando um exemplo: um projeto de habitação tem um prazo bastante longo. Estamos a financiar ativos, como casas, etc., que duram bastante tempo, enquanto os financiamentos, muitas vezes, às PME, ou os portefólios financiados através dos bancos, têm uma maturidade mais curta. Por isso, pode variar muito.
Pergunto novamente. Estamos novamente numa fase de maior pressão nos mercados globais, nas taxas de juro da dívida. O BEI pode ser mais protagonista, uma alternativa mais barata a esse endividamento de mercado?
Sim. Pode haver mais procura pelo financiamento do BEI. E tem sido assim. Nós temos sempre mantido em Portugal uma atividade próxima, digamos, entre os 1,7 e os dois mil milhões de euros e já depois do ano da pandemia Covid, em que chegámos àquele valor muito alto de três mil milhões de euros. Havia medidas de emergência para financiar, era preciso liquidez naquela altura para as PME se aguentarem e muitas delas manterem os postos de trabalho. Respondemos com um produto específico para aquela necessidade. O grupo tem, através das duas instituições, BEI e FEI, agilidade para conseguir rapidamente, e porque estamos a falar de poucos meses, apoiar logo as prioridades necessárias na altura, até os pacotes que depois vêm das grandes ajudas também demoram o seu tempo.
Em 2027 e em diante, além do que referiu que está a andar, além da eventual resposta à prioridade na defesa, que outros setores podem vir a impulsionar mais a vossa atividade?
As áreas em que apostámos nos últimos anos, seguramente. Aliás, aprovámo-las também com esse intuito e por isso é que temos o conforto de que estamos com uma base sólida para continuar a trabalhar nos próximos anos, porque temos ali ainda muitos volumes de financiamento para assinar em áreas muito importantes, como habitação, educação, a parte das infraestruturas públicas. Além disso é prioridade do BEI apoiar a ação climática, a sustentabilidade ambiental e a inovação. São áreas muito importantes para nós, sejam elas feitas pelo setor público ou pelo setor privado.
O que estão a fazer no ambiente e na inovação?
No ambiente, e totalmente ligado à inovação, trabalhamos para tornar as redes energéticas mais resilientes e mais modernas, a eficiência energética e a mobilidade. Quando financiamos um projeto de transporte eletrificado, também estamos a contribuir para a sustentabilidade ambiental. E tentamos casar o nosso contributos com programas europeus de apoio a scale-ups e as start-ups, ajudando estes inovadores a fazerem o seu caminho de financiamento na União Europeia. Ao abrigo do TechEU e do programa ETCI - European Tech Champions Initiative, procuramos atuar nesse segmento que é tão importante para as nossas empresas muito inovadoras, mas que atingem uma dimensão crítica e que, portanto, precisam de se financiar na Europa e nos seus mercados de capitais para continuarem a crescer.
E na alta tecnologia, na grande computação? Em Portugal há vários projetos de dimensão significativa, uns que já estão a andar, outros que estão a ser pensados. Estão envolvidos nalgum deles?
Nos centros de dados, estamos muitas vezes envolvidos de forma intermediada. Ou seja, é como o nosso modelo de trabalho através dos bancos nacionais nas áreas que referi das scale-ups e das start-ups, por exemplo. Neste caso, o FEI investe nos fundos de venture capital e private equity nacionais e eles depois é que fazem a alocação às empresas em que vão investir. Nós escolhemos os fundos nacionais, lembro-me agora de alguns nomes como Indico, Armilar, Faber, depois estes fazem o resto. A área de deep tech, de inteligência artificial, de inovação, é muito importante para nós. É uma das nossas mais relevantes prioridades estratégicas. Depois, é uma questão de o pipeline aparecer.
