James Rodríguez passa testemunho a Luis Díaz.
James Rodríguez passa testemunho a Luis Díaz.FIFA

James, o menino de ouro, entrega consulado cafetero a Luis Díaz

Colômbia é adversária de Portugal no Grupo K e continua a ter uma enorme falange de jogadores conhecidos em solo lusitano. Extremo do Bayern é um dos jogadores do ano.
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A Colômbia terá nos Estados Unidos, México e Canadá a sexta presença em Mundiais. Em 1962, 1994 e 1998 não passou da fase de grupos, em 1990 chegara aos oitavos, mas não há memória mais bonita do que os quartos de final de 2014. E nesse certame um jogador esteve acima dos demais. Pelos golos de belo efeito, pelos seis tentos, por marcar em todos os jogos e pelo estatuto de goleador da prova, James Rodríguez foi o solista da Colômbia de Jackson Martínez, de Cuadrado, Ospina ou outros elementos que ficaram conhecidos em Portugal como Quintero, Arias, Téo Gutiérrez ou Guarín. Valeu, portanto, o estatuto de fenómeno da competição e a mudança para o Real Madrid por 75 milhões de euros, já depois de o Mónaco o ter contratado ao FC Porto por 45 M€.

James foi sempre o menino de ouro dos cafeteros, o 'cara de bebé', como lhe chamam. Há hoje um prenúncio de adeus à seleção, pelo menos às grandes provas, apesar dos seus 34 anos. Que o próprio ainda não assume. Desde 2020 anda de clube em clube e no Minnesota United acumulou oito jogos, depois de 17 pelo León. Não é de caras titular, apesar do pedido encarecido dos adeptos que o viram ser magnânimo. Aquela Colômbia de 2014 deixou-se encantar e depois dos oitavos de final de 2018 não se qualificou em 2022 apesar do terceiro lugar na Copa América desse ano. Isso levou a um profundo choque no país que se afirmava no futebol mundial.

Os particulares perdidos com Croácia e França em 2026 mostram a ambição de Néstor Lorenzo, treinador argentino contratado em 2022, que já levou a Colômbia à final (perdida) da Copa América de 2024 e a uma qualificação que nunca pareceu em perigo, apesar de ficar decidido o terceiro lugar apenas na última jornada. O plano é bater-se com os melhores e a Colômbia é clara candidata a passar, ao lado de Portugal, no Grupo K.

Experiência não falta ao elenco, mas muitos, diga-se, preparam a despedida. Ospina, aos 37 anos, é um dos guarda-redes, Arias, ex-jogador do Sporting, tem 34 anos, Mina 31, Quintero, ex-FC Porto, 33, Córdoba, no ataque, 33. Na defesa, destaque para Davinson Sánchez e Lucumí, importantes no Galatasaray e Bolonha, respetivamente. Jefferson Lerma, no meio-campo, parece ser indiscutível face ao que faz no Crystal Palace. Richard Ríos, do Benfica, ainda não convenceu totalmente em Portugal, mas tem sido regular opção na Colômbia, até pela capacidade física e trabalho ao longo de todo o campo. Entregar um duplo pivô combativo é forma de garantir que haja um número 10 mais solto, ou seja, Quintero e James Rodríguez com essa mesma vaga por preencher.

No entanto, a Colômbia fará a devida passagem de testemunho. James não será o solista e Luis Díaz herdará o protagonismo. Destacou-se no FC Porto com 41 golos em dois anos e meio, fez igual maquia no Liverpool em três anos e meio e entrou arrasador no Bayern. Na época de estreia, além dos títulos coletivos, soma 26 golos e 19 assistências. A bola será direcionada para a esquerda. No restante ataque há mais dúvidas. Córdoba, do Krasnodar, e Arias, do Palmeiras, têm parecenças. Na frente, Cucho Hernández fez 15 golos pelo Bétis, Luis Suárez 38 pelo Sporting, já depois dos 31 feitos pelo Almería. São apostas recentes: Cucho tem sete jogos, Suárez dez pela seleção.

A Colômbia arranca com o Uzbequistão no dia 18, enfrenta a RD Congo no dia 24 e Portugal no dia 28. Os clubes portugueses, especialmente o FC Porto, estão há 20 anos muito atentos ao mercado colombiano. Curiosamente, porém, nunca a seleção nacional defrontou os cafeteros. Semelhante situação para os restantes adversários do Grupo K.

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