O Paraguai recuperou de uma situação difícil no apuramento.
O Paraguai recuperou de uma situação difícil no apuramento.FIFA

Alfaro fez milagres para levar o Paraguai ao Mundial 16 anos depois

Treinador assumiu seleção quando o apuramento estava difícil. Vitórias contra Brasil e Argentina deram confiança. Enciso é um dos poucos virtuosos na luta contra EUA, Turquia e Austrália no Grupo D.
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O Paraguai sabia que a Conmebol teria um incremento de vagas para o Mundial de 2026 dado o alargamento a 48 equipas e que a sexta vaga direta poderia ser um passaporte para o regresso ao certame, porém o arranque da qualificação só teve cinco pontos em 18 possíveis. A entrada de Gustavo Alfaro para o lugar de Daniel Garnero teve impactos imediatos e o técnico que comandara o Equador no Mundial 2022 empatou fora com Uruguai e venceu depois o Brasil. Empatou com o Equador fora e bateu a Venezuela, estonteando a opinião pública ao ganhar por 2-1 à campeã mundial, Argentina, antes do empate em La Paz, com a Bolívia. A capacidade de trancar a baliza, especialmente em jogos fora, potenciou o Paraguai que, na qualificação, a partir da sua entrada, só seria batido uma vez.

O técnico argentino já tinha conquistado dois campeonatos locais. Ficou conhecido por ter comandado, por longa data, o Arsenal de Sarandí, chegando ao Boca Juniors, onde resistiu época e meia. De 2020 a 2022 esteve no Equador, ficando-se pela fase de grupos por só vencer o Qatar, rumando depois à Costa Rica.

A nona participação paraguaia marca um regresso 16 anos depois, isto tendo alcançado quatro qualificações seguidas desde o final do século XX (1998 a 2010). Essa geração destacou-se, para os benfiquistas Óscar Cardozo foi figura notável, e a Alvirrubra em 2010 conseguiria o melhor desempenho de sempre. Empatou com a Nova Zelândia, com a Itália e ganhou à Eslováquia. Nos oitavos de final, em Pretória, saiu em vantagem nos penáltis diante do Japão. Cardozo desperdiçou um penálti em 2010 contra a Espanha e a seleção, na altura comandada por Gerardo Martino, foi eliminada pela que viria a ser campeã do mundo com um golo de David Villa já na parte final do encontro.

Olhando para a formação atual, faltam claros protagonistas. Julio Enciso joga no Estrasburgo, fez três assistências há menos de uma semana contra o Mónaco e acumulou 12 golos e 11 passes para celebrações. Tanto pode jogar pelos corredores como referência atacante.

Antonio Sanabria, que marcou quatro golos na qualificação, é peça titular, mas aos 30 anos teve uma época com apenas um golo na Cremonese. Miguel Almirón vai com dez jogos no Atlanta United, em 2025 somou 33 e seis golos. Aos 31 anos tem 73 internacionalizações e assume várias bolas paradas da equipa. Tem sido mais vezes utilizado como número 10, com Diego Gomez, do Brighton, e Villasanti, do Grêmio, nas duas posições de meio-campo mais recuadas.

Com 68 jogos, a experiência do defesa Junior Alonso, atualmente no Atlético Mineiro, é substantiva. O lateral esquerdo jovem Diego León estará nos eleitos e é jogador do Manchester United, embora alinhe nos sub-21. É conhecido pela capacidade de dar propensão à ala.

Num grupo D muito aberto, o Paraguai não parte com a mesma dose de confiança de 2010. Entra a 13 de junho contra o anfitrião EUA, joga a 20 com a Turquia e a 26 com a Austrália.

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