A seleção de Marrocos avança para a terceira presença consecutiva no Mundial, uma sequência inédita, e já não passa despercebida a ninguém. O quarto lugar em 2022 espantou o mundo, tornando-se a primeira seleção africana a integrar uma meia-final do grande certame, fase em que foi derrotada pela França. Depois de eliminar Espanha nos oitavos de final e Portugal nos quartos de final, Regragui chegou à final da Taça Africana das Nações em 2025, título que perdeu perante o Senegal.A 100 dias do Mundial, confirmou-se a surpreendente saída do técnico dos Leões do Atlas e Mohamed Ouahbi foi o escolhido para a sucessão. Nascido na Bélgica, com 49 anos, Ouahbi ganhou por Marrocos o Campeonato do Mundo de sub-20 em 2025. A aposta é clara: trazer jovens para o elenco principal e convencer muitos jovens, descendentes de marroquinos, a privilegiar a entrada na seleção. Foram já seis, desde março, a escolher o país em detrimento de outros. Na lista divulgada na quinta-feira, estranhou-se inicialmente a não inclusão de Brahim Díaz, jogador do Real Madrid. No entanto, a lista final ainda não é conhecida, tendo sido apresentado um grupo de 28 jogadores. Não foram incluídos Hakimi, que ainda joga a final da Liga dos Campeões, e Brahim Díaz, ainda com um jogo pelos merengues. Nesse lote está Begraoui, avançado que no Estoril fez 20 golos esta temporada.Bounou, titular da baliza no Mundial 2022, está no Al-Hilal e deverá manter o posto. Nas laterais, a seleção cota-se como uma das mais bem apetrechadas, com Hakimi, do PSG, já recordista em jogos em Mundiais apesar dos seus 27 anos, e Mazraoui, do Manchester United. No meio-campo, Amrabat, peça preponderante em 2022, tem destaque no Betis, Ounahi no Girona, e Bilal El Khannouss foi um dos motores do Estugarda. No ataque, Amine Adli fez três golos no Bournemouth, longe dos números anteriores no Leverkusen, e é um dos chamados para competir com El Kaabi, que fez 80 golos pelo Olympiacos em três anos nos gregos. Youssef En-Nesyri, agora no Al-Ittihad Jeddah, avança como figura incontornável, somando o terceiro Mundial e a oitava presença em provas maiores de seleções por Marrocos.Os Leões do Atlas terminaram na liderança do Grupo E das eliminatórias da CAF, muito à frente de seus principais rivais. A presença no Grupo C terá como estreia o embate com o Brasil, a 13 de junho, mas tem de haver ambição para avançar para a fase seguinte, encontrando, depois da canarinha, Escócia (19 de junho) e Haiti (24 de junho). Foi, em 1986, a primeira seleção africana a passar a fase de grupos e tem sido, sucessivamente, a potência principal do continente em Mundiais. Em 2030, terá o destaque de coorganizar o Mundial com Espanha e Portugal..Vinte golos no campeonato português sem jogar num grande. A façanha (cada vez mais rara) de Begraoui.800 milhões de euros. É este o valor do impacto económico do Mundial2030 em Portugal