Rui Borges: "Confiança é diária, mas empates geraram intranquilidade"
Rui Borges arrancou a conferência de Imprensa de antevisão ao Braga, jogo a contar para a 8.ª jornada do campeonato, a reconhecer imediatamente que houve "dificuldades porque nunca há tempo para ter a equipa a trabalhar", referindo-se às presenças dos jogadores nas seleções.
A própria conferência atrasou, mas o treinador não desvendou se por motivos logísticos quanto ao regresso de Luis Suárez, Maxi Araújo e Zalazar. "Fizemos tudo ao nosso alcance para minimizar o desgaste dos jogadores. Tentámos fazer isso da melhor forma para que eles estejam o mais frescos possível. Há muitas coisas que avaliaremos no dia do jogo. E sem trabalho no campo, de forma demonstrativa, tivemos e temos de recorrer ao vídeo. Vamos avaliar a carga e o esforço", pormenorizou, admitindo que "Suárez pode ter excesso de carga", abrindo, portanto, a porta da titularidade no ataque a Ioannidis, revelando que Ba, central, "está disponível e convocado para o jogo."
O Sporting vem de dois empates. Rui Borges admite que tem impacto na equipa o histórico, mas desvaloriza nunca ter vencido o Braga como técnico leonino. "Mas também não perdi [risos]. Sinto os jogadores motivados. Quase todos fizeram boas prestações nas seleções e vêm motivados. É natural que em algum momento isso possa mexer com o interior do atleta. Não podemos fugir a isso. Os empates geraram intranquilidade, é normal. Queremos evitar erros individuais que nos têm penalizado. O ano passado, com o Braga, são dois penáltis irrisórios que nos impedem de ganhar, situações sem grande perigo. Este ano, só na segunda parte com o V. Guimarães ficámos muito aquém, os outros jogos fomos penalizados por ações individuais", realça, discursando acerca de Arouca e Famalicão.
Agradece o voto de confiança de Frederico Varandas durante a paragem para as seleções e diz saber da exigência desde o primeiro dia, desvalorizando a possibilidade de vir a ficar a nove pontos da liderança em caso de derrota no Minho. "A confiança? Sinto diariamente. Não só pelas declarações do presidente do Sporting. Sinto-me feliz desde o primeiro dia. Sinto a confiança da estrutura, mas a pressão é a mesma. Desde o primeiro dia. Percebo a exigência e a grandeza do clube. Não tenho como retribuir, faço o meu papel e a exigência é entrar para ganhar todos os jogos. E vejo carinho pela equipa técnica, vejo isso pela perceção da competência desta equipa técnica. E é bom ter o apoio do presidente", destacou, vincando: "Sei dar a volta aos momentos menos positivos e sei que a contestação é normal."
Passou depois a elaborar a análise ao adversário. "O Braga é das equipas mais agressivas em termos de pressão alta, é muito competitiva em termos de linha defensiva, nos duelos defensivos, e é das equipas que consegue ter mais chegada à área depois das transições ofensivas. Mas é também das equipas mais associativas, que mais dificulta a definição da pressão", realçou, atribuindo especial atenção a Ricardo Horta e Pau Víctor: "São jogadores diferenciados, a qualquer momento podem fazer diferença."
No final da conferência de Imprensa, Rui Borges preferiu não criticar a não utilização de Gonçalo Inácio na Seleção e as palavras de Jorge Jesus que avançara que o central tinha estado num período menos bom de forma. "Inácio vai continuar a jogar e tem confiança do seu treinador", disse.
O tema Cristiano Ronaldo também foi abordado. Elogiou o CR7 e também Jorge Jesus. "Nem nós temos noção do que representa o Ronaldo no mundo, sinto um orgulho por ter desfrutado da sua grandeza. Também tenho admiração por Jorge Jesus. Mas não comento além disso", precisou.
