Iraque está de volta ao Mundial 40 anos depois.
Iraque está de volta ao Mundial 40 anos depois.FIFA

Iraque volta ao Mundial 40 anos depois com a lição de defender bem na ponta da língua

Caminhada no apuramento teve 14 golos sofridos em 21 jogos e estratégia contra Haaland, Senegal e França será a mesma.
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O Iraque terminou uma longa fase de apuramento, com 21 jogos, com apenas 14 golos encaixados. Esse é o grande argumento para os Leões da Mesopotâmia, que voltam, 40 anos depois, a marcar presença num Mundial. O play-off intercontinental com a Bolívia carimbou o passaporte já depois de um trajeto sempre sólido e a identificar que, não podendo embater de peito aberto com os melhores, teria de se contentar em saber fechar a baliza. Primeiro no grupo e só com vitórias contra Filipinas, Indonésia e Vietname, o Iraque seguiu para a segunda fase, marcando nove golos e sofrendo outros nove para um terceiro posto atrás de Coreia do Sul e Jordânia. Seria segundo atrás da Arábia Saudita nos derradeiros duelos, com quatro pontos e nem um golo encaixado, seguindo para o play-off intercontinental.

É a estratégia para enfrentar a Noruega de Haaland, a França e a imprevisibilidade que venha do Senegal.

Aymen Hussein é um dos veteranos no ataque, tem 33 golos pela seleção e marcou oito vezes no apuramento. O médio do Cracóvia Amir Al-Ammari é o jogador responsável pelos ritmos do Iraque, além da capacidade em chegar à área contrária. Ali Jasim, emprestado pelo Como ao Al-Najma, da Arábia Saudita, é um extremo imprevisível. Zidane Iqbal, produto da academia do Manchester United, está no Utrecht, superou algumas lesões e promete ser o criativo a partir da posição 10.

O Iraque pediu para se adiar o play-off intercontinental devido à intervenção dos EUA no Irão, que teve impacto no espaço aéreo iraquiano. A FIFA não acedeu, ainda assim o país garantiu o apuramento. O técnico Graham Arnold foi recém-contratado, ganhou o jogo com a Bolívia. O australiano, antigo selecionador do seu país, pediu "luta" e confiança em poder "orgulhar" os iraquianos. Contudo, afirmou que o Grupo I é o "mais difícil do Mundial."

No 57.º lugar do ranking mundial, os campeões asiáticos de 2007 vão continuar a preparação com particulares frente a Andorra, em Girona, a 29 de maio, e Espanha, a 4 de junho.

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