A Tunísia chega ao Campeonato do Mundo de 2026 determinada a reforçar o estatuto de uma das seleções africanas mais consistentes em fases finais internacionais. Integrada no Grupo F, juntamente com Países Baixos, Japão e Suécia, a equipa do norte de África mantém a ambição de alcançar, pela primeira vez na sua história, os oitavos de final de um Mundial.A seleção tunisina prepara-se para a sua sétima participação em Campeonatos do Mundo, consolidando uma presença regular na elite do futebol internacional. Apesar de nunca ter ultrapassado a fase de grupos, os tunisinos construíram uma reputação assente na organização coletiva, disciplina tática e forte competitividade frente a adversários teoricamente superiores.A Tunísia continua igualmente ligada a um marco histórico do futebol africano: foi a primeira seleção do continente a vencer um jogo num Campeonato do Mundo, ao derrotar o México por 3-1 em 1978, um momento considerado decisivo para a afirmação internacional do futebol africano.No Mundial de 2026, a equipa terá pela frente um grupo exigente. Os Países Baixos surgem como favoritos naturais do Grupo F, enquanto Japão e Suécia acrescentam estilos distintos e elevada competitividade. Ainda assim, os tunisinos acreditam poder discutir a qualificação até às últimas jornadas da fase de grupos.Sob orientação do selecionador Sabri Lamouchi, a equipa aposta numa combinação entre experiência e renovação. Ellyes Skhiri assume-se como principal referência competitiva e líder do meio-campo tunisino, acompanhado por jogadores como Hannibal Mejbri, Montassar Talbi, Anis Ben Slimane e o experiente Youssef Msakni.Historicamente, o futebol tunisino caracteriza-se por forte disciplina tática, organização defensiva e intensidade competitiva, qualidades que permitem à seleção manter equilíbrio emocional mesmo perante equipas favoritas. Nos últimos anos, os tunisinos procuraram igualmente evoluir ofensivamente, apostando numa circulação de bola mais rápida e maior capacidade de transição.O Campeonato do Mundo de 2026 representa, assim, uma oportunidade histórica para a Tunísia ultrapassar pela primeira vez a fase de grupos, num contexto competitivo exigente mas onde a seleção acredita poder voltar a surpreender no maior palco do futebol mundial.