João Massano, Bastonário da Ordem dos Advogados de Portugal.
João Massano, Bastonário da Ordem dos Advogados de Portugal.Reprodução de vídeo DN Brasil

Ordem dos Advogados abre novas inscrições para gabinetes de atendimento ao imigrante

Depois da primeira iniciativa em Oeiras, projeto será ampliado a 17 municípios em várias regiões do país.
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A Ordem dos Advogados (OA) abre esta terça-feira, 22 de setembro, uma nova rodada de inscrições para novos gabinetes de consulta jurídica para imigrantes. O formulário, disponível no site, poderá ser preenchido a partir das 15:00 e ficará aberto até 30 de setembro, às 17:00.

Depois do projeto-piloto em Oeiras, os gabinetes serão instalados em mais 17 municípios: Albufeira, Alfândega da Fé, Almada, Amadora, Beja, Braga, Covilhã, Faro, Ferreira do Alentejo, Leiria, Lisboa, Loures, Loulé, Odemira, Oeiras, Porto e Torres Vedras. De acordo com o regulamento, podem concorrer a uma vaga para prestar atendimento os profissionais inscritos nas comarcas destes municípios.

"A Ordem dos Advogados e a Fundação Calouste Gulbenkian reforçam o acesso ao direito e à justiça de pessoas em situação de especial vulnerabilidade social", lê-se na divulgação da iniciativa. Os gabinetes "funcionam junto de entidades com projetos apoiados pela Iniciativa Gulbenkian Integração". O patrocínio é da Fundação Calouste Gulbenkian.

Nestes locais, os imigrantes terão acesso gratuito a consultas jurídicas com duração máxima de 45 minutos. O atendimento pode "abranger o preenchimento de formulários, a redação de cartas simples ou de requerimentos suscetíveis de serem assinados pelo consulente, desde que diretamente emergentes do aconselhamento jurídico prestado".

Os advogados poderão esclarecer dúvidas sobre situações jurídicas concretas e orientar os imigrantes quanto aos procedimentos a adotar. No entanto, as consultas destinam-se apenas ao aconselhamento jurídico, não incluindo a representação dos imigrantes em processos. Sempre que necessário, poderão ser realizadas com o apoio de intérpretes, mediante disponibilidade, para facilitar a comunicação com os imigrantes.

Cada advogada ou advogado receberá 28 euros por cada consulta. A organização das escalas ficará a cargo da Ordem dos Advogados. Caso existam mais candidatos do que vagas, a seleção terá em conta a experiência profissional, a formação na área da imigração, o conhecimento de línguas estrangeiras e a disponibilidade dos advogados.

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