Num só dia, ministério recebeu mais de 100 novos pedidos de alunos à procura de escola
O ministro da Educação revelou esta sexta-feira, 18 de setembro, que surgiram mais de uma centena de novos processos de alunos para colocar nas escolas públicas, garantindo que “estão todos a ser colocados”, e que a falta de professores está a ser revolvida.
Uma semana após o arranque do ano letivo, em que vários pais denunciaram a inexistência de vagas nas escolas públicas para os seus filhos, o ministro Fernando Alexandre garantiu que “os alunos estão a ser todos colocados”, sublinhando que “todos os dias aparecem (novos casos) infelizmente”.
“Ontem [quinta-feira] foram mais cem e continuam a aparecer. Os alunos que aparecem não podem ser colocados antes de aparecerem”, disse, quando questionado pelos jornalistas à margem do evento “Ensino Profissional: Uma Escolha com Futuro”, que decorreu hoje em Lisboa.
Na quinta-feira, o grupo de pais que está a preparar uma ação contra a tutela revelou à Lusa que ainda havia muitos casos de alunos que continuavam em casa: Num universo de 60 famílias, havia 15 ainda sem resposta.
São casos de crianças do pré-escolar ao secundário, de norte ao sul do país, que os pais garantem ter feito a matricula dentro dos prazos legais, ou seja, antes de agosto.
O ministério diz que desde o encerramento do período de matrículas tem sido feito um acompanhamento permanente e diário das situações de alunos que carecem de colocação. Esta semana, foram colocados mais de 1300 alunos em escolas da região de Lisboa, segundo dados da tutela.
Outro dos problemas neste arranque de ano letivo é a falta de professores nas escolas, que Fernando Alexandre disse hoje estar a ser resolvido:
“Temos cerca de mil horários completos por preencher, a partir de amanhã vamos começar a colocar professores todos os dias”, afirmou o ministro, referindo-se ao novo mecanismo que permite a substituição diária de professores em falta.
Fernando Alexandre disse ainda que existem “11 mil professores disponíveis para dar aulas que não estão colocados”, reconhecendo que o grande problema “é aquele desacerto entre o que os professores desejam e as necessidades” das escolas.
As estatísticas mostram que muitos destes docentes vivem no norte do país e as necessidades estão concentradas em escolas situadas nas zonas de Lisboa e do Algarve, onde o preço do arrendamento torna incomportável a vida de um professor deslocado.

