Portugal continental registou mais de 5.400 ocorrências até às 22h00 desta quarta-feira devido à passagem da depressão Kristin, envolvendo o empenhamento de mais de 18.000 operacionais, adiantou fonte da Proteção Civil.As regiões de Leiria e do Oeste foram as mais afetadas pelo mau tempo a nível de danos, num total de 5.463 ocorrências em Portugal continental entre as 00h00 e as 22h:00 desta quarta-feira, indicou fonte da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), num balanço à agência Lusa pelas 22h30.A maioria das ocorrências está relacionada com queda de árvores (3375) e queda de estruturas (1138).Nestas ocorrências, estiveram empenhados no total 18.112 operacionais, apoiados por 6000 viaturas, acrescentou.Nas últimas horas, a ANEPC não tinha registo de mais vítimas ou danos significativos, realçando que está a ser "efetuado todo o trabalho de limpeza e remoções", que se irá prolongar por quinta-feira."Têm sido registadas menos novas ocorrências [nas últimas horas], mas muitas ocorrências que carecem de ser resolvidas, como desobstruções de vias", realçou fonte da ANEPC.A passagem da depressão Kristin pelo território português deixou um rasto de destruição, causou cinco mortos e vários desalojados.Os distritos mais afetados foram Leiria (por onde a depressão entrou no território continental), Coimbra, Santarém e Lisboa.Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.A Proteção Civil está em estado de prontidão especial de nível 4, o máximo, em toda a orla costeira entre Viana do Castelo e Setúbal, e há avisos meteorológicos vermelhos (nível mais grave) em toda a costa do continente..A circulação na Autoestrada 1 (A1) foi restabelecida nos dois sentidos na zona de Leiria, indicou a Brisa pelas 21:30 de hoje.Numa nota, a concessionária indicou que estava "resolvido o incidente ocorrido próximo de Leiria".Pelas 19:00, a Brisa tinha divulgado o corte na A1 no sentido Norte-Sul entre os nós de Pombal e Leiria e a reabertura no sentido inverso.Antes, fonte da Brisa tinha adiantado que, pelas 17:10, tinha sido reaberta a circulação na A1 no sentido Norte-Sul entre os nós de Pombal e Leiria e que se mantinha cortado no sentido inverso entre Torres Novas e Leiria.Pelas 14:00 fonte oficial da Guarda Nacional Republicana (GNR) indicou à Lusa que a circulação na A1 decorria "com dificuldades e corte de via entre o nó de Torres Novas e Pombal", afetando "ambos os sentidos" para a realização de "trabalhos de limpeza da via" pela queda de árvores.Lusa.A CP suspendeu a venda de bilhetes para os comboios Alfa Pendular e Intercidades das linhas do Norte, Beira Alta e Beira Baixa entre hoje e quinta-feira, segundo o mais recente balanço divulgado pela transportadora.Devido aos efeitos da passagem da depressão Kristin pelo território continental, a circulação ferroviária continua suspensa entre Porto e Lisboa para comboios de longo curso na Linha do Norte, onde também está suspenso o serviço regional entre Coimbra B e Entroncamento.Também está suspensa a circulação ferroviária nas linhas da Beira Baixa e do Oeste, segundo o mais recente balanço da CP.Ainda de acordo com a transportadora, a circulação ferroviária já foi retomada na Linha do Douro, na Linha do Sul, na Linha de Évora, no Ramal de Tomar e no serviço regional entre Coimbra B e Aveiro (Linha do Norte).A circulação também foi retomada na Linha da Beira Alta apenas no serviço regional.Lusa.O presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) de Leiria sublinhou que a “região foi muito afetada”, com maior incidência nos concelhos de Ansião, Batalha, Leiria, Marinha Grande e Porto de Mós.Segundo Jorge Vala, também presidente da Câmara de Porto de Mós, “um dos maiores problemas é a falta de energia elétrica e de comunicações”.“Mas temos os concelhos da Marinha Grande, de Leiria, da Batalha, de Porto de Mós, de Pombal, de Ansião, sobretudo estes, muito devastados, com estragos de grande dimensão”, reforçou.O presidente da CIM adiantou que será feito um balanço mais próximo sobre os “danos em edifícios públicos, mas também nas casas particulares e nas empresas”.“O contacto que fiz com os meus colegas, todos eles me transmitem uma situação devastadora nesta região. Temos conhecimento de alguns desalojados, que as câmaras municipais estão a responder, mas também as próprias famílias”, disse ainda.Segundo Jorge Vala, estarão confirmados três mortos no concelho de Leiria relacionados diretamente com a depressão Kristin.“Há mais duas vítimas mortais, uma no concelho de Porto Mós e uma no concelho da Marinha Grande, após o incidente, que não relacionamos com este problema”, explicou.O presidente da CIM de Leiria acredita que terá uma resposta do Governo. “Vamos fazer nos próximos dias uma avaliação e, naturalmente o Governo há de dar uma resposta”.“Estou a crer que o Governo será o primeiro interessado a responder não apenas às autarquias locais, mas sobretudo à população da região de Leiria, porque é isso que está em causa”, afirmou.Jorge Vala solicitou um reforço das equipas de sapadores do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, com o objetivo de desobstruir as principais vias de comunicação da região, e obteve “pronta a resposta”.Lusa.A Autoestrada 1 (A1) no sentido Norte-Sul, entre os nós de Pombal e Leiria, encontrava-se cortada pelas 19:00 de hoje, enquanto no sentido inverso, entre Torres Novas e Leiria, o trânsito foi reaberto, indicou fonte da Brisa.Em comunicado, concessionária indicou o corte na circulação, estando o trânsito a ser desviado pela saída de Pombal (IC8/A17), sem acrescentar mais detalhes.A Brisa referiu ainda, na mesma nota, que no sentido inverso, sul-norte, o trânsito já estava reaberto.Antes, fonte da Brisa tinha adiantado que, pelas 17:10, tinha sido reaberta a circulação na A1 entre os nós de Pombal e Leiria e que se mantinha cortado no sentido inverso entre Torres Novas e Leiria.Pelas 14:00 fonte oficial da Guarda Nacional Republicana (GNR) indicou à Lusa que a circulação na A1 decorria "com dificuldades e corte de via entre o nó de Torres Novas e Pombal", afetando "ambos os sentidos" para a realização de "trabalhos de limpeza da via" pela queda de árvores.Lusa.As escolas em Soure, no distrito de Coimbra, vão manter-se encerradas na quinta-feira, na sequência da passagem da depressão Kristin, anunciou a Câmara.“Os estabelecimentos escolares da rede pública manter-se-ão encerrados no dia de amanhã (quinta-feira), por precaução e para se proceder aos trabalhos de limpeza e manutenção necessários”, informou a Câmara Municipal de Soure, numa publicação nas suas redes sociais.A autarquia ativou hoje o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil face aos efeitos provocados pela depressão Kristin no concelho de Soure.Segundo o município, não existe previsão para o restabelecimento total do fornecimento de energia elétrica e apenas algumas operadoras de comunicações móveis se encontram a funcionar, “existindo ainda muitas falhas”.“Não há previsão para a normalização do serviço”.Todas as ligações viárias principais estão desobstruídas, mantendo-se cortada a ligação entre Soure e Sobral/Simões, na zona da Corredoura.“A Linha do Norte ainda não está operacional, mas as equipas estão a trabalhar no local”.Na sequência da falha da rede elétrica, não há água, sendo que a Câmara Municipal apelou ao uso racionado de água.É recomendado que a população que evite deslocações desnecessárias.Lusa.A AHRESP – Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal disse hoje que estava a acompanhar a situação das empresas dos setores sob a sua responsabilidade afetadas pela depressão Kristin e a recolher informação sobre os prejuízos, segundo um comunicado.A associação “está a acompanhar de perto a situação das empresas dos setores da restauração e similares e do alojamento turístico atingidas por esta intempérie”, disse em comunicado.Segundo a entidade, “em muitos territórios, estes estabelecimentos são estruturas essenciais de apoio à vida local e à economia regional, pelo que os danos sofridos representam perdas empresariais, assim como impactos sociais e territoriais relevantes”.Através da sua rede de delegações regionais, a associação está “a recolher informação sobre os prejuízos registados e as necessidades mais urgentes das empresas afetadas”, e mantém contacto com entidades regionais e nacionais para avaliar medidas de apoio aos territórios atingidos.A AHRESP apela ainda para o "cumprimento rigoroso das orientações das autoridades por parte de residentes e visitantes, reforçando a importância da segurança neste momento”.Lusa.A atividade letiva é retomada na quinta-feira em Vila Nova de Poiares, no distrito de Coimbra, mas não para todos os anos de escolaridade.A decisão foi anunciada num aviso conjunto da Câmara Municipal e do Agrupamento de Escolas de Vila Nova de Poiares, publicado nas redes sociais, na sequência da ativação do Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil e após uma avaliação detalhada da situação nas várias escolas do Agrupamento.Na quinta-feira, haverá atividade letiva para as crianças do Jardim de Infância, alunos do 1.º ciclo do ensino básico e do 5.º ano, assim como para os alunos do ensino secundário (10.º, 11.º e 12.º anos dos Cursos Científico-Humanísticos e dos Cursos Profissionais).Não haverá atividades letivas para todos os alunos do 6.º, 7.º, 8.º e 9.º anos.Prevê-se que, na sexta-feira, “estejam reunidas todas as condições para o normal funcionamento da escola sede, com a presença de todos os alunos”.A Câmara Municipal de Vila Nova de Poiares ativou hoje o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil, “que visa garantir a mobilização rápida e eficaz de meios e recursos, reforçar a coordenação das entidades envolvidas e assegurar uma resposta pronta a eventuais ocorrências no concelho”.No concelho, a ocorrência mais significativa verificou-se na Escola Dr. Daniel de Matos, onde os telhados de dois pavilhões foram arrancados pela força do vento.Lusa.O Presidente da República esteve hoje na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), acompanhado pela ministra da Administração Interna, para se inteirar do ponto da situação provocada pela tempestade Kristin.Esta visita, que não foi previamente anunciada à comunicação social, foi divulgada através de uma nota no sítio oficial da Presidência da República na Internet, na qual o chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, lamentou as mortes provocadas pela tempestade e manifestou "a sua solidariedade e sentidas condolências às famílias enlutadas".Segundo a mesma nota, na reunião com a direção da ANEPC, hoje ao fim da tarde, acompanhado pela ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, o Presidente da República inteirou-se "do ponto da situação provocada pela tempestade" e "das medidas em curso para recuperar as redes de fornecimento de água, energia e telecomunicações, bem como das consequências das quedas de árvores, estruturas e outras destruições de bens"."O Presidente da Republica exprimiu a todas as autoridades de Proteção Civil o reconhecimento pelo trabalho de prevenção e de resposta a uma ocorrência que há muitos anos não se verificava em Portugal", lê-se na nota.Lusa.O Estádio Municipal de Rio Maior sofreu danos com o mau tempo, mas a intenção é manter o jogo Casa Pia-FC Porto, da I Liga de futebol, agendado para segunda-feira, disse hoje fonte da empresa que gere o complexo.Miguel Pacheco, administrador da Desmor, empresa municipal que gere o complexo desportivo da cidade, disse à agência Lusa que o mau tempo provocou estragos em todo o complexo.“Estamos com quedas de árvores sobre as vedações do complexo, muitos vidros partidos e coberturas afetadas, nomeadamente no estádio, onde também a iluminação foi afetada, para além de outras estruturas. O pavilhão multiusos tem graves danos”, afirmou.Apesar dos danos, o responsável salientou que estão já a decorrer intervenções para garantir que a partida entre o Casa Pia e o FC Porto, da 20.ª jornada da I Liga, se mantenha, pois é no Estádio Municipal de Rio Maior que os lisboetas disputam os seus jogos em casa.Segundo Miguel Pacheco, as atividades foram hoje suspensas por razões de segurança, apesar de se ter realizado no pavilhão um jogo particular da seleção portuguesa de futsal de sub-17 com a França, mas a ideia é reavaliar a situação na quinta-feira.Lusa.O Município de Alcácer do Sal evacuou preventivamente um lar de idosos na baixa da cidade, ao final da tarde de hoje, após o Rio Sado ter galgado as margens e inundado a zona, revelou fonte camarária“Estamos aqui em Alcácer do Sal, neste momento [poor volta das 19:10] com a avenida completamente tapada, o Mercado Municipal também já com alguns centímetros de água [e] tivemos de fazer a evacuação do lar da AURPICAS, através dos bombeiros”, disse à agência Lusa o vereador com o pelouro da Proteção Civil, António Grilo.Segundo o mesmo vereador da câmara, o lar de idosos foi evacuado, ao final da tarde de hoje, por uma questão de precaução, tendo sido retirados os 20 idosos utentes da instituição, que foram levados para uma outra estrutura, situada na zona alta da cidade e para casa de familiares.Lusa.As escolas do concelho de Ansião, no distrito de Leiria, vão estar fechadas até domingo, anunciou hoje a Câmara Municipal, cujo presidente fala de um “rasto de destruição em todo o território”, devido ao mau tempo.“O balanço que faço, em primeiro lugar, foi a identificação de um rasto de destruição em todo o território do concelho de Ansião”, disse à agência Lusa Jorge Cancelinha, referindo que houve necessidade de “agilizar, com todas as forças que compõem a Proteção Civil Municipal, e, em primeiro lugar, priorizar o bem-estar e a saúde das pessoas”.O autarca relatou que os estragos foram por todo o concelho, “não só em habitações particulares, onde há centenas de coberturas de habitações danificadas e casas que estão, neste momento, parcialmente ou totalmente destelhadas”, mas também em “infraestruturas públicas que sofreram danos significativos”.“Neste momento, temos centralizado no quartel dos Bombeiros Voluntários de Ansião o atendimento municipal e toda a estrutura da Proteção Civil, seja operacional, seja depois também a parte municipal, e temos já uma unidade de alojamento disponibilizada para acolher as pessoas que, entretanto, sinalizaram a necessidade de terem alojamento, pelo menos nesta noite”, adiantou.Segundo Jorge Cancelinha, para já a autarquia vai “acolher quatro pessoas”, mas há uma listagem de cidadãos identificados em vulnerabilidade social pelo Gabinete de Ação Social, sendo que “todos foram visitados durante o dia”.“Desses 25 [cidadãos], quatro sinalizaram a necessidade de serem alojados, mas estamos, neste momento, a proceder a uma segunda visita e a outros que, entretanto, nos foram identificados também pelos senhores presidentes de junta, para perceber não há necessidade de alojar mais gente para além destes quatro”, referiu.Elogiando a postura da população, que “tentou resolver as questões com meios próprios”, mas “também a articulação que foi feita com todos os elementos da Proteção Civil”, o presidente do município disse que a preocupação “são os próximos dias, que é o restabelecimento da energia elétrica e das comunicações”, cuja data de previsão se desconhece.“Não se restabelecendo tão rapidamente, há de começar a comprometer outro tipo de respostas”, alertou.Entretanto, a Câmara de Ansião divulgou que, além das escolas encerradas, as infraestruturas públicas municipais vão estar fechadas até comunicação em contrário, esclarecendo que todas as vias principais do concelho estão desobstruídas e a rede do setor social e saúde em funcionamento.Lusa.O mau tempo provocou até às 18:00 de hoje 649 ocorrências na região do Oeste, que envolveram 2.226 operacionais e 689 meios terrestres, havendo a registar, segundo o Comando sub-regional do Oeste, 43 deslocados, 14 desalojados e quatro feridos.“Neste momento, temos 649 ocorrências que envolvem 2.226 operacionais e 689 meios terrestres” disse à agência Lusa o comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região Oeste, Carlos Silva, estimando que o “número venha a aumentar, muito por causa do concelho de Alcobaça”.Ao longo do dia, os dois municípios com maior registo de ocorrências na sequência da passagem da depressão Kristin foram “Torres Vedras [no distrito de Lisboa], com 109, e Caldas da Rainha [no distrito de Leiria], com 100”.Mas, segundo Carlos Silva, o serviço está agora “a receber grande parte das ocorrências de Alcobaça, da Benedita, de São Martinho do Porto e de Pataias”, o que deverá fazer deste o município que somará mais ocorrências, podendo atingir “provavelmente 200 ou mais”.No que diz respeito à gravidade das situações reportadas, verificou-se, desde o primeiro balanço feito à agência Lusa pelas das 10:00, um aumento dos deslocados, que subiram de 41 para 43, e dos desalojados, que aumentaram de seis para 14, tratando-se de “pessoas que ficaram sem condições de habitabilidade nas suas casas”.Quanto ao número de feridos continuam a contabilizar-se três feridos ligeiros, um dos quais bombeiro, e um ferido grave.Além do elevado número de efetivos e meios no terreno, “sendo já noite escura”, Carlos Silva manifestou à Lusa “preocupação pelo facto de muito do território não ter eletricidade”, situação que se reflete “em serviços críticos, nomeadamente o abastecimento de água”.Segundo o responsável, Alcobaça e Nazaré, ambos no distrito de Leiria, são “os mais afetados pela falta de água, com praticamente todo o município sem água”.Por isso, acrescentou, operacionais dos corpos de bombeiros do sub-comando, “além de trabalharem na limpeza das vias e na remoção das árvores, estão também a fazer abastecimentos de água” à população.O Comando sub-regional do Oeste abrange os concelhos de Alcobaça, Alenquer, Arruda dos Vinhos, Bombarral, Cadaval, Caldas da Rainha, Lourinhã, Nazaré, Óbidos, Peniche, Sobral de Monte Agraço e Torres Vedras.Cinco autarquias (Lourinhã, Óbidos, Alcobaça, Nazaré e Torres Vedras) ativaram o plano municipal de emergência e “muitos municípios optaram por fazer o encerramento de todas as escolas”, disse ainda Carlos Silva.Lusa.O caudal do rio Douro subiu ao final da tarde de hoje na zona da cidade da Régua, voltando a galgar o cais fluvial e a atingir o edifício do bar ali instalado, disse o presidente da Câmara.“A tendência vai ser de subida, esperamos que seja controlada”, afirmou à agência Lusa o presidente da Câmara do Peso da Régua, José Manuel Gonçalves, que adiantou esperar que o nível da água do Douro “não saia da capacidade de armazenamento que existe após a inundação do cais”.Na terça-feira, o município do sul do distrito de Vila Real interditou a zona ribeirinha da cidade, nomeadamente as zonas dos cais da Régua e da Junqueira e a ciclovia que se estende junto ao rio.Depois de uma subida verificada durante a noite, o caudal do rio desceu durante o dia, mas voltou, agora, a aumentar e a submergir parte dos edifícios localizados no cais, nomeadamente o bar de onde, previamente, já tinham sido retirados equipamentos e materiais.José Manuel Gonçalves disse que a noite vai ser de monitorização permanente do caudal do rio até porque, explicou, “há uma pressão grande”.Durante o dia choveu muito na região, começou a verificar-se o degelo da neve que caiu e são grandes os caudais provenientes de Espanha.“Está a haver uma gestão cuidada, mas neste momento temos essa preocupação”, assegurou.Na terça-feira foi ativado alerta laranja de cheias na Via Navegável do Douro (VND) e impedida a navegação às embarcações com menos de 12 metros de comprimento, mantendo-se interdita a navegação noturna e a cinco quilómetros das barragens.Em comunicado, a Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL) adiantou que, com a ativação do alerta laranja de cheias para toda a VND, depois do agravamento das condições hidrológicas e meteorológicas, foram implementadas medidas e condicionamentos na via que tem uma extensão de 208 quilómetros, entre a barra do Douro (Porto) e o local transfronteiriço de Barca D'Alva.Lusa.O polidesportivo de Alcochete foi encerrado devido a danos no pavimento provocados pela depressão Kristin, que passou por Portugal continental na madrugada e manhã de hoje, indicou o município.Numa nota publicada na rede social Facebook, a Câmara Municipal de Alcochete, no distrito de Setúbal, indica que os danos impossibilitam a prática desportiva, pelo que o pavilhão ficará encerrado por tempo indeterminado.“Os serviços municipais estão a trabalhar para tentar reverter esta situação com a maior brevidade possível”, acrescenta a autarquia.No concelho de Alcochete, a depressão provocou ainda ao corte de estradas devido à queda de árvores de grande porte..O concelho da Lousã registava esta tarde ainda várias estradas cortadas na sequência dos estragos provocados pela passagem da depressão Kristine, que motivou a ativação do Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil.Num balanço efetuado esta tarde, aquele município do interior do distrito de Coimbra informou, em comunicado, que ainda se encontram fechadas ao trânsito a Estrada Nacional 236, que liga à Castanheira de Pera, no distrito de Leiria, e as vias municipais de acesso às Hortas e entre Cacilhas e Vale Maceira.A EN 342, que liga ao concelho a Arganil, encontra-se com circulação condicionada na localidade de Vilarinho.“Desde o início do episódio meteorológico, as equipas municipais e de proteção civil têm desenvolvido um trabalho proativo e contínuo de monitorização do território, com especial atenção à rede viária municipal e acessos à Serra da Lousã e às zonas mais vulneráveis a quedas de árvores, enxurradas ou acumulação de detritos”, lê-se na nota.Segundo o município, estão a ser realizadas intervenções preventivas e corretivas sempre que necessário para mitigar os impactos das condições meteorológicas, repor condições de normalidade e reduzir riscos adicionais.A situação encontra-se em permanente avaliação, sendo a informação atualizada à medida que se consolida o levantamento no terreno, adiantou a autarquia lousanense.Paralelamente, decorrem ações de mitigação de danos e reposição progressiva da normalidade, através da remoção de obstáculos e limpeza de vias, sinalização e condicionamento de zonas de risco, apoio às populações e articulação com entidades externas sempre que a natureza das ocorrências o justifique, nomeadamente na reposição de rede elétrica e de comunicações móveis.Lusa.Três famílias ficaram desalojadas no concelho de Condeixa-a-Nova, no distrito de Coimbra, devido à depressão Kristin, disse hoje à agência Lusa a presidente da Câmara.“Tivemos três famílias desalojadas, mas que já se encontram protegidas junto dos seus familiares ou vizinhos”, indicou Liliana Pimentel.Em todo o concelho foram registadas 158 ocorrências, das quais 44 já se encontram resolvidas, sem danos humanos a registar.A maior parte das ocorrências está relacionada com o levantamento de telhados, queda de árvores, quebra de estruturas e inundações.No concelho de Condeixa-a-Nova, há apenas energia elétrica e telecomunicações no centro da vila.Na quinta-feira, apenas vai abrir o Centro Educativo da vila e a Escola Básica n.º 1, conhecida como Escola Azul, para as atividades de tempos livres e para onde se podem dirigir “todas as crianças inscritas em ATL fora da vila”, segundo a autarca.“Todas as ATL que estavam a decorrer fora da vila, na periferia, não vão abrir, porque não há condições nessas escolas”, afirmou.Foi ainda ativado hoje, no edifício da Câmara Municipal, um gabinete de apoio a munícipes e empresas para que possam solicitar ajuda para averiguar instrumentos que possam ser ativados ou acionar os prémios de seguro.“Os que não tiverem a cobertura de seguros, iremos ver, atendendo à situação de cada pessoa em particular, como é que a Câmara Municipal poderá resolver”, acrescentou.Liliana Pimentel indicou ainda ter sido solicitado à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Centro e à Comunidade Intermunicipal (CIM) Região de Coimbra “que possam ativar o Fundo de Emergência Municipal para os concelhos que foram mais alvo de estragos”.A autarca estimou que os danos verificados no concelho devido à depressão Kristin “são maiores do que, por exemplo, da tempestade Leslie”.“Foram muito mais as ocorrências e os estragos, apesar de, na tempestade Leslie, termos tido um grande estrago na cobertura das nossas piscinas municipais. Agora tivemos maior quantidade em diferentes edifícios. Ainda não conseguimos avaliar em termos contabilísticos o valor financeiro”, referiu.Lusa.Cerca de 800 painéis solares, 80% de um parque fotovoltaico de uma empresa de derivados de resina da Figueira da Foz, foram destruídos pela passagem da depressão Kristin, que afetou ainda um armazém, mas não a unidade fabril.A United Resins, empresa localizada no parque industrial da Gala, na margem esquerda do Mondego, possui um parque fotovoltaico com 1.000 painéis solares, colocados numa estrutura térrea de betão, dos quais 80% foram afetados, disse à Lusa o administrador Mendes Ferreira.A força do vento destruiu ainda “metade da fachada oeste do edifício de armazém” da unidade fabril, onde são guardados produtos acabados, cujo espaço de armazenamento ficou reduzido em cerca de 40%, adiantou.“Os estragos mitigam o pleno funcionamento, mas não inibem a produção, que é o principal. O edifício principal da produção não foi afetado”, assegurou o administrador.Mendes Ferreira frisou não possuir uma previsão dos danos, admitindo, no entanto, que possam ascender a centenas de milhares de euros, cobertos pelo seguro.“A minha preocupação agora é conseguir encontrar uma empresa que venha reparar o edifício”, afirmou.O administrador acrescentou que a empresa irá manter-se a funcionar, embora com limitações de espaço no armazém, por questões de segurança, e que os 50 postos de trabalho que possui não estão em causa.A United Resins produz derivados de resina do pinheiro para tintas de impressão e de marcação de estradas, adesivos e pastilhas elásticas.Outros danos no concelho da Figueira da Foz pela passagem da depressão Kristin dizem respeito à concessionária de águas e saneamento Águas da Figueira, que, segundo o diretor-geral, João Damasceno, tem mais de 20 postos de distribuição de água, estações de tratamento e outros equipamentos sem energia, todos a funcionar com recurso a geradores.“A distribuição de água não foi afetada”, garantiu.Junto ao rio Mondego, à Estação de Tratamento da Zona Urbana e ao centro náutico do Ginásio Clube Figueirense, na povoação de Fontela, uma torre de alta tensão de energia foi dobrada a meio pela força do vento.O presidente da Junta de Vila Verde, Lourenço Silva, à qual a Fontela pertence, disse à Lusa, cerca das 17:30, que aquela povoação, o lugar de Salmanha e a sede de freguesia estão sem fornecimento de energia elétrica desde as 04:30 de hoje e não têm informação de quando será restabelecida.“Já tentei falar com a Câmara e com a E-Redes, mas ninguém nos ajuda e não sabemos de nada”, lamentou.Já na estação de caminhos-de-ferro, à entrada da cidade, metade do telhado em chapa metálica de um armazém ferroviário foi arrancado e os destroços ficaram em cima da linha 5 daquela infraestrutura, sem aparentemente porem em causa a operação.Lusa.Cerca de 485 mil clientes da E-Redes permaneciam hoje às 18:00 sem fornecimento de eletricidade em Portugal continental, na sequência dos danos provocados pela depressão Kristin na rede elétrica, informou a empresa.Numa nota, a empresa responsável pela distribuição de eletricidade referiu que os distritos mais afetados pelas falhas na rede elétrica continuam a ser Leiria, que concentra mais de metade do total de clientes sem fornecimento, seguindo-se Coimbra, Castelo Branco, Portalegre e Santarém.“A intervenção das equipas operacionais da E-Redes mobilizadas no terreno foi dificultada pelas condições meteorológicas adversas, havendo agora condições de mobilidade para a resolução das avarias que se registaram na Alta, Média e Baixa Tensão”, explica a empresa.A E-Redes adiantou ainda que tem mobilizados no terreno cerca de 1.200 operacionais para reposição do fornecimento de energia.Pelas 06:00, cerca de um milhão de pessoas chegaram a estar sem energia no continente.Lusa.A região do Médio Tejo, no distrito de Santarém, registou 265 ocorrência e 11 desalojados/deslocados na sequência da depressão Kristin, que atravessou Portugal continental na madrugada, segundo dados da Proteção Civil.De acordo com fonte da Proteção Civil do Médio Tejo, até às 13:00 há a registar 265 ocorrência e um total de 11 desalojados e/ou deslocados em Ourém (três deslocados e dois desalojados), Tomar (três deslocados), Ferreira do Zêzere (um deslocado) e Mação (dois desalojados).Em declarações à Lusa, o presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) alertou que a combinação entre a depressão Kristin e a subida acentuada dos caudais do Tejo e afluentes deixou o Médio Tejo numa “situação de muita fragilidade”, com seis municípios a ativarem planos de emergência.Segundo Manuel Jorge Valamatos, Abrantes, Sardoal, Tomar, Ourém, Mação e Ferreira do Zêzere, acionaram os Planos Municipais de Proteção Civil “atendendo ao estado caótico” provocado pela queda de árvores, danos em edifícios públicos e privados, vias obstruídas e falhas prolongadas de energia.“Sem energia há um conjunto de estruturas que podem colapsar, nomeadamente o abastecimento público de água”, alertou, destacando ainda o efeito combinado da tempestade com os caudais elevados do Tejo, Zêzere, Nabão e várias ribeiras, algumas já a transbordar.Afirmando que não há registo de feridos graves associados diretamente à depressão, Manuel Jorge Valamatos sublinhou a “devastação muito significativa” no território e a mobilização de juntas de freguesia, municípios, bombeiros, forças de segurança, Cruz Vermelha, sapadores e empresas para fazer face aos estragos da depressão.Vários municípios do distrito de Santarém registam também constrangimentos no abastecimento de água, segundo a Tejo Ambiente e a Águas do Ribatejo, que servem cerca de 250 mil pessoas em 13 concelhos.A Unidade Local de Saúde (ULS) da Lezíria do Tejo, por sua vez, indicou perturbações em unidades de cuidados de saúde primários nos concelhos de Almeirim, Cartaxo, Chamusca, Coruche e Rio Maior, estando o Centro de Saúde de Rio Maior temporariamente sem condições de funcionamento.As equipas de proteção civil e bombeiros dos 11 concelhos do Médio Tejo e mantêm trabalhos de remoção de árvores e detritos, enquanto o Plano Distrital de Emergência de Santarém foi também ativado, prevendo-se vários dias até à normalização.Segundo a GNR, os cortes de estradas provocados diretamente pela tempestade são residuais, mas a subida dos caudais do Tejo mantém mais de duas dezenas de vias submersas e interditas em concelhos como Coruche, Cartaxo, Santarém, Golegã, Salvaterra de Magos, Rio Maior, Alpiarça, Azambuja, Benavente, Almeirim, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha.Lusa.O presidente da Câmara de Leiria referiu-se à passagem da depressão Kristin pelo concelho como um evento causador de cenários que se assemelham a uma guerra, afirmando que a tempestade "arrasou o património coletivo" leiriense.Gonçalo Lopes voltou a apelar ao Governo para que decrete estado de calamidade em Leiria e ao deslocamento de recursos a partir de outros municípios: "É nestes momentos que a solidariedade nacional é importante."O autarca referiu que "há uma preocupação no fornecimento de água, uma vez que todo o sistema assenta em energia". "Há já um conjunto de geradores para colocar a água em funcionamento", adiantou, revelando estar em curso uma "operação limpeza com muitos recursos no terreno", operação essa que "vai demorar muitos dias" até que seja reposta a normalidade."Temos muitos estabelecimentos comerciais e de setor primário destruídos. Estamos a fazer o levantamento dos prejuízos para encontrar linhas de apoio. Já pedimos que seja decretado estado de calamidade", reiterou. .O município da Nazaré vai pedir ao Governo que seja decretado o estado de calamidade no concelho, na sequência dos elevados prejuízos provocados pela passagem da depressão Kristin na madrugada de hoje.Segundo a Câmara Municipal da Nazaré, no distrito de Leiria, as ocorrências registadas “causaram danos significativos em equipamentos públicos e em propriedade privada, afetando infraestruturas essenciais, espaços públicos, habitações, atividades económicas e o normal funcionamento da vida comunitária”.Em comunicado, a autarquia salienta que “a dimensão e gravidade dos estragos ultrapassam claramente a capacidade de resposta normal do município, configurando, como tal, uma situação excecional com forte impacto social e económico”.Perante este cenário, a Câmara considera “indispensável a ativação de mecanismos extraordinários de apoio, que permitam mobilizar meios adicionais”, acelerar procedimentos administrativos e garantir os recursos necessários à reposição da normalidade e à recuperação dos prejuízos causados pelo mau tempo.Na nota, a Câmara adianta também que estão no terreno “todos os serviços municipais e agentes de proteção civil, assegurando a resposta à emergência e a salvaguarda de pessoas e bens”.Em paralelo, está a ser feito “o levantamento exaustivo dos danos, em articulação com as entidades competentes, com vista à elaboração de um relatório técnico detalhado” que fundamente os pedidos de apoio a nível nacional.No comunicado, o município apela ainda à colaboração da população, sublinhando que as operações de limpeza e restabelecimento da normalidade “poderão prolongar-se por vários dias e exigem um esforço coletivo, sempre dentro das condições de segurança definidas pelas autoridades”.A Câmara assegura igualmente que continuará a informar a população “de forma regular e transparente, mantendo como prioridade absoluta a segurança das pessoas, a proteção dos bens e a rápida recuperação do concelho”.Lusa.A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) pediu hoje ao Governo que avance com o levantamento dos prejuízos causados pela depressão Kristin e que as indemnizações e apoios cheguem de forma célere.“A CNA e as suas associadas nas diversas regiões do país reclamam ao Ministério da Agricultura o rápido levantamento dos prejuízos junto dos agricultores, a simplificação dos processos administrativos e que as indemnizações e os apoios se concretizem e cheguem de forma célere aos produtores”, afirmou, em comunicado.A passagem da depressão Kristin pelo território português deixou um rastro de destruição, vários desalojados e causou cinco mortos.Os distritos mais afetados foram Leiria (por onde a depressão entrou no território continental), Coimbra, Santarém e Lisboa.A CNA pede apoios ao restabelecimento do potencial produtivo para fazer face aos prejuízos mais imediatos e para recuperar as explorações agroalimentares.Por outro lado, lembrou que os agricultores vão sofrer “avultadas perdas de rendimento” nos próximos meses e anos pela impossibilidade de comercialização da produção destruída ou afetada e, por isso, reclamou uma ajuda excecional a fundo perdido.Conforme apontou, importa ainda assegurar a limpeza e arranjo de caminhos de acesso a campos, instalações elétricas, valas e canais de rega.“Os agricultores, que já se encontram numa situação de fragilidade, com elevados custos de produção e perdas de rendimentos acumuladas, devido aos baixos preços pagos à produção, não podem suportar mais esta contrariedade”, sublinhou, acrescentando que são necessários seguros agrícolas públicos, adequados ao setor.Lusa.A Autoestrada 1 (A1) foi reaberta no sentido Norte-Sul entre os nós de Pombal e Leiria, mas pelas 17:10 mantinha-se cortada no sentido inverso entre Torres Novas e Leiria, disse à Lusa fonte da Brisa.Segundo a mesma fonte, a A1 esteve hoje à tarde cortada ao quilómetro 153 (sentido Norte-Sul), entre os nós de Pombal e de Leiria, sem especificar os motivos do encerramento.No sentido Sul–Norte, a via está cortada desde Torres Novas até Leiria, acrescentou.Pelas 14:00 fonte oficial da Guarda Nacional Republicana (GNR) indicou à Lusa que a circulação na A1 decorria “com dificuldades e corte de via entre o nó de Torres Novas e Pombal”, afetando “ambos os sentidos” para a realização de “trabalhos de limpeza da via” pela queda de árvores.Lusa.A depressão Kristin causou mais de quatro mil ocorrências e 24 estradas ou autoestradas têm ainda o trânsito condicionado, avançou o presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).Entre as 4.183 ocorrências, que foram registadas entre as 00:00 e as 14:00 de hoje, a maioria está relacionada com a queda de árvores.Movimento de massas, quedas de estruturas, inundações e limpezas de vias foram outras das ocorrências registadas pela ANEPC.Lusa.A Comissão Europeia disse hoje estar pronta a prestar apoio e em “contacto estreito” com as autoridades em Portugal e com a Rede Europeia de Operadores de Redes de Transporte de Eletricidade devido aos cortes resultantes da tempestade.“Algumas zonas de Portugal estão sem energia [eletricidade] devido à tempestade que se faz sentir. Os trabalhos de reparação já estão em curso. A Comissão está em contacto estreito com as autoridades nacionais e com a ENTSO-E [Rede Europeia de Operadores de Redes de Transporte de Eletricidade] e está pronta a prestar apoio”, escreveu o comissário europeu da Energia, Dan Jørgensen, numa publicação na rede social X.“A principal prioridade é garantir a segurança dos cidadãos e restabelecer o fornecimento de energia”, adiantou o responsável europeu pela tutela, que se desloca na sexta-feira a Portugal para uma visita focada nos seus dossiês energéticos e de habitação.A passagem da depressão Kristin pelo território português deixou um rastro de destruição, vários desalojados e causou quatro mortos, segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.Lusa.Um homem de 34 anos morreu hoje no concelho da Marinha Grande na sequência do mau tempo, divulgou a Câmara da Marinha Grande, o que eleva para cinco o número de vítimas mortais devido à depressão Kristin.Numa informação enviada à agência Lusa, o Município da Marinha Grande informa que acionou hoje o Plano Municipal de Emergência, na sequência da passagem da depressão Kristin, pelo concelho, que provocou uma vítima mortal (um homem de 34 anos), uma dezena de feridos ligeiros, cerca de meia centena de desalojados e uma situação de destruição por todo o território”, anunciou a autarquia.Fonte da autarquia disse à agência Lusa que a morte ocorreu na freguesia de Vieira de Leiria.Lusa.Fotos: Reinaldo Rodrigues.O abastecimento de água foi restabelecido nas zonas da Póvoa do Pinheiro, Abelheira, Vendas de Ceira e Loureiro, em Coimbra, mas ainda se mantém interrompido em algumas localidades do concelho, anunciou a Águas de Coimbra.“Mantém-se, no entanto, a interrupção do abastecimento de água nas seguintes zonas: Aeródromo, Arzila, Cabouco, Cruz dos Morouços, Monte de Bera, Rio de Galinhas, Vale da Luz, Vila Verde, Zouparria e S. Marcos”.A empresa explicou que o “restabelecimento do serviço nestes locais continua condicionado pela falta de energia elétrica, na sequência da tempestade Kristin, que impede o funcionamento dos hidropressores”.“A Águas de Coimbra acompanha permanentemente a situação e atualizará a informação logo que seja oportuno. Agradecemos a compreensão dos munícipes”.Lusa.O Itinerário Principal 4 (IP4) reabriu às 16:06 na zona da serrão do Marão, entre Vila Real e Amarante, depois de várias horas cortado por causa da queda de neve, disse fonte da GNR.A depressão Kristin trouxe hoje a neve e a chuva ao distrito de Vila Real, impactando na circulação rodoviária, nos transportes escolares e na atividade letiva em alguns concelhos.Fonte da GNR disse que, depois de várias horas cortado, entre os nós da Campeã (Vila Real) e Aboadela (Amarante), o IP4 reabriu pouco depois das 16:00 e depois da retirada da neve da faixa de rodagem.Ao início da manhã foram vários os constrangimentos sentidos em troços de autoestradas do distrito, como a A4 na zona do Túnel do Marão e de Lamares e das A24 e A7 na zona de Vila Pouca de Aguiar, situações que foram sendo normalizadas no decorrer do dia.O mau tempo provocou ainda derrocadas, quedas de muros e de árvores um pouco por todo o distrito, mas sem danos significativos.Em consequência da neve, as escolas de Alijó, Montalegre e Vila Pouca de Aguiar não abriram e os transportes escolares não se realizaram, ocorrendo ainda alguns constrangimentos nestes transportes nas zonas mais altas de Vila Real e Sabrosa.Em Boticas, segundo informou a câmara, devido à intensidade da queda de neve nas zonas altas do concelho, não foi possível fazer os transportes escolares devido à quantidade de neve que existe nas estradas.Lusa.Dez distritos do litoral do continente estão hoje sob aviso vermelho, até às 21:00, devido à agitação marítima forte, com ondas que podem chegar aos 14 metros, anunciou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).Segundo o IPMA, as zonas costeiras dos distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria, Lisboa, Setúbal, Beja e Faro estão sob aviso vermelho, o mais grave, até às 21:00 devido a previsões de ondas com sete a oito metros, podendo atingir 14 metros de altura máxima.Depois das 21:00 de hoje e até às 15:00 de quinta-feira, passam a aviso laranja, o segundo mais grave, por agitação marítima forte os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria e Lisboa.Entre as 21:00 de hoje e as 18:00 de quinta-feira, estão sob aviso laranja os distritos de Setúbal, Beja e Faro, devido previsões de ondas de cinco a sete metros.O instituto de meteorologia colocou ainda sob aviso amarelo, devido a precipitação forte, os distritos Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Vila Real, Viseu, Guarda, Castelo Branco, Santarém e Leiria, até às 09:00 de quinta-feira.Os distritos de Guarda e Castelo Branco estão sob aviso amarelo até às 18:00 de hoje devido à possibilidade de queda de neve acima dos 1.500 metros.Lusa.O presidente da Câmara de Ourém, Luís Albuquerque, disse hoje que o concelho “está quase isolado do resto do mundo, porque não há comunicações”, na sequência do mau tempo.“[A situação] é muito difícil, o concelho de Ourém está quase que isolado do resto do mundo, porque não há comunicações”, afirmou à agência Lusa Luís Albuquerque, adiantando que existem “cerca de 20 mil pessoas” sem eletricidade e não há água, “porque os principais postos de abastecimento de fornecimento de água não têm luz”.O autarca acrescentou que, todo o concelho, “de manhã, estava completamente intransitável”.“Neste momento, temos as principais vias já todas desobstruídas, mas o norte do concelho, todas aquelas vias secundárias, estão completamente obstruídas”, declarou, referindo existir “muitas populações isoladas” às quais os serviços não conseguem chegar.De acordo com o presidente deste município do distrito de Santarém, há cinco deslocados e dois desalojados.“O apelo é que as pessoas tenham calma, porque, obviamente, não estamos a conseguir chegar a todo lado”, pediu Luís Albuquerque, explicando que estão “cerca de 180 operacionais no terreno, entre pessoal do município, Proteção Civil, bombeiros e equipas que vieram de Lisboa”, neste caso na ordem dos 60 operacionais.“O apelo é para que as pessoas se mantenham em casa, tenham calma, que, se não conseguimos ainda chegar lá, havemos de conseguir chegar para desobstruir as vias”, reiterou.Segundo Luís Albuquerque, há muitas pessoas a dirigirem-se “ao Serviço [Municipal] de Proteção Civil a pedir ajuda porque ficaram sem telhado”, mas, neste momento, “é humanamente impossível” os meios conseguirem chegar a todo o lado.Lusa.Nove pessoas de quatro famílias, residentes em três freguesias do município da Figueira da Foz, ficaram desalojadas devido à depressão Kristin e vão ser alojadas pela Câmara Municipal, disseram fontes autárquicas e dos bombeiros.Os nove desalojados pertencem a quatro agregados familiares, um da freguesia de Alqueidão, na margem esquerda do Mondego, dois da freguesia urbana de São Julião, que coincide com os limites daquela cidade litoral do distrito de Coimbra, e outro da freguesia de Buarcos.Em declarações à agência Lusa, a vereadora com o pelouro da ação social, Olga Brás, explicou que todas as situações identificadas estão a ser acompanhadas pelo município, que irá proceder ao realojamento das nove pessoas.“Estamos no terreno a levantar as necessidades e a recolher respostas para as resolver”, afirmou Olga Brás.Já fonte da divisão municipal de Ação Social e Saúde esclareceu que, dos nove desalojados, pelo menos cinco são cidadãos estrangeiros, oriundos do Brasil e Sri Lanka.“As pessoas ficaram desalojadas porque o telhado das suas casas desapareceu. Algumas ficaram em muito mau estado e foram mesmo interditadas pela Proteção Civil, por não reunirem condições de segurança”, revelou a mesma fonte.Foi o caso de uma habitação localizada ao pé do edifício da antiga Universidade Internacional da Figueira da Foz (UIFF) – que está a ser reabilitado para albergar um futuro centro do Instituto de Emprego e Formação Profissional – cujo telhado desabou, atingindo, com pedras e detritos vários, pelo menos sete automóveis, quatro dos quais ficaram completamente destruídos.Na casa, localizada ao pé da ex-UIFF, que ficou sem condições de habitabilidade, viviam três pessoas (um casal com uma criança oriundo do Sri Lanka), que vão ser realojadas num apartamento municipal na zona do Mártir Santo, na freguesia de Buarcos.Este mesmo apartamento - detido pela empresa municipal Figueira Domus, destinado a situações de catástrofe e gerido pela Proteção Civil da Figueira da Foz - irá acolher uma mulher sozinha, acompanhada de um gato, cuja habitação, um apartamento na rua de Nossa Senhora da Encarnação, na mesma freguesia, colapsou.Já três pessoas de uma família da freguesia rural do Alqueidão irão ser realojadas numa habitação nova, a estrear, no bairro social da Praia da Leirosa, na freguesia da Marinha das Ondas, no sul do concelho.Por último, dois brasileiros, colegas de trabalho, residentes em São Julião, serão, à partida, realojados num hostel, com o encargo financeiro a ser assumido pelo Serviço de Atendimento e Acompanhamento Social (SAAS) do município.A fonte indicou ainda que uma psicóloga adstrita ao SAAS está a acompanhar 13 pessoas, entre as quais sete crianças, das duas famílias proprietárias dos equipamentos de diversão instalados no parque de estacionamento da avenida de Espanha (a maioria dos quais ficou destruído à passagem da depressão Kristin).As duas famílias indicaram não precisarem de ser realojadas, por possuírem casa em Porto de Mós (Leiria), de onde são naturais e irão permanecer nas suas caravanas, estacionadas no parque de estacionamento junto à praia e barra do rio Mondego.À Lusa, o comandante dos Bombeiros Sapadores da Figueira da Foz, Nuno Pinto, contabilizou um total de 189 ocorrências registadas oficialmente no município até às 14:00 de hoje.O responsável pelas operações de socorro e de apoio logístico, admitiu, no entanto, que o número total de ocorrências “é muito superior”, por existir um conjunto de respostas de situações que não entra na contabilização oficial.No terreno, nas operações em curso, estão 124 operacionais das corporações de bombeiros Sapadores e Voluntários da Figueira da Foz, sapadores florestais, Cruz Vermelha Portuguesa e funcionários municipais.Lusa.Presente na sede da Proteção Civil, em Carnaxide, Luís Montenegro não descartou que seja decretado estado de calamidade em Leiria, tal como foi requerido pelo autarca local."Estamos a fazer uma avaliação de tudo o que são as consequências no terreno, para termos a normalidade restabelecida. Não excluímos nada, mas não vamos tomar medidas sem a devida fundamentação", afirmou aos jornalistas."Viemos tomar conhecimento ainda mais próximo das ocorrências. quisemos fazer um ponto da situação e assistir a um conjunto de informações que são necessários para compreendermos o que é que se passou. Reiteramos o nosso pesar pelas vidas que se perderam e registar a prontidão com que todas as ocorrências foram enfrentadas pelo nosso sistema de Proteção Civil", acrescentou o primeiro-ministro, que apelou à população para acatar as indicações das autoridades competentes, pois "vamos continuar a ter precipitação, vento forte e agitação marítima"..O Centro de Coordenação Operacional Municipal registou hoje 416 ocorrências em Lisboa devido à depressão Kristin, a maioria de quedas de árvores e de estruturas, mas sem registo de danos pessoais, anunciou fonte oficial.Segundo o vereador Rodrigo Mello Gonçalves (IL), responsável pelo Serviço Municipal de Proteção Civil (SMPC) de Lisboa, o centro de coordenação operacional registou 416 ocorrências, das quais 310 já se encontravam resolvidas pelas 15:00, resultantes principalmente de “quedas de árvores e quedas de estruturas”.As freguesias mais afetadas foram Avenidas Novas, Lumiar e Benfica, e durante a manhã “alguns semáforos não estiveram a funcionar” na cidade de Lisboa, avançou o autarca, na reunião do executivo, acrescentando que, “no pico” da passagem da depressão Kristin foi registada pelas 04:00 “uma rajada” de vento de 110 quilómetros/hora.Mello Gonçalves salientou que “felizmente não há ocorrências muito graves em Lisboa” e “não há vítimas” em consequência das mais de quatro centenas de situações provocadas pelo mau tempo.O presidente da câmara, Carlos Moedas (PSD), antes da ordem do dia da reunião pública do executivo, apresentou o novo diretor do SMPC, André Fernandes, e referiu que, enquanto presidente do conselho da Área Metropolitana de Lisboa, ofereceu aos municípios vizinhos “a ajuda” dos serviços municipais lisboetas e lamentou as vítimas mortais da depressão, entre as quais uma na AML, em Vila Franca de Xira.O vereador da Mobilidade, Gonçalo Reis (PSD), explicou que se registaram avarias em 160 semáforos da cidade, mas em articulação com a E-Redes foram sendo repostos em funcionamento, restando só 28 numa primeira fase sem funcionar, depois 11 e, à tarde, só três estavam por repor.O vereador Sérgio Cintra (PS) também saudou “o esforço” dos funcionários municipais no trabalho de prevenção para a passagem da depressão, saudação também manifestada pela vereadora Carolina Serrão (BE).Lusa.O meteorologista do IPMA presente no briefing da Proteção Civil, Nuno Lopes, adiantou que "na próxima noite vamos ter precipitação". "Emitimos aviso amarelo entre as 21:00 e as 9:00, principalmente para as regiões Norte e Centro do país, incluindo para algumas das zonas já afetadas", revelou.O responsável projetou ainda, para os próximos dias, mais "episódios de precipitação e algum vento, que vão acrescentar mais pressão sobre o sistema, nomeadamente sobre as barragens"..No briefing feito esta tarde na sede da Proteção Civil, em Carnaxide, um meteorologista do IPMA revelou que as maiores rajadas de vento registadas aquando da passagem da depressão Kristin foram detetadas na Base Aérea de Monte Real, em Leiria."A Força Aérea registou rajadas de vento na base de Monte Real de 176 km/h. Depois a estrutura ficou afetada e não houve mais registos", revelou Nuno Lopes.O responsável salienta que se trata de uma "situação rara" e que a tempestade "veio em grande velocidade para o continente"..O secretário de Estado da Proteção Civil revelou, num balanço a meio da tarde, que ainda há cerca de 500 mil portugueses sem energia elétrica, num dia em que cerca de um milhão chegou a ficar sem eletricidade.Rui Rocha acrescentou que "um dos maiores prejuízos foi a queda de árvores, que criou obstáculos nas estradas", reiterou que o "estado de alerta e prontidão está no nível máximo" e lembrou que o IPMA emitiu aviso vermelho devido à agitação marítima.Questionado sobre o pedido do autarca de Leiria para ser decretado estado de calamidade, o governante remeteu essa decisão para depois de uma avaliação..As vias em Amora, Arrentela e Aldeia de Paio Pires, no concelho do Seixal, encerradas preventivamente desde a madrugada de hoje devido ao mau tempo, já foram reabertas esta tarde, segundo o Serviço Municipal de Proteção Civil.Os cortes tinham entrado em vigor às 00:00 de hoje.Na freguesia de Amora esteve cortada a Rua Infante Dom Augusto (Estrada do Talaminho), entre a Rua Arquiteto José António Conde (acesso à Quinta da Princesa) e a Avenida 25 de Abril (EN10).Na Arrentela o corte ocorreu na Avenida Carlos de Oliveira, entre a Avenida 6 de Novembro de 1836 e a Avenida General Humberto Delgado (Cavadas) e na Aldeia de Paio Pires, na Rua José Gregório de Almeida, entre a Avenida Siderurgia Nacional e a Rua Quinta da Galega e na Rua Quinta da Galega (prolongamento da rua do Desembargador), entre a Rua Quinta da Campina e a Rua José Gregório de Almeida.Numa nota publicada na rede social Facebook, a proteção civil municipal do Seixal, no distrito de Setúbal, adianta ainda que foi entretanto necessário fechar o trânsito na Rua das Artemísias, em Belverde, e na Rua Quinta das Conchas, em Fernão Ferro, devido à queda de árvores."Estas vias serão reabertas assim que as condições de segurança o permitirem", lê-se na nota.No Seixal verificaram-se também danos em infraestruturas de comunicações e elétricas e o mercado municipal sofreu danos na cobertura e está fechado por questões de segurança.Lusa.O candidato presidencial António José Seguro lamentou hoje as mortes na sequência do mau tempo e disse estar a acompanhar a situação junto de alguns presidentes de câmara, ponderando adaptar a agenda nos próximos dias para visitar zonas afetadas.“Não sendo Presidente, sendo candidato a Presidente da República, tenho seguido com atenção o que está a acontecer no país e já falei com alguns presidentes de Câmara das regiões mais afetadas. Eu expresso as minhas condolências às famílias das vítimas”, disse Seguro aos jornalistas à margem de uma ação de campanha com personalidades da Cultura, em Lisboa.Questionado sobre a possibilidade de adaptar a campanha para ir visitar alguns dos locais afetados, o candidato mais votado na primeira volta das presidenciais disse que estava “a ponderar”.Seguro defendeu que a responsabilidade de um Presidente da República “é acompanhar ao minuto, ao segundo, diria mesmo, esta situação e pôr-se à disposição para poder ajudar a contribuir para que de facto exista uma rápida regularização da situação”.Questionado se isso deverá feito de forma discreta, o candidato apoiado pelo PS respondeu: “o país tem um sistema de proteção civil articulado que responde a estas situações e, tanto quanto eu sei, esse sistema está a funcionar. Isso é positivo, deixemos as pessoas que estão a trabalhar a fazer o seu trabalho".Sobre se achava que o chefe de Estado deveria estar mais presente nestes momentos, o candidato apoiado pelo PS defendeu que, neste momento, "a Proteção Civil e os autarcas estão só focados em proteger as suas populações e aquilo que é o património e rapidamente criar condições para que se volte à normalidade"."Neste momento o meu contacto tem sido com os autarcas e com algumas pessoas que conheço e que estão mais próximas desses lugares", respondeu quando questionado se tinha contactado o Governo sobre o meu tempo.Para Seguro, a preocupação neste momento "é limitar os estragos, apoiar as vítimas e consolar, na medida do possível, os familiares das vítimas mortais a lamentar".Lusa.As equipas da NOS estão no terreno a trabalhar, na sequência das perturbações causadas pela depressão Kristin, na imediata normalização logo que as condições permitam acesso às vias rodoviárias e fornecimento de energia.A informação foi avançada à Lusa por fonte oficial da operadora de comunicações eletrónicas."Face às perturbações causadas pela depressão Kristin, as equipas da NOS encontram-se, no terreno, a monitorizar a evolução de cada situação específica e a trabalhar na sua imediata normalização, logo que as condições o permitem, nomeadamente o acesso às vias rodoviárias e o fornecimento de energia", referiu a fonte.Mais de 300 mil clientes dos operadores de comunicações eletrónicas Meo, NOS, Vodafone e Nowo foram afetados pelo mau tempo, disse hoje à Lusa fonte oficial da Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom).Quanto às regiões afetadas, a Anacom indicou Coimbra, Castelo Branco, Faro, Leiria, Lisboa, Portalegre, Porto, Santarém, Setúbal e Viseu.Lusa.Uma mulher de 83 anos que estava desaparecida desde a manhã em Silves foi encontrada sem vida dentro do carro, avança a RTP. A viatura foi encontrada na ribeira de Algoz.Segundo a RTP, a mulher tinha ligado ao marido a dizer que estava rodeada de água e que não conseguia sair do local.De acordo com o presidente da Autoridade Nacional da Proteção Civil, José Manuel Moura, tratou-se de um "acidente" e por isso este óbito não está incluído na contabilização das vítimas mortais devido ao mau tempo..Segundo a Infrestruturas de Portugal, às 14h00, eram estes os contrangimentos nas linhas ferroviárias:Linha do Norte: circulação suspensa entre Lamarosa e Alfarelos;Linha da Beira Baixa: circulação suspensa entre Ródão e Castelo Novo;Ramal de Alfarelos: circulação suspensa entre Fontela e a Figueira da Foz;Linha do Oeste: circulação suspensa entre Meleças e Caldas da Rainha, e entre Louriçal e Amieira..A Barragem do Alqueva vai iniciar hoje descargas controladas, a partir das 16:00, através da abertura dos descarregadores de meio fundo, para responder ao facto de a albufeira se encontrar próxima do Nível de Pleno Armazenamento.Em comunicado, a Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA) revelou que, às 16:00, “vai abrir os descarregadores de meio fundo da barragem” para efetuar “descargas controladas”.Esta operação visa responder “à persistência de caudais afluentes elevados no Sistema Alqueva-Pedrógão, que elevaram os níveis da albufeira para valores próximos do Nível de Pleno Armazenamento”, explicou a empresa.“Prevê-se um caudal de descarga inicial de 600 metros cúbicos por segundo (m3/s) que, somado ao caudal turbinado, perfaz um caudal lançado total de 1.200m3/s”, informou a EDIA.Lusa.Mais de 300 mil clientes dos operadores de comunicações eletrónicas foram afetados pelo mau tempo, disse hoje à Lusa fonte oficial da Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom).De acordo com a fonte, são "mais de 300 mil afetados no total dos operadores", Meo, NOS, Vodafone e Nowo.Quanto às regiões afetadas, a Anacom indicou Coimbra, Castelo Branco, Faro, Leiria, Lisboa, Portalegre, Porto, Santarém, Setúbal e Viseu..A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil emitiu um esclarecimento no qual regista a existência de quatro vítimas mortais, na sequência da passagem da depressão Kristin.Em comunicado especifica que morreu uma pessoa em Vila Franca de Xira em resultado da queda de uma árvore; outra em Carvide (Leiria) por queda de uma chapa metálica; outra em Fonte Oleiro, que foi encontrada em paragem cardiorespiratória numa obra; e a quarta em Carvide, depois de ter ficado presa na estrutura da habitação.Anteriormente, o autarca de Leiria tinha dado conta da existência de quatro vítimas mortais naquele concelho - precisando que duas mortes estavam diretamente ligadas à depressão e as outras duas devido a paragens cardiorrespiratórias - as quais, juntamente com a morte em Vila Franca de Xira, aumentavam para cinco o numero de mortos..Cinco estufas da Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra (APCC), localizadas na Quinta da Conraria, ficaram na madrugada desta quarta-feira destruídas por causa da força do vento, causando cerca de 40 mil euros de prejuízos, revelou o presidente da instituição.Em declarações à Lusa, Carlos Condesso informou que as cinco estufas ficaram completamente “coladas ao chão”.“Mesmo os sistemas de rega que temos implementados não sei se poderão servir para novas estufas, porque os ferros da estrutura estão todos torcidos. Está tudo danificado, não dá para recuperar nada”, lamentou.De acordo com o presidente da APCC, os prejuízos deverão rondar os 40 mil euros.“Isto faz muita falta a esta IPSS [Instituição Particular de Solidariedade Social], com muitas respostas sociais. Tanto para consumo, mas também porque é uma significativa fonte de rendimento”, justificou.De acordo com Carlos Condesso, os produtos hortícolas para consumo na Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra são provenientes destas estufas.“Não vamos comprar ao mercado e ainda vendemos excedentes. Ao mesmo tempo, permite a formação dos utentes, no âmbito da agricultura, e também das atividades que os nossos utentes, sendo remunerados, exercem aqui o seu trabalho”, acrescentou.As estufas funcionam ainda como complemento da Quinta Pedagógica, onde regularmente são visitados por escolas, creches e infantários.“As crianças vêm aqui passar o dia connosco, têm várias atividades, uma delas é fazerem pão: moerem o milho, terem a farinha, fazerem pão. Ou então vão às nossas estufas e aos campos que estão cultivados colherem produtos, hortícolas, para confecionarem a sopa”, referiu.Como fonte de rendimento, a APCC tem ainda desenvolvido nas estufas ‘team buildings’ para empresas.“Fazem plantações, colheitas, depende um bocadinho da época sazonal, mas é sempre um momento de diversão e muito procurado pelas empresas. Agora, de um momento para o outro, ficámos com este equipamento completamente no chão”, concluiu.Lusa.A Autoestrada 1 (A1) continuava pelas 14h00 cortada em vários pontos e condicionada entre os nós de Torres Novas (Santarém) e Pombal (Leiria), principalmente no sentido sul-norte, devido à queda de árvores, indicaram a GNR e a Brisa.Segundo disse à Lusa fonte oficial da Guarda Nacional Republicana (GNR), “devido à queda de árvores”, a circulação na A1 decorre “com dificuldades e corte de via entre o nó de Torres Novas e Pombal”, afetando “ambos os sentidos” para a realização de “trabalhos de limpeza da via”.A mesma fonte acrescentou ter indicação de que a via “está cortada”, apesar de “períodos em que deram movimento às viaturas”, mas houve necessidade de voltar a suspender a circulação.A Brisa Concessão Rodoviária informou, em comunicado, que “devido um incidente, a circulação na A1 está cortada ao quilómetro 153 (sentido norte-sul), entre os nós de Pombal e de Leiria.Contactada pela Lusa, fonte oficial da Brisa disse não ter informação sobre o tipo de “incidente” que motivou o corte da circulação.Anteriormente, fonte da GNR disse à Lusa que a A1 estava cortada no sentido sul-norte junto à saída para Fátima, no distrito de Santarém, para limpeza de detritos provocados pelo mau tempo, ao quilómetro 94.No comunicado, a Brisa informou também que, além da A1, o trânsito estava cortado no nó de entrada da A23, que liga Torres Novas à Guarda.Lusa.Os danos provocados pelo vento vão inviabilizar a realização na Expocentro, em Pombal, das várias competições de atletismo em pista curta previstas para este inverno, disse à Lusa o presidente da Federação Portuguesa de Atletismo (FPA).Contactado pela Lusa, Domingos Castro deu conta dos estragos nas instalações, onde, anualmente, é instalada a pista curta, para a realização de várias competições ‘indoor’, entre as quais os Campeonatos de Portugal, em 28 de fevereiro e 1 de março.“Pelas imagens, provavelmente não teremos possibilidade de organizar nenhuma prova em Pombal. Os estragos são muito grandes”, reconheceu o líder da FPA, reconhecendo o “cenário devastador”.O vento deixou a Expocentro sem um dos topos do pavilhão, arrancando ainda algumas chapas da cobertura.“Já estamos a trabalhar para ver se conseguimos juntar todas as competições em Braga. Tínhamos dividido os campeonatos nas duas cidades, porque são muitas, mas vamos tentar ver se conseguimos fazer tudo em Braga”, prosseguiu. . Pombal deveria acolher, já no sábado e no domingo, os Nacionais de clubes da terceira divisão, desta vez com final direta.Domingos Castro acabou por dar conta à Lusa do impacto da passagem da depressão Kristin, nomeadamente na Marinha Grande, onde o dirigente federativo iria reunir com os responsáveis camarários e do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), tendo em vista o projeto da Casa das Seleções.“Muito cedo, pelo caminho, perdi as comunicações. Quando eu cheguei à Marinha Grande, e peço desculpa pela expressão que vou utilizar, parece que encontrei um cenário de guerra. A cidade da Marinha Grande foi pelo ar. Aquilo foi uma coisa inacreditável, não há palavras que descrevam aquilo que eu vi”, admitiu.O antigo atleta acabou por regressar a Lisboa, sem conseguir reunir ou contactar os interlocutores.“Eu fiquei sem palavras e não consigo descrever o que vi. É desolador e fiquei muito, muito, muito triste. Em meu nome e da FPA, quero dizer-vos que estamos solidários, como todo o país, com esta situação, porque realmente há muitos, muitos estragos. E a nossa modalidade também foi apanhada nesses estragos”, concluiu.O calendário da pista curta previa a realização, em 14 e 15 de fevereiro, do Nacional de Clubes, em Braga, onde deveria ser disputada a final nacional do triatlo técnico, no sábado, assim como os Nacionais de sub-18, em 07 e 08 de fevereiro, e de sub-20, em 21 e 22 de fevereiro, ambos em Pombal, que antecedem a disputa dos Mundiais ‘indoor’ Torun2026, entre 20 e 22 de março.Lusa. O presidente da Câmara de Leiria apelou hoje ao Governo para que possa decretar o estado de calamidade em Leiria, tendo em conta que o concelho foi dos mais afetados pela depressão Kristin.“O primeiro apelo que fazia, era que o próprio Governo equacionasse de imediato o estado de calamidade para podermos acudir a todos os prejuízos e recolher, na nossa região, os meios necessários para recuperar a vida normal do nosso concelho”, adiantou Gonçalo Lopes (PS).O autarca pediu ainda que “o foco de todas as equipas, seja da E-Redes, seja da Proteção Civil, seja de outros recursos, sejam concentrados em Leiria”.De acordo com o presidente, a “cidade de Leiria foi atingida de maneira drástica naquilo que são os seus bens públicos e privados”.“Temos espaços públicos virados de pernas para o ar. É algo que vai obrigar a um esforço muito grande de recuperação nos próximos meses. O impacto é semelhante àquilo que pode significar uma bomba dentro da nossa cidade, com destruição maciça”, revelou.Afirmando que não foram só os espaços públicos a serem atingidos, Gonçalo Lopes explicou que “muitos dos equipamentos passam por igrejas, estádios, piscinas, casas, esplanadas”.“Algo nunca visto, provocado pelo fenómeno que aconteceu entre as 03:00 e as 05:00 da manhã e para o qual não conseguimos ter resposta”, disse.O autarca revelou que se perspetiva que nos próximos dois dias a maioria da população continue sem abastecimento de água e eletricidade.“A E-Redes está a mobilizar todos os recursos nacionais para Leiria. Não vamos ter eletricidade durante este período e, portanto, todo o apelo que deixava é que empresas e instituições que tenham geradores disponíveis e que possam ceder para acudir às populações mais necessitadas, como lares e a PSP. Temos uma linha já dedicada para fazer uma lista de prioridades para colocar o nosso concelho rapidamente com energia”, reforçou.Segundo o presidente, a “questão da eletricidade tem consequências nas comunicações, no fornecimento de água”. Por isso, apelou à população para que seja “muito racional e equilibrada nos consumos” de água e bens alimentares.Um dos principais problemas, explicou, foram os danos nas linhas de alta tensão, “que foram profundamente afetadas na região”, e, por isso, “as subestações de Leiria, todas elas, estão inoperacionais”.A reposição da energia será idêntica ao que se verificou no ‘apagão’. .“Apelo para que as pessoas fiquem em casa durante os próximos períodos". Gonçalo Lopes informou ainda que estão a trabalhar para reabrir as vias de comunicação, “com uma preocupação especial para o IC2 [itinerário complementar 2], na zona da Roca, e na “estrada nacional 109, que liga Leiria à Figueira da Foz, que está também com dificuldades de circulação”.“Apelo para que as pessoas fiquem em casa durante os próximos períodos, de modo a evitar o constrangimento das vias e a deixá-las livres para quem vai em socorro e auxílio na resolução dos problemas”, frisou.Outro dos pedidos deixados pelo autarca é a cedência de geradores que empresas ou particulares possam ter disponíveis. “Temos várias empresas que já nos disponibilizaram geradores. Estamos a falar de uma situação extremamente grave, sobretudo nos lares”, que estão sem energia, apontou, referindo que estão a fazer o ponto de situação das dificuldades dos 60 lares do concelho.A autarquia disponibilizou um número de telefone (922 273 694) para onde podem ligar para disponibilizarem os geradores.Outra das preocupações manifestadas pelo presidente da Câmara é a Estação de Tratamento de Águas Residuais do Coimbrão, que se encontra inoperacional. “Estamos a medir os impactos ambientais que poderá ter uma infraestrutura desta dimensão que deixou de estar em funcionamento”, acrescentou.Serão ainda disponibilizadas “casas de recolha” para cidadãos que não tenham onde pernoitar.Lusa.No município de Vila Franca de Xira, a passagem da depressão Kristin provocou uma morte, queda de estruturas temporárias, deslizamento de terras, quedas de árvores e inundações. No balanço da autarquia são também referidos danos em redes de abastecimento de eletricidade, gás e telecomunicações, num "total de 73 ocorrências" devido aos efeitos da depressão. "A mais grave foi a queda de árvore sobre uma viatura, na estrada nacional 1, em Povos (Vila Franca de Xira), que provocou uma vítima mortal. O Município lamenta o triste acontecimento e expressa as mais sentidas condolências à família e amigos da vítima", lê-se na nota.A Câmara Municipal de Vila Franca de Xira adianta que a escola Vasco Moniz "está encerrada por razões de segurança", devido a uma "queda de árvore".É ainda referido que há estradas municipais condicionadas e algumas cortadas ao trânsito por queda de árvores. "Registou-se condicionamento e corte temporário de trânsito na EN10 (Reta do Cabo), N1 (Povos e Castanheira do Ribatejo). A Estrada da Granja – Rua 1º Maio (Vialonga) foi interdita ao trânsito por inundação"A autarquia "apela à população para redobrar cuidados, evitar deslocações desnecessárias e seguir as indicações das autoridades competentes". .A Câmara Municipal de Penela, no distrito de Coimbra, ativou hoje o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil, devido à passagem da depressão Kristin.“Temos muitos estragos: edifícios municipais, bombeiros voluntários, as escolas estão todas com danos significativos [e] muitas casas particulares. Ainda estamos a fazer o levantamento”, afirmou à Lusa o presidente da Câmara Municipal de Penela (distrito de Coimbra).Segundo Eduardo Nogueira dos Santos, há também várias empresas na zona industrial de Penela “com danos muito significativos nas suas instalações”.Na sequência do mau tempo, caíram também postos de eletricidade de média e baixa tensão, assim como linhas de comunicação, tendo o concelho estado sem comunicações móveis durante “três horas sensivelmente”.“É um cenário catastrófico”, descreveu o autarca, que admitiu que possa haver desalojados.Eduardo Nogueira dos Santos adiantou que “uma área muito significativa” do concelho está sem energia elétrica, estimando que a situação se verifique em 80% do concelho.Ao início da manhã, Câmara Municipal tinha anunciado, nas redes sociais, que as escolas do concelho estariam hoje encerradas.Lusa.Perto de 529 mil clientes da E-Redes no continente português estavam às 13h00 desta quarta-feira sem eletricidade, com o distrito de Leiria a concentrar “mais de metade do total de clientes impactados”, segundo a empresa.Numa nota, a E-Redes lembrou que “a rede elétrica foi bastante impactada pelas condições meteorológicas adversas provocadas pela depressão Kristin, causando vários danos na infraestrutura física de distribuição de eletricidade”.As operações das equipas no terreno – com 1200 operacionais às 13h00 - foram dificultadas pelo mau tempo registado de madrugada e ao início da manhã, tendo sido depois repostas as “condições de mobilidade para a resolução das avarias que se registaram na alta, média e baixa tensão”.Pelas 06h00 cerca de um milhão de pessoas chegaram a estar sem energia no continente.Lusa.A zona sul da cidade e do concelho de Castelo Branco estão sem fornecimento de energia elétrica e a zona residencial junto ao cemitério está com problemas ao nível do abastecimento de água, segundo a Câmara Municipal.Em declarações à Lusa, o presidente do município de Castelo Branco, Leopoldo Rodrigues, disse que há muitos estragos em todo o concelho causados pela passagem da depressão Kristin, sem que, neste momento, seja possível fazer uma quantificação.“Temos zonas no sul do concelho e da cidade sem eletricidade. Estamos, em conjunto com a E-Redes a trabalhar para que a situação seja normalizada o mais rápido possível”, referiu Leopoldo Rodrigues.O autarca adiantou que também a zona residencial junto ao cemitério de Castelo Branco está a ser afetada no abastecimento de água.“Há uma conduta naquela zona que foi danificada pela queda de uma árvore de grande porte”, vincou.O presidente da Câmara de Castelo Branco salientou que está a ser dada prioridade à desobstrução das vias de comunicação no concelho cuja normalidade “está praticamente reposta”.“Estamos também a fazer tudo para que amanhã [quinta-feira] as escolas sejam reabertas e voltem à normalidade”, acrescentou.Lusa.O vento forte que se fez sentir na última noite, com rajadas que chegaram a ultrapassar os 140 quilómetros por hora, "derrubou dezenas de árvores em várias zonas" do Santuário de Fátima. "Ao nível do património edificado, a tempestade Kristin provocou estragos de pequena monta em algumas infraestruturas que estão já a ser objeto de reparação. A Capelinha das Aparições e a centenária azinheira não sofreram qualquer dano", informou o Santuário numa mensagem nas redes sociais, onde divulgou imagens que mostram as consequências da passagem da depressão Kristin..O vento que se fez sentir de madrugada destruiu várias aeronaves e o hangar da empresa de manutenção do Aeródromo Municipal Bissaya Barreto, em Coimbra, causando prejuízos superiores a um milhão de euros, revelou o diretor António Ferreira.“Estamos em fase de avaliação de danos, mas muito por alto, os prejuízos são muito provavelmente na ordem de um milhão de euros ou mais”, destacou o diretor do Aeródromo Municipal Bissaya Barreto.De acordo com António Ferreira, foram registados danos acentuados em sete a nove aeronaves, ficando algumas delas irrecuperáveis.“Temos o sistema de indicador de ventos que está partido, a estação meteorológica aeronáutica partida e o dano maior é no hangar da empresa de manutenção, a IAC - Indústrias Aeronáuticas de Coimbra”, descreveu.O hangar ficou sem a cobertura e o portão de entrada acabou também ele por voar, causando danos nas aeronaves que ali estavam alojadas. . Na cidade de Coimbra, o vento levantou parte da cobertura do Mercado Municipal D. Pedro V, que depois de vincar e quebrar, acabou por voltar ao sítio, embora exija reparação.A água entrou no edifício e atingiu as bancas de frutas e legumes, mas não afastou os comerciantes, que decidiram continuar a trabalhar.Clarinda Fonseca, que trabalha há cerca de 36 anos por sua conta no Mercado Municipal, chegou um pouco mais tarde do que o habitual, porque encontrou algumas dificuldades na estrada, mas encontrou o espaço “limpo e pouco molhado”.“Não me apanhou a banca e decidi trabalhar”, referiu, indicado que a banca mais afetada foi a da Mariazinha do Caldo-Verde, que ainda assim conseguiu vender tudo o que tinha trazido.O mau tempo levou também ao encerramento do Parque do Portugal dos Pequenitos, para reposição dos estragos causados e avaliação das essenciais condições de segurança do edificado e património arbóreo.“O Parque lamenta o incómodo causado e agradece a compreensão de todos os visitantes, assegurando que está a trabalhar para reabrir o espaço o mais breve possível”, esclareceu em nota de imprensa.Lusa.Três famílias ficaram desalojadas no concelho de Pombal, distrito de Leiria, devido ao mau tempo, anunciou a Câmara Municipal, que pediu à população o uso racionado da água.Num ponto de situação enviado à agência Lusa relativamente a informação recolhida até às 12h00, a autarquia explicou que, “até ao momento, há indicação de três famílias desalojadas”, mas desconhece-se a existência de feridos graves.Duas das famílias desalojadas são do Carriço e outra é de Pombal, segundo fonte do município disse à agência Lusa.A autarquia, que ativou o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil, alertou que, “tendo em conta a falha da rede elétrica, prevê-se que possam começar a acontecer falhas na rede pública de abastecimento de água, situação que será restabelecida no mais breve prazo possível”.Nesse sentido, apelou à população “para o uso racionado de água, evitando uma utilização excessiva”.A Câmara adiantou que, “não existe, até ao momento, previsão para o restabelecimento do fornecimento de energia”, assinalando ainda, no que diz respeito às comunicações móveis, que “apenas algumas redes se encontram operacionais”, embora com falhas, e também “não há previsão para a normalização do serviço”.“O município e toda a estrutura de Segurança e Proteção Civil do concelho encontram-se a acompanhar permanentemente a situação, em articulação com as entidades competentes”.Lembrando que todas as escolas do concelho se encontram encerradas por precaução, a autarquia pede ainda aos cidadãos para que se “mantenham atentos aos vizinhos, sobretudo às pessoas mais vulneráveis, ajudando dentro do que for seguro”.“Apelamos também à população que evite deslocações desnecessárias, de forma a permitir o trabalho eficaz das equipas no terreno e para garantir a segurança de todos”, referiu a Câmara, reiterando a recomendação para que, dadas as limitações nas comunicações, os cidadãos “acompanhem a evolução da situação através dos meios de comunicação social e das páginas oficiais do município”.Lusa.A rajada de vento com maior intensidade associada à depressão Kristin registada pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) foi de 149 quilómetros por hora no Cabo Carvoeiro, Peniche, às 04h00 desta quarta-feira, disse à Lusa fonte do IPMA.A mesma fonte especificou que esta foi a velocidade mais elevada registada numa estação do IPMA durante o mau tempo da última madrugada, existindo outras estações de outras entidades que poderão ter registado valores diferentes..A passagem da depressão Kristin fez quatro mortos em Leiria, avançou o presidente da Câmara Municipal de Leiria, em conferência de imprensa.O autarca Gonçalo Lopes precisou que duas mortes estão diretamente ligadas à depressão e as outras duas devido a paragens cardiorrespiratórias.Sobe, assim, para cinco o número total de vítimas mortais devido ao mau tempo que se fez sentir na última madrugada. Minutos antes de ser conhecida esta nova atualização do número de mortos pelo presidente da Câmara de Leira, a Proteção Civil fez um ponto da situação, sem fazer referência a cinco vítimas mortais, lamentando duas mortes. Anteriormente, ao início da manhã, a Proteção Civil reportou a morte de uma pessoa em Povos, Vila Franca de Xira, após a queda de uma árvore em cima do automóvel em que seguia. Mais tarde, confirmou uma segunda morte que ocorreu em Monte Real, Leiria, devido à “queda de uma estrutura”. DN/Lusa.Segundo José Manuel Moura, presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), viveu-se "uma situação com um potencial destrutivo muito significativo". Responsável disse que o "impacto foi minimizado muito pelos avisos à população", referindo que foram difundidas "mais de seis milhões de mensagens", por SMS, "por toda a nossa população".Ao início da madrugada, cerca de um milhão de pessoas ficaram afetadas pela falta de energia elétrica, situação que tem vindo a ser normalizada. Registam-se agora cerca de 590 mil clientes afetados pela falta de eletricidade. As regiões de Coimbra e Leiria foram as mais afetados pela depressão Kristin.José Manuel Moura referiu que "a tutela está sempre permanentemente informada das situações". "O secretário de Estado tem estado em permanente contacto comigo e a ser informado", adiantou. A Proteção Civil alargou o estado de prontidão especial de meios de nível 4, o máximo, até às 23h59 desta quarta-feira. .Linha do Douro – Circulação suspensa entre a Régua e Tua;Linha do Minho – circulação em via única entre Ermesinde e Contumil;Linha do Norte – Circulação suspensa entre o Entroncamento e a Pampilhosa;Linha da Beira Baixa – Circulação suspensa entre Ródão e a Guarda;Linha da Beira Alta - Circulação suspensa entre Oliveirinha e a Pampilhosa;Linha do Oeste – Circulação suspensa entre Meleças e Caldas da Rainha;Linha do Sul – Circulação suspensa entre Grândola e Lousal..A passagem da depressão Kristin por Portugal continental provocou mais de 3300 ocorrências, informou Daniela Fraga, adjunta do Comando de operações nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em novo ponto da situação. Entre as ocorrências registam-se quedas de árvores, inundações, quedas de estruturas e vários constrangimentos nas vias rodoviárias, nas comunicações e na rede de distribuição de energia elétrica.As sub-regiões mais afetadas, até ao momento, são as de Leiria - "com grande impacto" - de Coimbra, de Lisboa, Península de Setúbal, Oeste, Lezíria do Tejo, Médio Tejo e Aveiro, indicou a responsável da Proteção Civil, lamentando as duas vítimas mortais que ocorreram em Vila Franca de Xira e em Leiria. .A Câmara Municipal da Nazaré ativou o Plano Municipal de Emergência e determinou, por precaução, o encerramento de vários equipamentos na vila, onde o mau tempo causou diversos danos.Em comunicado, a autarquia, do distrito de Leiria, informou ter encerrado, por precaução, diversos equipamentos municipais, entre os quais o mercado, piscinas, pavilhões desportivos, o estádio, a Biblioteca Municipal José Soares, o Centro Cultural da Nazaré e o ATL.A decisão surge na sequência da passagem da depressão Kristin, que atingiu o concelho durante a madrugada, tendo os ventos fortes provocado diversos danos.Segundo a Câmara, há a registar “queda de árvores em acessos ao concelho e vias municipais, contentores de resíduos alagados, ‘outdoors’ de grande dimensão danificados, destruição de esplanadas, varandas e paragens de autocarro, cheias rápidas com galgamento de linhas de água para a rede viária e deposição significativa de areia na marginal e arruamentos adjacentes”.De acordo com o Comando Sub-Regional do Oeste de Operações de Socorro, foram também interditadas as praias deste concelho, bem como o Forte de São Miguel, para evitar comportamentos de risco.Lusa.Veja as imagens dos efeitos da passagem da depressão Kristin.As infraestruturas das operadoras de telecomunicações foram danificadas pela tempestade Kristin, incluindo cortes em linhas de fibra ótica que impedem os serviços telefónicos aos clientes, tanto na rede móvel como na fixa, sobretudo na região centro de Portugal continental.“A Vodafone confirma a existência de danos em infraestruturas de comunicação das redes móvel e fixa (nomeadamente múltiplos cortes de fibra), situação agravada por cortes de energia prolongados em algumas zonas do País. Estas ocorrências têm maior incidência na zona centro (litoral e interior)”, disse fonte oficial da empresa à Lusa.A mesma fonte acrescentou que foram ativados “de imediato os seus mecanismos de continuidade de operação” e há “equipas técnicas (...) a trabalhar, no terreno, na recuperação dos serviços com a maior celeridade possível”.“O MEO registou falhas de serviço em várias regiões do País, associadas também aos cortes de abastecimento de energia elétrica que afetam diretamente o serviço”, confirmou também fonte oficial desta outra operadora de telecomunicações à Lusa.À semelhança da Vodafone, o MEO “ativou, de forma preventiva, o seu plano de atuação de crise que prevê catástrofes naturais desta ordem, a fim de tentar mitigar os danos causados por esta intempérie”, tendo a fonte acrescentado que a empresa está “em contacto permanente com as autoridades, os municípios e com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), garantindo apoio contínuo e coordenação na gestão das ocorrências”.Ainda segundo o MEO, “neste momento, estão delineadas as prioridades para a recuperação do serviço e as equipas de terreno irão atuar o mais rapidamente possível dadas as circunstâncias”.Lusa.Os efeitos da depressão Kristin provocaram estragos no Estádio Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria.As fortes rajadas de vento que se fizeram sentir durante a madrugada desta quarta-feira levantaram a cobertura do recinto e provocaram danos na estrutura, como mostram as imagens que estão a circular nas redes sociais. .Foram registados vários danos no Aeródromo Municipal de Coimbra devido à passagem da depressão Kristin. De acordo com o Diário de Coimbra, estruturas e aeronaves ficaram "bastantes danificadas" por causa do mau tempo que se fez sentir durante a última noite.Há também vários estragos nas imediações do Aeródromo Municipal de Coimbra, onde está sediado o aeroclube e onde as aeronaves ficam estacionadas, indica ainda o jornal..O vento forte provocado pela depressão Kristin provocou na madrugada desta quarta-feira diversos danos no Hospital Distrital da Figueira da Foz (HDFF), com vidros partidos e serviços condicionados, disse fonte hospitalar.Fonte oficial do hospital, que é sede da Unidade Local de Saúde (ULS) do Baixo Mondego, revelou à Lusa a existência de estragos, com “muitos vidros partidos” em várias áreas do edifício, localizado na margem esquerda do Mondego, junto à praia.“Em consequência, alguns gabinetes [de consultas externas e outros] e o bloco operatório encontram-se temporariamente condicionados, não sendo, neste momento, possível garantir a circulação segura de utentes até essas zonas”, adiantou a mesma fonte, em informação prestada às 11h00 de hoje.A mesma fonte indicou que a situação não afetou os doentes internados na unidade de saúde, tendo estes sido salvaguardados dos efeitos do temporal.“A ULS do Baixo Mondego ativou, de imediato, os procedimentos internos necessários, estando as equipas técnicas a avaliar os danos e a desenvolver as intervenções necessárias para reposição das condições de segurança e normal funcionamento, com a maior brevidade possível”, vincou.Lusa.Mais de 610 mil clientes da E-Redes estavam às 11h00 sem energia elétrica em Portugal continental, sendo Leiria, com cerca de metade dos clientes afetados, Coimbra, Castelo Branco, Portalegre e Santarém, os distritos mais afetados, segundo a empresa.Segundo um balanço enviado pela E-Redes à Lusa, às 11h00 estavam sem energia, por causa do mau tempo, 613 mil clientes e mobilizados no terreno 1200 operacionais.“A intervenção das equipas operacionais da E-Redes mobilizadas no terreno foi dificultada pelas condições meteorológicas adversas, havendo agora condições de mobilidade para a resolução das avarias que se registaram na Alta, Média e Baixa Tensão”, adianta a empresa.De acordo com a empresa, a rede elétrica foi bastante afetada pelas condições meteorológicas adversas provocadas pela depressão Kristin, causando vários danos na infraestrutura física de distribuição de eletricidade.Lusa.A Infraestruturas de Portugal emitiu uma nota a dar conta dos constrangimentos na circulação ferroviária em algumas linhas da rede nacional, devido ao impacto da passagem da depressão Kristin, "que provocou falhas na rede elétrica, com impactos na catenária, e a queda de árvores sobre a infraestrutura".Assim, às 10h00 desta quarta-feira, havia circulação suspensa ou condicionada em várias linhas de norte a sul do país:Linha do Douro – Circulação suspensa entre a Régua e Tua;Linha do Minho – circulação em via única entre Ermesinde e Contumil;Linha do Norte – Circulação suspensa entre o Entroncamento e a Pampilhosa;Linha da Beira Baixa – Circulação suspensa entre Ródão e a Guarda;Linha da Beira Alta - Circulação suspensa entre Oliveirinha e a Pampilhosa;Variante de Alcácer – Circulação suspensa na totalidade;Linha do Oeste – Circulação suspensa entre Meleças e Caldas da Rainha;Linha do Sul – Circulação suspensa entre Grândola e Lousal;Linha de Évora – Circulação suspensa entre o Monte das Flores e Évora..O Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil de Leiria foi ativado na sequência do mau tempo que provocou uma morte e danos avultados no concelho, anunciou a Câmara.“O Município de Leiria informa que, na sequência da passagem da tempestade que afetou o concelho, e face aos impactos já registados no território, foi ativado o Plano Municipal de Proteção Civil”, divulgou a autarquia.O vereador com o pelouro da Proteção Civil na Câmara de Leiria, Luís Lopes, adiantou à agência Lusa hoje de manhã que a prioridade passa pelas infraestruturas mais importantes do concelho, que “sofreram danos consideráveis”.Uma delas é o quartel dos Bombeiros Voluntários de Leiria, onde os estragos provocaram ferimentos graves num bombeiro, que foi transportado para o hospital.Luís Lopes afirmou que há registo de outros feridos de menor gravidade.Em Monte Real, concelho de Leiria, uma pessoa morreu devido à “queda de uma estrutura” causada pela passagem da depressão Kristin, disse fonte da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.Outra das prioridades da Câmara, agora, é a reposição do abastecimento de água e eletricidade.No entanto, o responsável alertou a população que é possível que estas falhas se possam verificar ainda durante alguns dias, uma vez que várias estruturas estão danificadas.“Temos um trabalho muito grande pela frente. Apelamos às pessoas para que fiquem em casa e evitem circular na estrada, para desobstruir as vias”, aconselhou, solicitando ainda à comunidade para se entreajudar.Lusa.O mau tempo provocou esta noite 300 ocorrências na região do Oeste, onde há registo de 41 deslocados, seis desalojados e quatro feridos, um dos quais bombeiro, informou o Comando sub-regional do Oeste.Essas 300 ocorrências foram registadas entre as 04h00 e as 09h45, mas o comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região Oeste, Carlos Silva, admitiu que “este registo não corresponde à realidade porque ainda estão a ser carregadas muitas ocorrências que foram ocorrendo durante a noite e que não houve a capacidade nem dos agentes de proteção civil as transmitir”.Num primeiro balanço aos efeitos da passagem da depressão Kristin nos 12 concelhos sob responsabilidade daquele sub-comando, há a registar “41 deslocados, seis desalojados, três feridos leves, sendo um deles bombeiro, e um ferido grave”, disse Carlos Silva.Os concelhos mais afetados foram os localizados a norte da sub-região, nomeadamente Caldas da Rainha e Alcobaça, mas “as ocorrências mais relevantes registaram-se em Peniche, onde foram deslocadas 40 pessoas de um acampamento de um grupo de etnia cigana”, que foram encaminhadas para a Casa Municipal da Juventude, “onde ficaram a pernoitar por uma questão de precaução”.Houve ainda a registar “um deslocado no Cadaval, também por precaução, e em Alcobaça registaram-se três desalojados de uma habitação que ficou sem telhado”, acrescentou.No concelho de Alcobaça, uma casa contentor “foi deslocada pelo vento", causando um ferido ligeiro, e, em Pataias, registaram-se “três desalojados de uma habitação de madeira que ficou destruída”.Nesta freguesia do concelho de Alcobaça o mau tempo provocou também “a queda de uma árvore de grande porte em cima de uma autocaravana, da qual que resultou um ferido grave que estava no seu interior”, indicou o comandante.No concelho das Caldas da Rainha registou-se a queda de uma árvore de grande porte em cima de um depósito de gás “junto à linha ferroviária do Oeste e junto à escola básica integrada de Santo Onofre, que não abriu de manhã e vai manter-se fechada até se resolver a fuga de gás”.No mesmo concelho, na Serra do Douro, “da queda de uma árvore grande de porte em cima de um automóvel resultou um ferido leve”, e, no vizinho concelho de Óbidos, “um bombeiro sofreu um trauma num trabalho de corte de árvore, tendo sido considerado ferido leve”, acrescentou Carlos Silva.Na área do sub-comando, entre Torres Vedras e a Nazaré, há várias estradas cortadas em todos os concelhos e, “por questão de precaução, mantêm-se interditas das praias de Torres Vedras e Lourinhã (no distrito de Lisboa) e da Nazaré (no distrito de Leiria), incluindo o Forte São Miguel, para não haver comportamentos de risco”.Na região mantêm-se também fechadas à navegação as barras de São Martinho do Porto e de Peniche.O Comando sub-regional do Oeste abrange os concelhos de Alcobaça, Alenquer, Arruda dos Vinhos, Bombarral, Cadaval, Caldas da Rainha, Lourinhã, Nazaré, Óbidos, Peniche, Sobral de Monte Agraço e Torres Vedras.Lusa.Um casal e um filho menor ficaram esta quarta-feira desalojados devido à inundação da casa onde vivem, em Évora, provocada pelo mau tempo que fustiga o país, revelou fonte do Serviço Municipal de Proteção Civil (SMPC).O coordenador municipal de Proteção Civil de Évora, Joaquim Piteira, indicou à agência Lusa que uma linha de água galgou as margens e inundou a habitação, numa quinta situada no Bairro das Espadas, na periferia da cidade.Segundo a mesma fonte, o casal e o filho menor, cujas idades não soube precisar, estão a ser acompanhados pelo Serviço de Ação Social da câmara com vista a serem realojados temporariamente.Joaquim Piteira disse que, neste concelho, o mau tempo provocou ainda inundações de vias, a queda de cerca de 25 árvores e de várias estruturas, como o toldo do parque de estacionamento de um supermercado, placares de publicidade e sinais de trânsito.Às 10:00 de hoje, adiantou, estavam cinco vias cortadas no concelho, por estarem inundadas ou terem árvores caídas a impedirem a circulação rodoviária.Estavam então cortados ao trânsito os caminhos municipais 1079 na Ponte de Valverde, 1094 junto ao Bairro de Almeirim, 1158 perto do lugar de Castelos, a Estrada Municipal 527 na zona do Bairro do Louredo e uma rua no Bairro da Comenda.De acordo com o responsável, o SMPC de Évora, juntamente com os bombeiros e outros serviços, está a coordenar a remoção de árvores e outras intervenções de limpeza e a monitorizar o nível da água nas vias que estão inundadas.Em Évora, também faltou energia elétrica em algumas zonas da cidade, afetando, pelo menos, o Jardim de Infância do Penedo de Ouro e as escolas básicas do Frei Aleixo e dos Canaviais, com as aulas a decorrerem, ainda assim, dentro da normalidade, segundo fonte da direção do Agrupamento de Escola André de Gouveia.Lusa.A Proteção Civil informou que foram registadas mais de 2600 ocorrências devido à passagem da depressão Kristin em Portugal continental, designadamente "quedas de árvores, limpeza de vias, inundações e quedas de estruturas". As sub-regiões mais afetadas, até ao momento, são as de Leiria, de Coimbra, de Lisboa, Península de Setúbal, Oeste, Lezíria do Tejo, Médio Tejo e Aveiro, indicou Daniela Fraga, adjunta do Comando de operações nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), num ponto da situação realizado esta manhã. A responsável lamentou as duas mortes que ocorreram devido ao mau tempo, confirmadas anteriormente pelo Governo, uma em Vila Franca de Xira e outra em Monte Real, Leiria. "Neste momento, existem muitos constrangimentos, nomeadamente no que diz respeito às comunicações, às vias de circulação, à distribuição de rede elétrica", adiantou.Há "muitas árvores caídas a impedir a circulação rodoviária", assim como "quedas de estruturas" que podem obstruir a circulação rodoviária e impedir acessos".A depressão Kristin "foi um fenómeno extremo com muitas ocorrências em simultâneo" e "a situação não será de fácil e rápida resolução", vai demorar o seu tempo, referiu ainda a Proteção Civil, dando conta que várias Câmaras Municipais ativaram planos de emergência. Daniela Fraga apelou à redução "ao máximo" das deslocações "para minimizar os danos". .A Câmara Municipal de Soure ativou esta quarta-feira o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil devido aos efeitos do mau tempo e decidiu também encerrar as escolas do concelho, no distrito de Coimbra.A ativação do Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil “surge na sequência dos efeitos provocados pela depressão Kristin, considerando a necessidade de salvaguardar a segurança da população, dos bens e do território”, anunciou o município nas redes sociais.“Foi, ainda, decidido proceder ao encerramento dos estabelecimentos escolares durante o dia de hoje, como medida preventiva”.O município de Soure apelou à população para evitar deslocações desnecessárias, especialmente em zonas vulneráveis, que não atravesse vias inundadas e garanta a limpeza de valetas e sistemas de escoamento sempre que possível e em segurança, assim como que fixe ou recolha objetos soltos no exterior.Lusa.As escolas do concelho de Vila Nova de Poiares, no distrito de Coimbra, estão esta quarta-feira encerradas e há registo de danos no telhado de um estabelecimento de ensino na sequência da passagem da depressão Kristin.O presidente da Câmara Municipal, Nuno Neves, disse à Lusa que, face ao corte de energia elétrica verificada ao início da manhã, a opção foi encerrar as escolas. “Estava tudo no impasse se tínhamos ou não luz”, afirmou.Segundo o autarca, ainda estão a ser avaliados os impactos da passagem da depressão Kristin no concelho, havendo a registar a queda de árvores “em cima de algumas casas”, zonas sem energia elétrica e danos na Escola Básica e Secundária Dr. Daniel de Matos.“Voou parte do telhado”, indicou Nuno Neves, considerando que “foi o ponto pior” verificado no concelho.Lusa.A segunda morte causada pelo mau tempo ocorreu em Monte Real, Leiria, devido à “queda de uma estrutura” causada pela passagem da depressão Kristin, disse à Lusa fonte da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC). A Proteção Civil já tinha confirmado a morte de uma pessoa, na madrugada desta quarta-feira, em Povos, em Vila Franca de Xira, devido à queda de uma árvore em cima do automóvel em que seguia.Em comunicado, o Governo lamentou "profundamente a perda de duas vidas" e apresentou "sentidas condolências às famílias"..O Governo afirmou que tem estado a acompanhar em permanência o impacto da depressão Kristin, um "evento climático extremo, que causou danos significativos" em infraestruturas e equipamentos, tendo lamentado a "perda de duas vidas"."As consequências foram minimizadas pelos avisos atempados da proteção civil e a postura responsável e prudente da população portuguesa, que é essencial manter até indicação em contrário da ANEPC. É fundamental seguir as orientações das autoridades, e evitar circulação em zonas mais afetadas", pede o Executivo liderado por Luís Montenegro, em comunicado enviado às redações.Na nota, o Governo garante que "estão a ser desenvolvidos todos os esforços para reposição da normalidade nas zonas mais afetadas", nomeadamente o " fornecimento elétrico, vias de comunicação e de meios de transporte, que em algumas situações exigirão intervenções físicas". "As entidades do setor elétrico estão a trabalhar para prosseguir a reposição do fornecimento de eletricidade, cuja interrupção ainda afeta algumas centenas de milhares de pessoas, sobretudo na região centro litoral", diz o Governo..A Câmara de Pombal ativou esta quarta-feira o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil devido ao mau tempo, que já levou ao encerramento das escolas neste concelho do distrito de Leiria.Na sequência da depressão Kristin, “foi ativado o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil”, anunciou nas redes sociais a autarquia.“O Município de Pombal encontra-se a monitorizar a situação junto das entidades competentes e recomenda à população que evite a circulação, uma vez que há diversas vias encerradas”, adiantou..Na mesma publicação, a Câmara informou que “foi determinado o encerramento das escolas, como medida preventiva para proteger a comunidade escolar”, estando também “canceladas todas as atividades desportivas previstas para os vários equipamentos desportivos municipais”.Uma vez que as redes de comunicação se encontram com acesso limitado, o município aconselha a população a manter-se informada através dos meios de comunicação social e páginas oficiais.Hoje, a vice-presidente da Câmara, Isabel Marto, declarou à Lusa que a maior parte do concelho está sem eletricidade.“Temos várias árvores a impedir o trânsito, não temos eletricidade na maior parte do concelho, portanto, neste momento, as escolas estão fechadas”, afirmou Isabel Marto, pedindo à população para ficar em casa.Já o coordenador do Serviço Municipal de Proteção Civil de Pombal, Hugo Gonçalves, adiantou, pelas 08:15, que o concelho tem “muitas ocorrências”, havendo registos de “telhados de muitas habitações que voaram”, além de muitos sinais de trânsito e árvores no chão, e “vias principais cortadas”.“Vamos tentar fazer com que as pessoas saiam o mínimo de casa, para conseguir repor a normalidade”, declarou Hugo Gonçalves, referindo que se está “a adotar uma estratégia para conseguir começar a dar resposta a todas as ocorrências que têm surgido”.O também comandante dos Bombeiros Voluntários de Pombal acrescentou desconhecer a existência de vítimas.Lusa.Todos os estabelecimentos de ensino do Agrupamento de Escolas José Silvestre Ribeiro e creches de Idanha-a-Nova, no distrito de Castelo Branco, estão encerrados, assim como alguns serviços públicos, anunciou a Câmara nas redes sociais.“Apelamos a todos os munícipes para que circulem apenas em caso de extrema necessidade, adotando a máxima precaução e seguindo rigorosamente as indicações das autoridades”.Segundo a autarquia, em articulação com o Serviço Municipal de Proteção Civil, foi decidido que todas as escolas e creches do Agrupamento José Silvestre Ribeiro vão estar encerradas.Foi ainda decidido fechar ao público as piscinas e o ginásio municipal, e o Espaço Cidadão.A Câmara de Idanha-a-Nova informou também que os transportes da rede municipal encontram-se suspensos (Cartão Raiano), assim como a unidade móvel de saúde.“Agradecemos a compreensão de todos, estando o município a desenvolver todos os esforços para normalizar a situação, salvaguardando a segurança da população”.Lusa.As escolas do concelho de Penela, no distrito de Coimbra, vão estar hoje encerradas, anunciou a Câmara Municipal nas redes sociais, apelando à população para evitar deslocações desnecessárias.“Em virtude das condições meteorológicas que se fizeram sentir esta noite e das consequências das mesmas, informamos que as Escolas do Concelho estarão hoje encerradas”, indicou a Câmara Municipal de Penela.Segundo a autarquia, os meios da Proteção Civil encontram-se no terreno, “estando um elevado número de ocorrências por resolver”.Apela-se ainda à população para que evite deslocações desnecessárias e siga as indicações da Proteção Civil.“Temos várias situações de cabos e árvores caídas que podem provocar acidentes”, adiantou.Lusa.A Divisão Policial da PSP da Figueira da Foz sofreu graves danos na sequência da passagem da depressão Kristin, disse fonte oficial daquela polícia.“Verificaram-se ainda graves danos nas instalações daquela Divisão, designadamente vidros partidos e telhas caídas, que provocaram danos em viaturas policiais e em viaturas particulares pertencentes a efetivos da Divisão”, disse.Esta mesma divisão “esteve sem fornecimento de energia elétrica entre as 05:00 e as 06:00, não dispondo de gerador funcional, mantendo-se igualmente sem comunicações telefónicas”.“A sede do Comando de Coimbra ficou temporariamente sem energia elétrica, tendo sido acionado o respetivo gerador. As instalações da Esquadra de Trânsito e da Secção de Material Auto, em Coimbra, também ficaram sem energia elétrica, não dispondo de gerador funcional, tendo o fornecimento sido, entretanto, restabelecido”.Lusa.A presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa, afirmou que a “intensidade dos estragos é grande” e que vai demorar a conseguir repôr a normalidade no concelho.Em declarações à SIC Notícias, a autarca disse que a maioria das ocorrências tem a ver com a queda de árvores, muitas delas de grande porte, com consequências na circulação nas estradas. Referiu ainda que parte do concelho está sem energia elétrica, o que está a afetar o fornecimento de água.Segundo Ana Abrunhosa, neste balanço feito pouco depois das 09h00, o Metrobus já circula na cidade, mas ainda não na parte suburbana, as escolas estão encerradas, há “um ou outro centro de saúde com problemas” e no mercado municipal levantou parte do telhado. Há ainda registo de algumas famílias – não mais de meia dúzia – que estão desalojadas devido ao levantamento de telhados, tendo sido acolhidas em casa de familiares..Os municípios de Armamar, Lamego, Moimenta da Beira, Penedono, Resende, Tabuaço e Tarouca encerraram esta quarta-feira as escolas por questões de segurança, na sequência da passagem da depressão Kristin.Até às 09h45 de hoje, estes sete municípios do norte do distrito de Viseu publicaram nas redes sociais avisos de encerramentos das escolas “por falta de condições de segurança na circulação”.Em causa estão, principalmente, “os transportes escolares que não podem circular, o que obriga ao encerramento das escolas”, escreveu o Município de Moimenta da Beira.A Câmara Municipal de Lamego escreveu que se verificou “queda e acumulação de neve em várias zonas do concelho, o que tem provocado um agravamento significativo das condições de circulação e segurança”.“Face a esta situação, e por não estarem garantidas as condições de segurança, nomeadamente nos transportes escolares, a Câmara Municipal de Lamego determinou o encerramento dos estabelecimentos de ensino”.O Município de Penedono informou “toda a comunidade educativa que, devido ao forte nevão que se fez sentir durante a noite e que resultou em várias estradas cortadas no concelho, as escolas do concelho encontram-se encerradas hoje”.“A Câmara Municipal de Armamar, em conjunto com todo o dispositivo de proteção civil, informa que face às condições climatéricas, e após análise da situação, é mais seguro para todos encerrar as escolas hoje, dia 28 de janeiro”.Em Tarouca, o Município justificou o encerramento tendo em conta “o agravamento do estado do tempo” durante a noite e no dia de hoje.O Município de Castro Daire não encerrou as escolas, mas alertou para “a possibilidade de muitos alunos não conseguirem ser transportados para a escola” devido à queda de neve, nomeadamente no norte do concelho.Todos os municípios têm avisos de medidas a adotar e apelos para seguirem os conselhos das autoridades de segurança e pedem ainda às pessoas que “evitem deslocações desnecessárias e não urgentes”.Lusa.A Autoestrada 1 (A1) está esta quarta-feira cortada no sentido sul-norte junto à saída para Fátima, no distrito de Santarém, para limpeza de detritos provocados pelo mau tempo, disse à Lusa fonte da Guarda Nacional Republicana (GNR).De acordo com a fonte, a A1 foi cortada ao quilómetro 94 no sentido sul-norte às 07:53 e às 08:26 ainda decorriam trabalhos no local.A Brisa Concessão Rodoviária informou em comunicado que, além da A1, o trânsito está cortado no nó de entrada da A23, que liga Torres Novas à Guarda.Lusa.A Câmara de Ansião, no distrito de Leiria, determinou o encerramento das escolas do concelho, esta quarta-feira, devido ao mau tempo e apelou à população para evitar deslocações desnecessárias.“Perante os efeitos da tempestade Kristin que se fazem sentir no nosso concelho, foi decidido encerrar todas as escolas, como medida preventiva e de proteção da comunidade escolar”, referiu o município nas redes sociais.Segundo a autarquia, “registam-se várias estradas cortadas, bem como falhas no fornecimento de energia elétrica em diferentes pontos do concelho”.“Todos os meios da Proteção Civil estão no terreno, incluindo bombeiros, forças de segurança, serviços municipais e equipas de apoio, a trabalhar de forma coordenada para repor a normalidade o mais rapidamente possível e garantir a segurança de todos”.A autarquia apelou à população para que “evite deslocações desnecessárias, siga as indicações das autoridades e acompanhe apenas a informação divulgada pelos canais oficiais”.Lusa.A Câmara Municipal de Condeixa-a-Nova, no distrito de Coimbra, ativou o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil e decidiu encerrar as escolas do concelho, afirmou a presidente da Câmara Municipal à agência Lusa.Segundo Liliana Pimentel, há zonas do concelho sem energia elétrica e “muitas estradas, quer nacionais quer municipais, que estão cortadas por causa do tombo de árvores”.“Por volta das 07:00, foi decidido ativar o plano de emergência municipal e, nesse sentido, encerrar os estabelecimentos de ensino”, indicou.A autarca indicou que o abastecimento de água está a “correr bem” no concelho, estando a ser reposta a eletricidade “aos poucos e poucos”.Lusa.Trinta elementos do corpo de intervenção da PSP estão a caminho de Leiria para ajudar na proteção e socorro da população, na sequência do mau tempo, disse à Lusa fonte oficial da Polícia de Segurança Pública.Segundo a PSP, a situação em Leiria é “muito difícil”, com estradas cortadas devido à queda de árvores e infraestruturas e postos de combustíveis destruídos.Lusa.Várias estradas nacionais e municipais do distrito de Viseu ficaram cortadas durante a noite e madrugada desta quarta-feira devido à queda de neve, disse à Lusa fonte do Comando Sub-regional de Viseu Dão Lafões.Segundo a mesma fonte, a queda de neve levou ao encerramento de três estradas nacionais: a EN2 entre Bigorne e Castro Daire (do quilómetro 131 até ao quilómetro 119), a EN321 entre Cinfães e Castro Daire, e a EN329 entre Vila Nova de Paiva e Porto da Nave (Moimenta da Beira).Também não é possível transitar nas estradas municipais 553 entre Feirão (Resende) e Bigorne (Lamego), 1126 entre Rossão e Castro Daire, e 1168 entre Mezio (Castro Daire) e Tarouca, acrescentou.A fonte do Comando Sub-regional de Viseu Dão Lafões referiu que “as estradas foram ficando cortadas durante a noite e de madrugada”, mas não há informação de pessoas ou viaturas retidas.O mau tempo provocado pela depressão Kristin levou também a muitas quedas de árvores no distrito de Viseu, mas sem vítimas ou danos de maior, de acordo com informações dos comandos sub-regionais de Viseu Dão Lafões, Douro e Tâmega e Sousa.Lusa.Cerca de 1.500 ocorrências foram registadas pela proteção civil entre as 00h00 e as 08h00 desta quarta-feira por causa do mau tempo, um número que deverá subir devido às muitas situações ainda não contabilizadas.Segundo fonte da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), a passagem da depressão Kristin por Portugal continental teve um "grande impacto" sobretudo na zona Oeste e nos distritos de Leiria e Coimbra, com cortes de energia e de comunicações telefónicas e muitas estradas cortadas por quedas de árvores e estruturas.Alguns corpos de bombeiros viram também os seus quartéis afetados, como foi o caso das corporações de Pombal, Pedrógão, Leiria e Penela (Coimbra).A mesma fonte disse que, apesar de em termos meteorológicos o pior já ter passado, "vai demorar muitas horas até que se consiga repor a normalidade".Lusa.O presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, Santana Lopes, partilhou um vídeo nas redes sociais da autarquia em que relata as consequências da depressão Kristin no município, dando conta que uma família ficou desalojada devido ao mau tempo. "É impressionante os danos que alguns minutos de ventos fortíssimos causaram por todo o concelho", admitiu o autarca.Foram registadas "quedas de árvores, telhados levantados, árvores em cima de carros, danos no hospital", relatou Santana Lopes, referindo ainda a queda da roda gigante na marginal da Figueira da Foz.Santana Lopes espera que o pior já tenha passado. "É hora de avaliar os estragos pelo concelho"..A Câmara de Castelo Branco ativou o Plano Municipal de Emergência e as escolas do concelho vão estar encerradas por precaução, informou a autarquia.Em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, Leopoldo Rodrigues, confirmou a ativação do Plano Municipal de Emergência e o encerramento de todos os estabelecimentos de ensino do concelho.A depressão Kristin atingiu Castelo Branco e cerca das 05:30 as rajadas de vento forte fizeram-se sentir, situação que se manteve por mais de uma hora.“Muitas estradas estão impedidas e há dificuldade de deslocação. Ainda não sabemos a dimensão dos danos. Acima de tudo, estamos a tomar medidas preventivas”, notou Leopoldo Rodrigues.Lusa.A Câmara da Guarda adiou esta quarta-feira a abertura das escolas da cidade para permitir que os serviços municipais possam proceder à limpeza das ruas e estradas do concelho, onde nevou com intensidade durante a madrugada.“Devido à intensa queda de neve esta madrugada, as atividades letivas começarão um pouco mais tarde durante a manhã de hoje por forma a que os Serviços Municipais possam proceder à limpeza das vias”, referiu a autarquia numa nota publicada nas redes sociais do município.No Instituto Politécnico da Guarda estão suspensas as atividades presenciais, “preventivamente”, durante o período da manhã.Os limpa-neves do serviço municipal de Proteção Civil e dos Bombeiros Voluntários da Guarda estão no terreno para desobstruir ruas e estradas, bem como a espalhar sal-gema.Em Almeida, a autarquia decidiu suspender as aulas no Agrupamento de Escolas local e os transportes escolares “face às atuais condições climatéricas e à situação de insegurança na circulação nas estradas nacionais e municipais”.A mesma decisão foi tomada em Pinhel, onde o município também suspendeu as atividades letivas do Agrupamento de Escolas “devido à queda de neve e às condições climatéricas adversas que se fazem sentir”.Já a Câmara de Figueira de Castelo Rodrigo cancelou as aulas “em todos os estabelecimentos de ensino do concelho” devido “à intensa queda de neve que se fez sentir na madrugada de hoje”.No Sabugal, “devido às condições meteorológicas adversas”, os estabelecimentos de ensino do Agrupamento de Escolas do Sabugal estão hoje encerrados.“Enquanto esta situação se mantiver, os transportes públicos estão temporariamente suspensos nas zonas mais afetadas”, referiu a autarquia numa nota publicada nas redes sociais.Nos restantes concelhos do distrito da Guarda, caso de Aguiar da Beira, Celorico da Beira, Fornos de Algodres, Gouveia, Manteigas, Mêda, Seia e Trancoso, os estabelecimentos de ensino estão a funcionar com normalidade.Lusa.A Câmara da Lousã ativou esta quarta-feira o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil na sequência da passagem da depressão Kristin pela região, anunciou esta autarquia do distrito de Coimbra em comunicado.“Esta iniciativa visa garantir que as entidades e instituições que integram a Comissão Municipal de Proteção Civil acionam, a nível municipal, no âmbito da sua estrutura orgânica e das suas atribuições, os meios necessários ao desenvolvimento das ações de proteção civil, reforçando a resposta. Permite, também, o acionamento dos meios, públicos e privados, necessários para responder às necessidades”, referiu a Câmara.De acordo com a informação disponibilizada pelo município, estão cortadas as estradas EN343 (sentido Góis e Miranda do Corvo) e a EN236 (entre a Lousã e Castanheira de Pera) e condicionada a EN17 (zona da Mimosa), bem como diversas vias do concelho, devido a deslizamento de terras e queda de árvores e pedras.Algumas zonas do concelho estão sem eletricidade.Lusa.Os efeitos da depressão Kristin ainda se fazem sentir nos distritos de Castelo Branco e Guarda, mas a situação tem tendência a melhorar dado que a tempestade já está a chegar a Espanha, disse fonte do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).“[A depressão] já está em Espanha praticamente, apesar de ainda se fazer sentir algum vento principalmente na região sul e nos distritos mais do interior, como Castelo Branco e Guarda. No resto do território parece que o pior já passou e a situação tem tendência a ir melhorando ao longo da manhã”, disse a meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) Patrícia Marques.Em declarações à Lusa, cerca das 07:30, a meteorologista avançou que a zona centro foi a mais afetada pelos efeitos de uma depressão que entrou no país na zona de Leiria e daí progrediu para o interior do país.Lusa.Várias localidades de Coimbra estão hoje sem abastecimento de água, divulgou a Águas de Coimbra nas redes sociais, após a passagem da depressão Kristin.“Devido à falha de energia elétrica registada em vários locais, encontram-se inoperacionais alguns hidropressores, pelo que não haverá abastecimento de água nas seguintes zonas: Abelheira, Aeródromo, Arzila, Cabouco, Cruz dos Morouços, Loureiro, Monte de Bera, Rio de Galinhas, Vale da Luz, Vendas de Ceira, Vila Verde, Zouparria, S. Marcos e Póvoa do Pinheiro”, divulgou a empresa.A Águas de Coimbra disse ainda estar a acompanhar a situação e que atualizará a informação logo que seja oportuno.Lusa.A ligação fluvial entre Cacilhas (Almada) e o cais do Sodré (Lisboa), que tinha sido interrompida por cauda do mau tempo, foi retomada pelas 07:55, segundo a informação disponível no 'site' da Transtejo.Esta ligação tinha sido interrompida por causa das condições atmosféricas e de mar "muito adversas".A Transtejo é responsável pelas ligações do Seixal, Montijo, Cacilhas e Trafaria/Porto Brandão, no distrito de Setúbal, a Lisboa.Portugal continental está a ser afetado pelos efeitos da passagem da depressão Kristin, com chuva, vento, neve e agitação marítima, tendo sido emitidos vários avisos pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).Lusa.A roda gigante, divertimento na marginal da Figueira da Foz, caiu esta quarta-feira durante a madrugada, constatou a Lusa no local.À passagem da depressão Kristin, também parte do telhado da antiga Universidade Internacional caiu e atingiu, pelo menos, sete carros.Há ainda estragos a registar na esquadra da PSP e a antiga nacional 111, entre Maiorca e Montemor-o-Velho, está cortada, na sequência da queda de árvores, na chamada Estrada das Pontes.A depressão Kristin terá atingido esta zona durante um período de aproximadamente 10 minutos, cerca de metade do tempo que em outubro de 2018 a tempestade Leslie atingiu o Baixo Mondego, incluindo Figueira da Foz.Lusa.O Itinerário Principal 4 (IP4) está cortado na serra do Marão por causa da queda de neve, que está também a condicionar a circulação em troços das autoestradas 4, 24 e 7, na zona de Vila Real.A informação foi avançada à agência Lusa por fonte da GNR de Vila Real que, pelas 07:30, disse que o IP4, entre os nós da Campeã (Vila Real) e da Aboadela (Amarante), num troço na zona da serra do Marão, se encontra fechado por causa da queda de neve.A alternativa, segundo a GNR, é a A4, pelo túnel rodoviário do Marão, que, no entanto, também se encontra com a circulação condicionada nesta zona devido à acumulação de neve.A circulação também se faz com dificuldade na A4, na zona de Lamares, bem como na 24, entre Vila Real e Vila Pouca de Aguiar, e na A7, na zona de Vila Pouca de Aguiar.Lusa.A queda de uma árvore sobre a linha ferroviária da Fertagus, que liga Lisboa e Setúbal pela ponte 25 de Abril, obrigou esta quarta-feira à utilização de “via única, entre Palmela e Pinhal Novo”, provocando “circulação com atrasos”.O aviso consta da página da Internet da empresa que detém a concessão do transporte ferroviário de passageiros no denominado eixo norte-sul, com 14 estações, entre Roma-Areeiro (Lisboa) e Setúbal.Dez das estações situam-se na margem sul do Tejo (Setúbal, Palmela, Venda do Alcaide, Pinhal Novo, Penalva, Coina, Fogueteiro, Foros de Amora, Corroios e Pragal) e quatro na margem norte (Campolide, Sete Rios, Entrecampos e Roma-Areeiro).Lusa.O serviço do Metro Mondego, em Coimbra, Miranda do Corvo e Lousã está todo suspenso, disse esta quarta-feira à agência Lusa fonte da Câmara de Coimbra.Na sequência do mau tempo, o serviço urbano e suburbano foi suspenso, precisou a mesma fonte.“Estão a tentar colocar em funcionamento o troço urbano, que será o mais rápido, mas sem previsão”, adiantou.Lusa.As escolas de Miranda do Corvo vão estar hoje encerradas, anunciou esta Câmara do distrito de Coimbra nas redes sociais.Na sequência da depressão Kristin, que atingiu a região pouco depois das 05:00, a Câmara decidiu encerrar os estabelecimentos de ensino e ainda solicitar à população que tenha especial atenção a eventuais obstáculos nas vias.“Uma noite de extremo mau tempo provocado pela tempestade Kristin provocou inúmeras ocorrências no concelho. Uma equipa conjunta do Executivo Municipal, Proteção Civil, Bombeiros Voluntários e Juntas de Freguesia têm feito um acompanhamento e monitorização permanente desde a noite de 27 de janeiro”, disse a Câmara.O mercado semanal exterior foi cancelado, limitando-se a ocorrer no interior, explicou ainda a Câmara..Mais de 850 mil clientes da E-Redes estavam às 07h00 sem energia elétrica em Portugal continental, sendo Lisboa, Guarda, Coimbra, Castelo Branco, Portalegre, Leiria, Santarém e Setúbal os distritos mais afetados, disse à Lusa fonte da empresa.“Verificámos um pico de cerca de um milhão de clientes afetados às 06:00 da manhã e neste momento estão cerca de 855 mil clientes sem energia, sendo os principais distritos impactados Guarda, Coimbra, Castelo Branco, Portalegre, Leiria, Santarém e Setúbal”, adianta a E-Redes numa nota enviada à Lusa.Lusa.A Polícia de Segurança Pública (PSP) alertou hoje as populações dos distritos de Coimbra e de Leiria para se manterem em segurança nas suas habitações, disse à agência Lusa fonte oficial.Fonte oficial da PSP avisou que há “estradas intransitáveis e árvores caídas”, e pediu que as pessoas não saiam de casa.Também à Lusa, o comandante distrital de Leiria da PSP, Domingos Urbano Antunes, pediu às pessoas para que “mantenham a calma, que fiquem em casa e não circulem na via pública”, para que os trabalhos das organizações de socorro possam ser feitos.“As estradas estão totalmente cortadas, o que não permite a circulação em todos os eixos à volta da cidade, o que significa que se as pessoas circularem estão a causar engarrafamentos e não estão a permitir que as forças de socorro e concretamente a polícia e os bombeiros possam socorrer as pessoas”, avisou.Domingos Urbano Antunes esclareceu, pelas 07:00, que “não há nenhum registo de vítimas mortais”, mas que as autoridades estão “a tentar socorrer as pessoas” que pediram auxílio.Lusa.A passagem da tempestade Kristin por Torres Vedras deixou esta noite árvores de grande e médio porte e postes de energia elétrica caídos e vários estabelecimentos destruídos, incluindo uma grande oficina cujo teto voou com o vento.“Temos muitas ocorrências. Há árvores de grande porte tombadas junto à Câmara Municipal, também no emblemático jardim da Graça, ficaram vários estabelecimentos destruídos – o teto da oficina Banix desapareceu e há muitos estragos, por exemplo. Também na Escola Secundária Madeira Torres”, disse à Lusa o vereador torreense para a Proteção Civil, Diogo Guia.A mesma fonte adiantou que é um cenário que se repete um pouco por todo aquele concelho, igualmente nas zonas mais rurais.Lusa.A circulação na Linha do Norte, entre o Porto e Lisboa, para comboios de longo curso está suspensa devido a problemas na via causados pelo mau tempo, segundo a CP – Comboios de Portugal.A transportadora informa na sua página do Facebook que devido a problemas na via causados pelo mau tempo, a circulação está suspensa também nas Linhas do Sul, do Oeste e Sado.A CP adianta ainda que a circulação ferroviária entre Mercês e Sintra está a ser feita em via única.Na terça-feira, a CP tinha alertado os passageiros que devido ao agravamento do estado do tempo havia a possibilidade de existirem constrangimentos na circulação ferroviária nos próximos dias.A CP recomenda aos passageiros que se informem sobre o estado de circulação de comboios, antes do embarque, recorrendo ao Site , App ou Linha de Atendimento da transportadora.Lusa.O comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Leiria pediu hoje às pessoas para que não saiam de casa, sobretudo na zona da cidade de Leiria, dado que as ruas estão “praticamente todas intransitáveis”.Em declarações à agência Lusa pelas 06:20, Carlos Guerra aconselhou aos cidadãos para que, “neste tempo mais próximo, não saiam de casa, sobretudo na zona da cidade de Leiria”.“Estão as ruas praticamente todas intransitáveis, portanto, há necessidade ainda de proceder a muitos cortes de árvores, muitas limpezas de via e só para o estritamente necessário, só mesmo muito urgente, é que tentem circular com os veículos”, afirmou.Lusa.Uma pessoa morreu esta quarta-feira, 28 de janeiro, em Vila Franca de Xira, Lisboa, após a queda de uma árvore em cima do automóvel em que seguia, na sequência do mau tempo, disse à Lusa fonte da proteção civil.“Temos o registo de um morto em Povos, em Vila Franca de Xira. Acidente ocorreu de madrugada”, disse à agência Lusa Paulo Santos, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).Lusa.A Câmara de Coimbra decretou esta quarta-feira, 28 de janeiro, o encerramento das escolas na sequência da passagem da depressão Kristin pela região, disse o vereador da Proteção Civil, Ricardo Lino, à agência Lusa.Entre as 00:00 e as 06:00, a proteção civil foi chamada para 655 ocorrências em todo o país.Portugal continental está a ser afetado pelos efeitos da passagem da depressão Kristin, após outras duas tempestades nos últimos dias – Ingrid e Joseph –, com chuva, vento, neve e agitação marítima, tendo sido emitidos vários avisos pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).A Proteção Civil está em estado de prontidão especial para nível 4, o máximo, em toda a orla costeira entre Viana do Castelo e Setúbal, para fazer face à depressão meteorológica que está a atravessar Portugal esta madrugada.O distrito de Coimbra, até Aveiro, a norte, e até Leiria, a sul, é a zona de maior risco à passagem da depressão Kristin, que sucede à depressão Joseph e que o IPMA qualificou como "ciclogénese explosiva", termo utilizado para depressões de forte intensidade, tanto em vento como em chuva.Lusa.Pelo menos 14 estradas nacionais fechadas. Mais de 1400 ocorrências em Portugal continental até às 18:00