Várias estradas ainda estão cortadas.
Várias estradas ainda estão cortadas.Foto: Leonardo Negrão

Mau tempo. Ainda há 26 estradas cortadas e 7500 clientes sem serviços fixos

Balanço foi feito pelo ministro das Infraestruturas quando já passam quase quatro meses da primeira tempestade.
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Quase quatro meses depois da depressão Kristin, a qual deu início a um comboio de tempestades devastador, ainda há 26 estradas cortadas e 7500 clientes sem serviços fixos. Estes dados foram anunciados esta quarta-feira, 20 de maio, pelo ministro das Infraestruturas e Habitação, na audição regimental na Assembleia da República.

De acordo com o governante, as obras nestas estradas que ainda se encontram cortadas são de “grande complexidade técnica”. “Com os projetos em elaboração para 19 destas obras, cinco em fase de contratação e com a EN248-2 no Sobral de Monte Agraço já em obra, espera-se que a sua duração se estenda por mais um mês”, disse Miguel Pinto Luz, acrescentando que num destes casos a abertura está dependente de decisão judicial pois trata-se de um talude particular cujo condomínio apresentou uma providência cautelar.

Pinto Luz realçou que no total 717 intervenções já foram concluídas, enquanto 1268 continuam em curso. “É um esforço de enorme dimensão, nunca atingido com a celeridade desejada”, disse.

O governante assegurou que as comunicações móveis estão repostas, mas citou dados da Anacom, segundo a qual cerca de 7500 clientes ainda estão sem serviços fixos. “A recuperação da rede fixa é morosa, pois os operadores têm necessidade de reconstruir grande parte dessa rede, com frequência em locais de acessos muito difíceis”, disse.

“Em relação à Ferrovia, continuamos a trabalhar para recuperar dos impactos das tempestades, tendo já terminado 367 intervenções e estando cerca de 140 a decorrer”, afirmou Pinto Luz, dizendo que as linhas da Beira Baixa e do Oeste são as que implicam trabalhos mais difíceis e prolongados.

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