Portugal perto dos mil internamentos em dia com 3588 casos e 23 mortes

Estão agora 961 pessoas hospitalizadas devido à covid-19, 142 em unidades de cuidados intensivos. Mais novos casos e mais mortes na região norte nas últimas 24 horas. O número de casos ativos é agora superior a 65 mil.

Portugal tem mais 3588 casos de covid-19. O número de novos casos desceu consideravelmente nas últimas 24 horas - há esta quinta-feira menos 1698 novos caso do que no feriado (5286). Segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS) desta quinta-feira (9 de dezembro) há ainda a registar mais 23 mortes (mais oito do que na véspera) associadas à doença causada pelo vírus SARS-CoV-2, que totalizam agora 18 610 óbitos desde o início da pandemia (março de 2020).

Dos 23 óbitos reportados, 11 foram registados na região Norte, quatro na região de Lisboa e Vale do Tejo, três na região Centro, três no Algarve e dois no Alentejo. As regiões autónomas, Madeira (mais 74 novos caso) e Açores (mais 27 casos) não reportaram qualquer morte nas últimas 24 horas. O Norte voltou a ser a região com mais novas infeções (1161), seguida de Lisboa e vale do Tejo (1104) e zona Centro (723). O Algarve reportou mais 371 casos e o Alentejo 126.

Os dados mostram também que há agora 961 internados (mais 44 do que no dia anterior), dos quais 142 (mais quatro do que na véspera) estão em unidades de cuidados intensivos. Portugal aproxima-se assim dos mil internamentos. Desde 2 de agosto (968) que não havia tantos infetados hospitalizados. Já os internados em UCI ocupam nesta altura mais de 50% das 255 camas definidas para doentes covid-19 na quinta vaga da pandemia.

O número de casos ativos é agora superior a 65 mil.

Há nesta altura 614 surtos ativos

A DGS divulgou também esta quinta-feira que no início da semana as autoridades de saúde registavam um total de 614 surtos ativos de covid-19, a maioria em escolas, que contam com mais 40 surtos do que na semana passada.

Estes 614 surtos ativos contrastam com o máximo de surtos ativos atingidos no país em fevereiro, quando foram contabilizados 921, de acordo com os dados da DGS disponibilizados à Lusa.

No início da semana (6 de dezembro) estavam registados 378 surtos ativos em estabelecimentos de educação e ensino dos setores público e privado - escolas, ensino superior, creches e demais equipamentos sociais, com 3082 casos de covid-19 acumulados, que dizem respeito a alunos, profissionais e coabitantes, "parte dos quais já estarão recuperados", acrescenta a DGS.

Na mesma data estavam contabilizados 39 surtos em lares (44 uma semana antes), 378 (mais 40) em escolas (públicas e privadas) e 15 em instituições de saúde (menos um).

Segundo a DGS, os 39 surtos registados em lares de idosos (ERPI) abrangem 543 casos de covid-19, parte dos quais já estarão igualmente recuperados.

Partidos e Ordem dos Médicos pedem divulgação de parecer sobre vacinação de crianças entre os 5 e os 11 anos

No que se refere à recomendação da DGS para a vacinação de crianças entre os 5 e os 11 anos, vários partidos, como o PSD e a Iniciativa Liberal, pediram a divulgação do parecer da Comissão Técnica que serve de base à posição da DGS.

Também a Ordem dos Médicos (OM) já veio pedir a divulgação do documento. O bastonário da OM, Miguel Guimarães, enviou, esta quinta-feira, um ofício à diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, "requerendo acesso ao parecer que sustentou a decisão da Comissão Técnica de Vacinação".

A Ordem dos Médicos "considera que o parecer deve ser do conhecimento desta associação pública profissional, mas também de todos os cidadãos", começa por referir a OM, em comunicado enviado às redações.

DGS vai emitir uma "nota técnica que resume os pareceres da Comissão Técnica de Vacinação"

"A confiança das populações nas instituições é crítica para o sucesso no combate à pandemia e para a própria democracia, e a transparência na vacinação das crianças é crucial para que os pais possam tomar decisões informadas", explica o bastonário dos médicos na nota.

Antes, a diretora-geral de Saúde disse que será emitida "uma nota técnica que resume os pareceres da Comissão Técnica de Vacinação" no que respeita à vacinação de crianças. "São documentos internos preparatórios do processo de decisão. A partir desses documentos extraímos informação relevante", disse. "O habitual é não serem divulgados"

"São internos. Não são secretos", afirmou, questionada pelos jornalistas depois de vários partidos terem pedido a divulgação dos mesmos.

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