Contribuições à Liga podem descer com aumento de rendas e preço da comida
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Liga contra o Cancro admite queda nas contribuições devido a subida do custo de vida

Pedro Dias, presidente da Liga, diz que as circunstâncias atuais contribuem também para uma maior procura de apoios oferecidos.
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A subida dos custos em rendas e na habitação é uma das principais preocupações para a Liga Portuguesa contra o Cancro (LPCC), organização que começa o seu peditório anual esta quinta-feira e que admite que pode haver menos contributos devido à situação atual do país.

Ao Diário de Notícias, o presidente da Liga, Pedro Dias, disse que a “população é sempre muito generosa” com a LPCC mas reconhece que, “neste momento, há muita carência de várias maneiras”.

“Há o custo de combustíveis, há o custo de base alimentar que subiu e, portanto, sabemos que as pessoas têm menos prioridades neste momento e estamos a monitorizar para ver como é que podemos controlar esta situação”, continuou.

A situação do custo de vida reflete-se ainda na quantidade de pessoas que pedem apoios, garantiu ainda o responsável. “As mulheres neste momento, e alguns homens, estão muitas vezes com uma pobreza encoberta”, isto numa altura em que os apoios da LPCC são importantes para assegurar a subsistência destas pessoas.

“Porque apesar de serem pessoas ativas, quando entram de baixa, têm um corte de quase 30% no seu rendimento. Portanto, muitas vezes são o único garante numa altura em que têm mais despesas e ficam com menos disponibilidades”, sublinhou. E para além do esforço de recuperar da doença, sublinhou, o doente "tem aqui um esforço económico também". 

Entre os apoios prestados pela LPCC, continuou o presidente, estão as consultas de psico-oncologia, nutrição, de diagnóstico de pele e na cavidade oral.

“Depois temos apoio jurídico e também o apoio social”, acrescentou. Têm estado “a tentar trabalhar mais em rede com os municípios, de forma a que sejam identificadas as carências de pessoas com cancro e que possam chegar mais rapidamente a estes apoios”.

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No total, acrescentou, entre 20 e 22 mil voluntários vão estar com cofres e Fcoletes da liga em espaços como igrejas, cemitérios, ou nas grandes superfícies.

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"Nós normalmente temos sempre muitas pessoas inscritas. O que acontece é que muitas vezes, algumas delas depois ficam pelo caminho", contou ainda, sublinhando que o perfil do voluntário rejuvenesceu após a pandemia da Covid-19 mas perdeu pessoas que "conseguiam assegurar vários pontos durante o dia".

Este ano, há uma nova forma de doação em algumas destas grandes superfícies, com vales de caixa em vez dos voluntários, algo que deixa dúvidas no responsável da LPCC.

"Fizemos um projeto-piloto no ano passado na Madeira que eu acho que não correu bem, mas eles disseram-nos que com a publicidade e sendo abrangente em toda a linha que iria funcionar", disse, sublinhando que já há "reações negativas dos voluntários".

"Nesta altura, não é só o peditório em si. São quatro dias em que estamos a falar sobre o que é, sobre a prevenção, sobre os hábitos de vida saudável, sobre como é que as pessoas podem chegar e ser apoiadas pela Liga", acrescentou ainda, sublinhando que esta "passagem desta informação" nestes dias "é muito importante".

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