Águas de Gaia. Dois suspeitos de corrupção ficam em prisão preventiva e outros dois em domiciliar

Águas de Gaia. Dois suspeitos de corrupção ficam em prisão preventiva e outros dois em domiciliar

No âmbito da Operação Águas Turvas, o tribunal determinou que existia perigo de fuga e de perturbação do inquérito.
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José António Martins, ex-diretor da empresa Águas de Gaia (ADGaia), e o empreiteiro António Santos Mota ficam em prisão preventiva no âmbito da Operação Águas Turvas, relacionada com uma investigação de um alegado esquema de corrupção na empresa municipal ADGaia.

Os outros dois suspeitos que também ainda aguardavam a aplicação das medidas de coação, funcionários Pires Lima e António Costa, ficam com pulseira eletrónica e obrigação de permanência na habitação.

Por outro lado, cinco empresários alegadamente envolvidos neste esquema terão de pagar uma caução no valor de 100 mil euros. 

Estas medidas de coação foram conhecidas esta terça-feira, 2 de maio, depois de no sábado os outros 10 detidos terem sido libertados no sábado, 30 de maio, por ordem do Tribunal de Instrução Criminal do Porto.

Estes quatro arguidos ficam com a obrigação de não contactar entre si, nem com os restantes arguidos do processo ou com qualquer pessoa da Águas de Gaia.

O tribunal considera que há fortes indícios da prática de crimes de abuso de poder, corrupção passiva, corrupção ativa e branqueamento. Considera ainda que existe perigo de fuga em relação a dois dos arguidos, bem como perigo de perturbação do inquérito em relação a todos os outros. 

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