Governo admite um sistema de reembolso para embalagens de vidro
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Governo admite um sistema de reembolso para embalagens de vidro

Ministra do Ambiente disse que o vidro tem um sistema diferente do plástico e que neste momento não teria grande vantagem em comparação com a utilização do ecoponto vidrão.
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A ministra do Ambiente admitiu juntar o vidro ao sistema de depósito e reembolso, que entrou em vigor esta sexta-feira, 10 de abril, para embalagens de plástico e metal, mas disse ser preciso avaliar a vantagem económica face ao ecoponto vidrão.

“Pode fazer sentido ter um SDR [sistema de depósito e reembolso] de vidro, mas temos de ter muito bem contabilizado, do ponto de vista económico, a vantagem de um SDR de vidro comparado com o sistema que estamos a usar agora”, disse a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, na sede do Governo, no Campus XXI, em Lisboa, a propósito da entrada em vigor do SDR, denominado de Volta.

A partir desta sexta-feira há embalagens de bebidas que valem 10 cêntimos se colocadas vazias em máquinas automáticas.

As máquinas do SDR, que estão em todo o país, vão receber embalagens de bebidas de uso único, de plástico e metal, até três litros, e imprimir o respetivo reembolso.

A máquina esmaga a embalagem e retribui com o reembolso de 10 cêntimos.

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O sistema pretende reciclar 90% dos produtos abrangidos até 2029, segundo os responsáveis pela iniciativa.

Em relação à não inclusão de embalagens de vidro nas máquinas, uma crítica das associações ambientalistas, a ministra do Ambiente disse que o vidro tem um sistema diferente e que não pode ser esmagado desta forma e que neste momento não teria grande vantagem em comparação com a utilização do ecoponto vidrão.

“No caso dos SDR de vidro, não têm grande vantagem em relação ao sistema que nós já usamos, do vidrão”, explicou a ministra.

Após ser questionada sobre se a inclusão de vidro no SDR valeria a pena para cumprir as metas de reciclagem deste material, que neste momento estão abaixo do objetivo, Maria da Graça Carvalho referiu que antes é preciso perceber a mecânica do vidro.

“Tem de se ter muita atenção do custo-benefício e é isso que tem de ser visto para o vidro, ver qual é a melhor solução”, disse a ministra.

Apesar de o SDR ter como foco a reciclagem, Maria da Graça Carvalho indicou que também estão a ser feitos investimentos na reutilização de embalagens, através do Plano de Recuperação e Resiliência. (PRR)

“Temos agora investimentos nos diversos programas operacionais do Fundo de Coesão, o Sustentável 2030 e os regionais”, acrescentou.

A partir desta sexta, desde que tenham o símbolo Volta, estejam inteiras, sem líquidos, com tampa e com o código de barras, as embalagens são aceites em qualquer uma das 2.500 máquinas espalhadas pelo país, mais de 8.000 pontos de recolha manual e 48 quiosques para entregas de grandes quantidades. Estarão, por exemplo, junto de supermercados.  

Até 9 de agosto, o SDR está numa fase de transição e por isso é natural estarem à venda os produtos sem o logótipo, que por isso não são aceites pelas máquinas.

No entanto, ao comprar a bebida o consumidor também não pagou os 10 cêntimos a mais pela embalagem.

O sistema SDR já está implementado em vários países europeus, como a Alemanha, Áustria ou Dinamarca, e recolhe anualmente mais de 35 mil milhões de embalagens, envolvendo cerca de 357 milhões de habitantes.

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