O secretário-geral da Fenprof, Francisco Gonçalves.
O secretário-geral da Fenprof, Francisco Gonçalves.FENPROF

Fenprof denuncia falhas na colocação de docentes que pode deixar alunos sem aulas

O efeito prático desta falha é atrasar as colocações de docentes de que as escolas necessitam, “aumentando o risco de haver muitos alunos a começar o ano letivo sem todos os professores”.
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A Fenprof denunciou esta terça-feira, 8 de setembro, falhas no processo de contratação de professores que estão a atrasar as colocações de docentes nas escolas e a prejudicar docentes que ficam mais longe de casa e com piores horários.

Em causa está o processo da 2.ª Reserva de Recrutamento (RR02) que está a decorrer e permite às escolas contratar os professores em falta.

“Temos um conjunto de diretores que, desde sexta-feira, nos têm relatado problemas. Eles colocaram na plataforma os horários que faltavam preencher, mas não foram validados dentro dos prazos necessários”, contou à Lusa o secretário-geral da Fenprof, Francisco Gonçalves.

O efeito prático desta falha é atrasar as colocações de docentes de que as escolas necessitam, “aumentando o risco de haver muitos alunos a começar o ano letivo sem todos os professores”, alertou Francisco Gonçalves.

Mas este arraso também afeta a vida dos próprios professores, que podem ficar colocados muito mais longe de casa e com horários piores.

Francisco Gonçalves ouviu várias histórias destas e conta o caso de professores de Vila Real que estavam disponíveis para aceitar os horários vazios, mas como os serviços do ministério não validaram os horários, os docentes acabaram por ficar colocados muito mais longe de casa, em Freixo de Espada a Sinta.

A Fenprof exige do Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) “uma atuação responsável e à altura da missão que lhe está atribuída”, e critica a tutela por continuar a transferir para plataformas tecnológicas “responsabilidades que exigem acompanhamento, competência técnica e, sobretudo, responsabilização humana”.

A Fenprof aponta mais uma vez o dedo ao que chama de “desmantelamento de estruturas e serviços do MECI”, que ocorreram no ano passado.

A maior estrutura representativa de professores pede aos serviços do ministério que identifiquem todos os horários lançados atempadamente pelas escolas que não foram validados dentro dos prazos previstos e corrijam essas situações.

Além disso, pede que sejam adotadas medidas que garantam que situações semelhantes não voltam a ocorrer nas próximas reservas de recrutamento, dando apoio técnico às escolas.

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