António José Seguro, Presidente da República
António José Seguro, Presidente da RepúblicaJOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

Exames nacionais. Seguro exige salvaguarda do princípio da igualdade

Após reunião com primeiro-ministro, Presidente da República emite nota em que lembra que o Estado tem o dever de assegurar que os procedimentos decorram com rigor, previsibilidade e confiança.
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O Presidente da República exigiu esta terça-feira, 21 de julho, a salvaguarda do princípio da igualdade no acesso ao ensino superior, numa mensagem escrita divulgada depois da reunião semanal com o primeiro-ministro, Luís Montenegro.

"Na sequência de várias reuniões e contactos mantidos nos últimos dias, e da reunião semanal ocorrida esta manhã com o senhor primeiro-ministro, o Presidente da República reafirma o sentido de exigência que deve pautar todo o processo, com a obrigatória salvaguarda do princípio de igualdade entre todos os alunos e a normalidade e previsibilidade de todo o sistema, em especial no que diz respeito ao concurso de acesso ao ensino superior", afirma António José Seguro numa mensagem, publicada no sítio oficial da Presidência da República na Internet.

O chefe de Estado defende que as falhas ou atrasos do devem ser assumidas e explicadas e que é preciso retirar lições deste processo e adotar mecanismos para que não se repitam os problemas, desde logo, na segunda fase dos exames nacionais do ensino secundário.

"Os acontecimentos registados nas últimas semanas no processo de realização e classificação dos exames nacionais geraram uma compreensível preocupação e ansiedade entre milhares de alunos, famílias e professores", diz a mensagem do Presidente, que defende que, "num momento particularmente importante da vida académica dos jovens, o Estado tem o dever de assegurar que os procedimentos decorram com rigor, previsibilidade e confiança".

Para António José Seguro, é necessário "retirar desta situação as devidas lições, de modo que os processos de inovação tecnológica sejam acompanhados por mecanismos de prevenção e resposta capazes de evitar a repetição de constrangimentos desta natureza", designadamente no decurso da 2.ª fase dos exames.

Manifestando "confiança na qualidade das escolas portuguesas e no empenho dos professores e demais profissionais da educação", o Presidente da República, reafirma que "nenhum aluno pode ser prejudicado por dificuldades de natureza técnica ou administrativa alheias ao seu esforço e mérito".

Com Lusa

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