O presidente do EduQA, Luís Pereira dos Santos, admitiu esta terça-feira, 21 de julho, na Assembleia da República que o processo de realização dos exames não “decorreu sem dificuldades nem desafios” mas, perante várias questões dos deputados, afirmou que uma transição digital desta envergadura nunca ocorre sem nenhuns erros.Ouvido na comissão de Educação e Ciência antes do ministro Fernando Alexandre, Luís Pereira dos Santos, que lidera o organismo público que agrupou todos os órgãos antes associados à avaliação externa no sistema escolar, foi confrontado pelos deputados dos vários partidos da oposição sobre os vários erros ocorridos no processo de correção.O responsável leu uma declaração escrita a explicar o “modelo híbrido” em que se realizou este exame, tendo destacado que foi numa “escala” que não tinha sido feita antes em Portugal."Quem acha que uma transição digital desta envergadura é uma transição acética e sem problemas, nunca implementou um projeto de alta complexidade", disse o presidente do instituto, respondendo a perguntas dos vários deputados presentes e que foram nesse sentido. Tal como Fernando Alexandre, o responsável recusou ter tido conhecimento de alguns erros no projeto piloto que decorreu no ano letivo de 2024/2025 envolvendo o exame de Filosofia de 11.ºano, ao contrário do que o ex-presidente do Júri Nacional de Exames, Luís Duque de Almeida, tinha alegado à Rádio Renascença anteriormente..Exames: Ministro da Educação não tem registo de erros em projeto-piloto e confronta antigo presidente do JNE. Na audição, o responsável destacou ainda que o atual Júri Nacional de Exames (agora parte do EduQA) “mobilizou professores, técnicos e serviços regionais e colaboradores da Imprensa Nacional-Casa da Moeda para garantir a continuidade do processo e a responsabilidade do processo”, para além do apoio das forças de segurança na realização dos exames.O responsável dividiu as dificuldades sentidas em dois tipos. Primeiro, especificou que houve “problemas informáticos inesperados que dificultaram a identificação e catalogação” dos itens”, algo que levou a que as respostas fossem “disponibilizadas de forma gradual”. Normalmente, continuou, estes itens seriam todos entregues em conjunto aos professores de uma só vez.Depois, especificou que houve problemas no “fluxo de informação entre a preparação das provas e classificação digital”. Ao todo, disse, foram realizadas 290.350 provas, o que resulta em “cerca de 2 milhões de itens digitalizados”.“Nenhum aluno deve ser prejudicado por uma ocorrência administrativa, logística ou técnica”, defendeu ainda, listando as duas formas como os alunos podem sinalizar um erro ou protestar a nota que lhes foi atribuída.Se não concordarem “com a aplicação dos critérios de classificação”, os alunos devem pedir a reapreciação da prova, para que ela possa ser lida novamente na integra por um professor classificador que avaliará o exame independentemente da cotação original. Noutro sentido, caso pretendam “a correção de erros de contagem e de cotação”, o processo é de uma “correção simples”, mais rápida.A prioridade na divulgação das notas, explicou, foi dada ao ensino secundário devido às especificidades e importância no acesso ao ensino superior, tendo sido deixada a publicação das notas dos exames do ensino básico para esta segunda-feira.“Apesar das dificuldades técnicas, tudo foi feito pelo EduQA” para garantir o processo, tendo agradecido ainda o “empenho” dos professores classificadores, dos professores, das escolas, dos secretários de exame e dos funcionários..Exames nacionais. Ministro da Educação diz que maioria das falhas relatadas são falsas e garante condições para a correção digital.Diretores rejeitam responsabilidades nas falhas relacionadas com a correção dos exames. Ministro diz que nenhum aluno será prejudicado