Exames. Júri Nacional dá instruções às escolas para notificarem erros
Gerardo Santos

Exames. Júri Nacional dá instruções às escolas para notificarem erros

foi adotado um procedimento específico para a correção das "desconformidades" em digitalizações de exames.
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O Júri Nacional de Exames (JNE) avisou esta terça-feira, 21 de julho, as direções escolares que devem notificar erros de digitalização das provas no sistema, para que sejam corrigidos, com novos prazos para reapreciação das notas.

“Tendo sido detetadas desconformidades em digitalizações de exames nacionais do ensino secundário, foi adotado um procedimento específico para a correção das mesmas, através da plataforma criada para o envio aos alunos e encarregados de educação das provas digitalizadas”, referiu o presidente do JNE, numa comunicação enviada aos diretores de escolas a que a Lusa teve acesso.

Nos casos em que a “digitalização da prova que lhe foi enviada não corresponde à prova de exame realizada, na totalidade ou em parte”, os alunos e encarregados de educação têm dois dias apara “requerer, junto dos serviços de administração escolar da escola onde foram afixados os resultados, a correção da informação em falta no ficheiro disponibilizado”.

Depois, a “escola deve aceder à plataforma de disponibilização das provas em formato digital, localizar a prova e clicar no botão ‘Erro de digitalização’, o que permite reportar um problema de digitalização da prova”, cabendo depois ao JNE a verificação do problema.

"Depois de corrigida, a escola é informada via agrupamento” e o aluno ou encarregado de educação recebem “o ficheiro corrigido (prova reconstruída)”, dispondo “dos dois dias úteis seguintes para, se assim o entender, solicitar a reapreciação” da nota.

Na mensagem, o JNE/EduQA (Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação) “agradece a colaboração das direções e dos serviços administrativos das escolas e apresenta as suas desculpas aos alunos afetados por desconformidades no processo de digitalização”.

Pela primeira vez este ano, os cerca de 300 mil exames nacionais do ensino secundário foram avaliados em formato digital, mas o processo registou várias falhas.

As pautas dos exames nacionais começaram a ser afixadas apenas na sexta-feira à noite, mas inicialmente sem todas as classificações, devido a falhas identificadas pelo JNE.

As classificações em falta chegaram às escolas durante o fim de semana, mas, na segunda-feira, milhares de alunos ainda viram corrigidas as notas inicialmente atribuídas a Física e Química e a Geografia, por erros na avaliação de itens da prova.

Apesar dos problemas reconhecidos pelo ministro Fernando Alexandre, o Governo manteve os calendários do concurso nacional de acesso ao ensino superior, que termina a 06 de agosto, bem como os da segunda fase dos exames.

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