Filinto Lima, presidente da Associação Portuguesa de Diretores de Agrupamento e Escolas Públicas
Filinto Lima, presidente da Associação Portuguesa de Diretores de Agrupamento e Escolas PúblicasIgor Martins

Diretores pedem abolição dos 25 euros para pedir reapreciação dos exames. Ministro da Educação recusa

Habitualmente, apenas cerca de 2% dos alunos pedem revisão de prova, mas este ano temem que haja um aumento exponencial tendo em conta os problemas durante o processo de classificação.
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O representante dos diretores escolares defendeu esta segunda-feira, 20 de julho, a abolição da taxa de 25 euros que os alunos têm de pagar para pedir a reapreciação dos exames nacionais do ensino secundário, tendo em conta as falhas no processo de classificação.

“Gostaria que este ano fosse abolido o valor de 25 euros para pedir a revisão das provas, tendo em conta como o processo decorreu”, defendeu Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), em declarações à Lusa.

Os 25 euros são reembolsados apenas se a classificação final subir. Se a nota descer ou se se mantiver, o dinheiro não é devolvido.

Habitualmente, apenas cerca de 2% dos alunos pedem revisão de prova, mas este ano os diretores escolares temem que haja um aumento exponencial tendo em conta os problemas identificados durante o processo de classificação, com folhas de respostas perdidas, folhas em branco ou respostas de alunos misturadas.

Entretanto, em conferência de imprensa, o ministro da Educação, Fernando Alexandre, recusou este pedido de professores e pais para abolir os 25 euros exigidos para a reapreciação dos exames nacionais.

“Os 25 euros têm de se manter. É uma taxa moderadora”, defendeu o ministro.

As falhas no processo de digitalização levaram o ministério a adiar a divulgação dos resultados, que foi reagendada para a passada sexta-feira, mas as escolas começaram a receber as notas apenas ao início da noite.

Ainda na noite de sexta-feira, as notas foram afixadas, mas mais de 1.400 exames surgiram na pauta com a informação de “suspenso” por falhas no processo e muitas outras notas tiveram de ser posteriormente corrigidas, segundo o Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA).

Apenas no domingo foram enviados às escolas os ficheiros sobre os 1.400 exames com as notas suspensas.

“Durante o fim de semana, enviámos os PDF com as classificações. Alguns alunos já estiveram a analisar as provas, mas vão pedir ajuda aos professores e hoje é que se vai notar mais”, estimou Filinto Lima.

Após receber a cópia da prova, os alunos têm apenas dois dias úteis para formalizar o pedido de revisão.

No requerimento é preciso justificar com argumentos científicos, pedagógicos ou processuais o motivo para pedir a revisão e por isso convém ter a ajuda de um professor, até porque a nota pode descer. Filinto Lima acredita que esta segunda-feira se vai notar uma maior afluência de alunos nas escolas a pedir ajuda aos professores.

Por outro lado, termina esta segunda o prazo para os alunos se inscreverem na 2.ª fase dos exames nacionais que arrancam na terça-feira.

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