O ex-dirigente do Chega Nuno Pardal Ribeiro foi condenado a um ano e três meses de prisão com pena suspensa por dois crimes de recurso de prostituição infantil, avançou esta quinta-feira, 9 de abril, o Expresso.Nuno Pardal Ribeiro era deputado da Assembleia Municipal de Lisboa (AML) e vice-presidente da distrital de Lisboa do Chega, tendo renuciado aos cargos na sequência da acusação pelo Ministério Público, em fevereiro de 2025. Foi depois expulso do partido por um período de sete anos.O ex-dirigente do Chega foi acusado de dois crimes de prostituição de menores agravada, um consumado e outro na forma tentada, sendo a vítima um rapaz de 15 anos, que conhecera em 2023 no Grindr, uma aplicação utilizada para convívio entre homossexuais.Segundo a acusação, a 11 de julho de 2023, os dois seguiam no carro do então dirigente do Chega em direção a um pinhal depois de se terem encontrado junto a uma estação de comboios. Durante o trajeto, Nuno Pardal Ribeiro terá perguntado ao rapaz que idade tinha e este respondeu “15”. Ainda assim, praticaram sexo oral “mútuo”. No final, o ex-deputado da AML terá enviado um código através do MB Way para que o adolescente pudesse levantar 20 euros.O caso terá sido denunciado pelos pais do menor à Polícia Judiciária depois de terem acedido às mensagens do WhatsApp no telemóvel do filho. Segundo a acusação, Nuno Pardal Ribeiro perguntou ao jovem se tinha experiência sexual, se já tinha estado com um “daddy” e pediu fotografias de “nudes”, tendo tentado encontrar-se novamente com o rapaz, oferecendo-se mais uma vez para pagar, o que só não aconteceu porque o menor não quis.Quando o caso foi conhecido, em fevereiro de 2025, Nuno Pardal Ribeiro alegou que "os factos que estão descritos [na acusação], alguns, ou seja, os mais graves, não correspondem à verdade", mas recusou adiantar mais detalhes. Em outubro, admitiu um "ato sexual" com o menor, mas rejeitou ter tido sexo oral com ele, alegando que acreditava que a vítima era maior de idade e que o dinheiro dado ao menor foi para jantar com amigos.Segundo avança esta quinta-feira o Expresso, o Tribunal de Cascais condenou Nuno Pardal Ribeiro a um ano e três meses de prisão pelo crime de recurso a prostituição infantil. A pena fica suspensa mediante o pagamento de uma indemnização de 1200 euros porque a juíza considerou que não ficou demonstrado que o arguido sabia que a vítima tinha 15 anos na altura dos factos. ."Quem abusou de menores deve ser castrado", diz André Ventura sobre caso de deputado municipal acusado de prostituição de menores.Candidato do Chega expulso do partido após detenção por suspeita de abusos sexuais da filha